Questão de Medicina — Gastroenterologia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Gastroenterologia
Código
qg728076
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Gastroenterologia Pediátrica
Em crianças maiores, as doenças metabólicas e infecciosas são as principais causas.
Acerca de 60-70% dos tumores hepáticos primários em crianças são de caráter benigno, sendo o hemangioma a lesão mais comum.
Bo hepatoblastoma é o tumor maligno mais comum, sendo mais frequente em crianças mais jovens, com idade média ao diagnóstico de 1 ano.
Cos tumores malignos mais comuns são o hepatoblastoma e o carcinoma hepatocelular, sendo mais frequentes no sexo feminino.
Dpacientes portadores da síndrome de Beckwith- Wiedemann têm risco diminuído de desenvolver hepatoblastoma.
Ecrianças prematuras ou com peso muito baixo ao nascimento parecem apresentar um fator protetor, reduzindo o risco de desenvolver o hepatoblastoma.
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GabaritoB — o hepatoblastoma é o tumor maligno mais comum, sendo mais frequente em crianças mais jovens, com idade média ao diagnóstico de 1 ano.
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Tumores hepáticos primários na infância
Gabarito: letra B. O hepatoblastoma é, de fato, o tumor maligno hepático mais comum em crianças, com pico de incidência nos primeiros anos de vida — a idade média ao diagnóstico gira em torno de 1 ano. As demais alternativas contêm erros conceituais: a maioria dos tumores hepáticos primários pediátricos é maligna (não benigna), o carcinoma hepatocelular é mais comum em crianças maiores e adolescentes, e a síndrome de Beckwith-Wiedemann e a prematuridade são fatores de RISCO (não de proteção) para hepatoblastoma.
Os tumores hepáticos primários na infância são divididos em benignos e malignos, sendo os malignos os mais frequentes. O hepatoblastoma é o tumor maligno mais comum, responsável por cerca de dois terços dos casos, e acomete predominantemente crianças menores de 3 anos, com pico entre 6 meses e 3 anos — daí a idade média ao diagnóstico de aproximadamente 1 ano. O carcinoma hepatocelular (CHC) é o segundo mais comum, mas predomina em crianças maiores, adolescentes e em pacientes com doença hepática de base (como hepatite B crônica ou cirrose).
A distribuição por sexo é discretamente maior no sexo masculino para o hepatoblastoma, e não no feminino como afirma a alternativa C. Quanto aos fatores de risco, a síndrome de Beckwith-Wiedemann (caracterizada por macrosomia, onfalocele e macroglossia) está associada a um risco AUMENTADO de hepatoblastoma, assim como a prematuridade e o baixo peso ao nascimento — que não são fatores protetores, mas sim de risco. A alternativa A erra ao afirmar que 60-70% dos tumores são benignos; na verdade, a maioria é maligna, e a lesão benigna mais comum é o hemangioma, mas em proporção menor.
A banca explora a confusão entre os dois tumores malignos (hepatoblastoma × CHC) e inverte a relação de fatores de risco, transformando fatores de risco em fatores protetores. O candidato que não domina a epidemiologia básica dos tumores hepáticos pediátricos tende a cair nas alternativas que parecem plausíveis, mas que invertem a realidade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter a relação de risco: na alternativa D, a síndrome de Beckwith-Wiedemann é apresentada como fator de risco DIMINUÍDO, quando na verdade é um fator de risco AUMENTADO para hepatoblastoma. Da mesma forma, na alternativa E, a prematuridade é tratada como fator protetor, mas é um fator de risco. Fique atento a essas inversões — o que parece "bom senso" (prematuro teria proteção) é justamente o erro.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que 60-70% dos tumores hepáticos primários em crianças são benignos, sendo o hemangioma o mais comum. O erro está na proporção: a MAIORIA dos tumores hepáticos primários pediátricos é MALIGNA, não benigna. O hemangioma é, de fato, a lesão benigna mais comum, mas a proporção de benignos é bem menor que 60-70% — os malignos (hepatoblastoma e CHC) predominam.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O hepatoblastoma é o tumor maligno hepático mais comum na infância, com pico de incidência em crianças menores de 3 anos, sendo a idade média ao diagnóstico de aproximadamente 1 ano. Essa é a descrição epidemiológica clássica e correta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que os tumores malignos mais comuns são hepatoblastoma e CHC, sendo mais frequentes no sexo feminino. O erro está na distribuição por sexo: o hepatoblastoma é discretamente mais comum no sexo MASCULINO, não no feminino. A lista dos tumores está correta, mas a afirmação sobre o sexo é falsa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que pacientes com síndrome de Beckwith-Wiedemann têm risco DIMINUÍDO de hepatoblastoma. Na verdade, a síndrome de Beckwith-Wiedemann é um fator de risco AUMENTADO para o desenvolvimento de hepatoblastoma — a alternativa inverte a relação de risco.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que crianças prematuras ou com peso muito baixo ao nascimento apresentam fator protetor, reduzindo o risco de hepatoblastoma. Na realidade, a prematuridade e o baixo peso ao nascimento são fatores de RISCO AUMENTADO para hepatoblastoma, não fatores protetores — a alternativa inverte a relação.