Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
qg728104
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Ginecologia e Obstetrícia
Em um hospital referência para atendimento de vítimas de violência sexual, a ordem preconizada das etapas de atendimento a essas pacientes é:
Aacolhimento; registro da história; coleta de vestígios; exames clínicos e ginecológicos; exames complementares; comunicação a autoridades e notificação; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.
Bacolhimento; registro da história; exames clínicos e ginecológicos; coleta de vestígios; exames complementares; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; comunicação a autoridades e notificação; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.
Cacolhimento; registro da história; exames clínicos e ginecológicos; coleta de vestígios; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; comunicação a autoridades e notificação; exames acompanhamento social, complementares; psicológico e seguimento ambulatorial.
Dregistro da história; acolhimento; exames clínicos e ginecológicos; coleta de vestígios; comunicação a autoridades e notificação; exames complementares; contracepção de emergência e profilaxia para acompanhamento HIV, IST e hepatite B; social, psicológico e seguimento ambulatorial.
Eregistro da história; acolhimento; coleta de vestígios; exames clínicos e ginecológicos; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; comunicação a autoridades e notificação; exames complementares; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.
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GabaritoC — acolhimento; registro da história; exames clínicos e ginecológicos; coleta de vestígios; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; comunicação a autoridades e notificação; exames acompanhamento social, complementares; psicológico e seguimento ambulatorial.
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Atendimento à vítima de violência sexual: ordem das etapas
Gabarito: letra C. A sequência correta é: acolhimento; registro da história; exames clínicos e ginecológicos; coleta de vestígios; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; comunicação a autoridades e notificação; exames complementares; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial. A lógica é: primeiro acolher e ouvir, depois examinar clinicamente, coletar vestígios (antes de qualquer procedimento que possa contaminá-los), iniciar profilaxias e contracepção, notificar as autoridades, realizar exames complementares e, por fim, o acompanhamento multidisciplinar.
O atendimento à vítima de violência sexual é um processo complexo e intersetorial, que exige uma abordagem humanizada, privativa e em equipe multidisciplinar. A ordem das etapas não é arbitrária: ela segue uma lógica clínica e legal. O acolhimento é o primeiro passo — a vítima chega em situação de vulnerabilidade, muitas vezes com medo, vergonha ou em estado de choque. A equipe deve ouvir sem julgamento, estabelecer relação de confiança e garantir privacidade. Só depois se faz o registro da história, com escuta atenta, sem interrupções, para entender o que ocorreu, quando e como — informações essenciais para a conduta médica e para a notificação.
Em seguida, vêm os exames clínicos e ginecológicos, que avaliam lesões, estado geral e possíveis gestações. A coleta de vestígios deve ocorrer antes de qualquer procedimento que possa contaminá-los ou destruí-los — por isso vem logo após o exame clínico, e não depois de intervenções como a contracepção de emergência. Após a coleta, inicia-se a contracepção de emergência e a profilaxia para HIV, IST e hepatite B, que devem ser oferecidas o quanto antes, idealmente dentro de 72 horas para a profilaxia de ISTs. A comunicação a autoridades e notificação é obrigatória em casos de violência, e deve ser feita após a estabilização inicial e a coleta de vestígios. Os exames complementares (sorologias, testes de gravidez, etc.) são realizados para monitoramento e seguimento. Por fim, o acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial garante o suporte contínuo, incluindo orientação sobre o aborto legal, se aplicável, e o acompanhamento por até 6 meses.
A pegadinha desta questão está na inversão de etapas: a banca troca a ordem entre coleta de vestígios e exames clínicos, ou entre exames complementares e contracepção/profilaxia. A coleta de vestígios deve ser feita antes de qualquer intervenção que possa contaminá-los, e a contracepção de emergência deve ser iniciada o quanto antes, mas após a coleta. Já os exames complementares são para seguimento, não para o atendimento inicial imediato. Guarde a sequência lógica: acolher → ouvir → examinar → coletar → prevenir → notificar → investigar → acompanhar.
1Acolhimento
2Registro da história
3Exames clínicos e ginecológicos
4Coleta de vestígios
5Contracepção e profilaxias
6Comunicação e notificação
7Exames complementares
8Acompanhamento multidisciplinar
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Erra ao colocar a coleta de vestígios antes dos exames clínicos e ginecológicos. O exame clínico deve preceder a coleta, pois é ele que orienta quais vestígios procurar e como coletá-los. Além disso, a ordem entre exames complementares e contracepção/profilaxia está invertida: a profilaxia deve vir antes dos exames complementares, que são para seguimento.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erra ao colocar os exames complementares antes da contracepção de emergência e profilaxia. A profilaxia para HIV, IST e hepatite B deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente dentro de 72 horas, e não pode ser adiada para depois de exames complementares, que são para monitoramento posterior. A ordem correta é: contracepção/profilaxia → comunicação/notificação → exames complementares.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Apresenta a sequência correta: acolhimento; registro da história; exames clínicos e ginecológicos; coleta de vestígios; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; comunicação a autoridades e notificação; exames complementares; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial. A ordem respeita a lógica clínica (examinar antes de coletar), a urgência da profilaxia (iniciar após a coleta, mas antes de exames complementares) e a necessidade de notificação e seguimento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra ao colocar o registro da história antes do acolhimento. O acolhimento é o primeiro passo, pois a vítima precisa de um ambiente seguro e acolhedor antes de relatar o ocorrido. Além disso, inverte a ordem entre exames complementares e contracepção/profilaxia, e coloca a comunicação/notificação antes dos exames complementares, o que não segue a sequência lógica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erra ao colocar a coleta de vestígios antes dos exames clínicos e ginecológicos. O exame clínico deve orientar a coleta, e não o contrário. Além disso, inverte a ordem entre contracepção/profilaxia e comunicação/notificação, e coloca os exames complementares depois da comunicação, quando deveriam vir antes do acompanhamento final.
A regra de ouro para esta questão é: acolher antes de ouvir, examinar antes de coletar, prevenir antes de investigar, e acompanhar por último. A banca explora exatamente a inversão desses pares. Memorize a sequência como um fluxo: acolhimento → história → exame → coleta → profilaxia → notificação → exames complementares → acompanhamento.