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Questão de Medicina — Gastroenterologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaGastroenterologia
Código
qg728075
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Gastroenterologia Pediátrica
Assinale a alternativa que apresenta um fator de risco reconhecido para esofagite eosinofílica?
  1. ASexo feminino.
  2. BInfecção por H. pylori.
  3. CDoença celíaca.
  4. DDoença do refluxo gastroesofágico.
  5. EAtresia de esôfago.
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GabaritoE — Atresia de esôfago.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Esofagite eosinofílica: fatores de risco

Gabarito: letra E. A atresia de esôfago é um fator de risco reconhecido para esofagite eosinofílica, pois a correção cirúrgica dessa malformação congênita frequentemente resulta em dismotilidade esofágica e estase alimentar, condições que predispõem à inflamação eosinofílica crônica. As demais alternativas não são fatores de risco estabelecidos: sexo feminino (a doença é mais comum em homens), infecção por H. pylori (não associada), doença celíaca (associação não comprovada) e DRGE (é um diagnóstico diferencial, não um fator de risco).

A esofagite eosinofílica (EoE) é uma doença inflamatória crônica, imunomediada, caracterizada por infiltração eosinofílica da mucosa esofágica, que se manifesta clinicamente com disfagia, impactação alimentar e sintomas de refluxo refratários. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsias, que mostram ≥15 eosinófilos por campo de grande aumento. A doença é mais prevalente em homens jovens e está fortemente associada a atopia (asma, rinite alérgica, eczema), mas a história natural e os fatores de risco ainda são objeto de estudo.

Entre os fatores de risco reconhecidos, destacam-se: sexo masculino, história de atopia, e condições que alteram a motilidade esofágica ou causam estase alimentar, como a atresia de esôfago corrigida cirurgicamente. A atresia de esôfago é uma malformação congênita em que o esôfago não se forma completamente, exigindo correção cirúrgica precoce. Mesmo após a correção, os pacientes frequentemente apresentam dismotilidade esofágica, refluxo e estase, o que aumenta o risco de desenvolver EoE. Estudos mostram que a prevalência de EoE em pacientes com atresia de esôfago é significativamente maior do que na população geral.

A infecção por H. pylori, por sua vez, tem sido associada a um risco REDUZIDO de EoE, possivelmente por mecanismos imunomoduladores. A doença celíaca, embora seja uma condição inflamatória crônica, não é um fator de risco estabelecido para EoE, e a associação entre as duas condições é controversa. A DRGE é um diagnóstico diferencial importante, mas não um fator de risco; na verdade, a EoE pode coexistir com a DRGE, mas a relação causal não é clara.

A banca explora a confusão entre fatores de risco, associações e diagnósticos diferenciais. O candidato pode ser tentado a marcar DRGE, pois é uma condição que frequentemente se apresenta com sintomas semelhantes, mas a questão pede especificamente um fator de risco, não um diagnóstico diferencial. A atresia de esôfago, por ser uma condição que predispõe à EoE, é a resposta correta.

Esofagite eosinofílica (EoE)
  • 1Fatores de risco reconhecidos
    • Sexo masculino
    • Atopia (asma, rinite, eczema)
    • Atresia de esôfago corrigida
  • 2Não são fatores de risco
    • Sexo feminino
    • H. pylori (efeito protetor)
    • Doença celíaca (associação controversa)
    • DRGE (diagnóstico diferencial)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O sexo feminino não é um fator de risco para esofagite eosinofílica. Na verdade, a doença é mais comum em homens, com uma razão de aproximadamente 3:1. A banca inverte o sexo mais acometido, explorando a associação automática entre doenças autoimunes e sexo feminino, que não se aplica à EoE.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A infecção por H. pylori não é um fator de risco para esofagite eosinofílica. Pelo contrário, alguns estudos sugerem que a infecção por H. pylori pode ter um efeito protetor, reduzindo o risco de EoE. A banca explora a associação comum entre H. pylori e doenças gastrointestinais, mas essa associação não se aplica à EoE.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A doença celíaca não é um fator de risco reconhecido para esofagite eosinofílica. Embora ambas sejam condições inflamatórias crônicas e possam coexistir, não há evidência de que a doença celíaca aumente o risco de desenvolver EoE. A banca explora a associação entre doenças autoimunes e inflamatórias, mas essa relação não é estabelecida.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) não é um fator de risco para esofagite eosinofílica, mas sim um diagnóstico diferencial. A EoE pode se apresentar com sintomas semelhantes aos da DRGE, e os pacientes podem ter ambas as condições, mas a DRGE não predispõe ao desenvolvimento de EoE. A banca explora a confusão entre fator de risco e diagnóstico diferencial.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A atresia de esôfago é um fator de risco reconhecido para esofagite eosinofílica. A correção cirúrgica da atresia de esôfago frequentemente resulta em dismotilidade esofágica, estase alimentar e refluxo, condições que predispõem à inflamação eosinofílica crônica. Estudos mostram que a prevalência de EoE em pacientes com atresia de esôfago é significativamente maior do que na população geral.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o fator de risco por um diagnóstico diferencial. A DRGE (alternativa D) é a condição que mais se confunde com a EoE, pois apresenta sintomas semelhantes, mas não é um fator de risco. O candidato que não conhece os fatores de risco específicos da EoE pode ser tentado a marcar DRGE, mas a resposta correta é a atresia de esôfago, que é uma condição que predispõe à doença.

Gabarito: letra E

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