Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
qg728118
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Ginecologia e Obstetrícia
A cesariana é realizada quando o médico assistente e/ou a paciente acreditam que a via abdominal vai proporcionar um melhor resultado materno e/ou fetal. Portanto suas indicações dividem-se na solicitação materna ou na indicação médica. As indicações médicas são divididas em absolutas e relativas. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta uma indicação absoluta de cesárea.
ADescolamento prematuro de placenta.
BDuas ou mais cesarianas prévias.
CHIV + com carga viral desconhecida ou acima de 1000 C/ml.
DDesproporção cefalopélvica.
EMacrossomia fetal.
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GabaritoD — Desproporção cefalopélvica.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Indicações de cesariana: absolutas e relativas
Gabarito: letra D. A desproporção cefalopélvica (DCP) é a indicação absoluta clássica de cesariana, pois representa a impossibilidade mecânica de o feto transpor o canal de parto — não há como "esperar" ou "conduzir" o trabalho de parto com segurança. As demais alternativas (descolamento prematuro de placenta, duas ou mais cesáreas prévias, HIV com carga viral desconhecida ou > 1000 cópias/mL e macrossomia fetal) são indicações relativas, nas quais a via de parto é decidida caso a caso, ponderando riscos e benefícios maternos e fetais.
A cesariana é uma cirurgia que substitui o parto vaginal quando há indicação médica ou solicitação materna. As indicações médicas se dividem em absolutas e relativas. A diferença é o grau de necessidade: na indicação absoluta, o parto vaginal é contraindicado ou inviável — a cesárea é a única via segura (ou a única via possível). Na indicação relativa, o parto vaginal é possível, mas a cesárea pode oferecer melhor resultado materno e/ou fetal em determinadas circunstâncias; a decisão é individualizada.
A desproporção cefalopélvica é o exemplo paradigmático de indicação absoluta: quando a pelve materna é anatomicamente insuficiente para a passagem do feto (pelve contraída, feto grande, apresentação anômala), o parto vaginal é impossível ou extremamente arriscado. Não há manobra ou conduta que "resolva" a desproporção — a cesárea é obrigatória.
As demais alternativas são relativas:
Descolamento prematuro de placenta (DPP): a via de parto depende da vitalidade fetal e da estabilidade materna. Se o feto estiver vivo e viável, a cesárea é indicada; se o feto estiver morto ou a mãe instável, o parto vaginal pode ser preferível. Portanto, é relativa.
Duas ou mais cesarianas prévias: aumenta o risco de rotura uterina, mas não a impede absolutamente. Muitas diretrizes indicam cesárea eletiva, mas há discussão sobre a tentativa de parto vaginal em casos selecionados. É relativa.
HIV com carga viral desconhecida ou > 1000 cópias/mL: a cesárea reduz a transmissão vertical, mas não é absoluta — se a carga viral for indetectável, o parto vaginal é permitido. É relativa.
Macrossomia fetal: aumenta o risco de distocia de ombro, mas não é contraindicação absoluta ao parto vaginal; a decisão depende do peso estimado, da pelve materna e de outros fatores. É relativa.
A pegadinha da banca está em classificar o DPP ou a macrossomia como absolutas, quando na verdade são relativas. O candidato que decora listas sem entender o conceito de "absoluta" (impossibilidade mecânica ou contraindicação formal) erra a questão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "indicação frequente" e "indicação absoluta". DPP, HIV com carga viral alta e macrossomia são indicações comuns de cesárea, mas todas admitem exceções (feto morto, carga viral indetectável, peso limítrofe). A única que não admite exceção é a desproporção cefalopélvica — se o feto não passa, não passa. Guarde: absoluta = não há alternativa segura ao parto vaginal.
Indicação
Classificação
Justificativa
Desproporção cefalopélvica
Absoluta
Impossibilidade mecânica de o feto transpor o canal de parto; não há alternativa segura ao parto vaginal.
Descolamento prematuro de placenta
Relativa
Via de parto depende da vitalidade fetal e estabilidade materna (ex.: feto morto → parto vaginal pode ser preferível).
Duas ou mais cesarianas prévias
Relativa
Aumenta risco de rotura uterina, mas há discussão sobre tentativa de parto vaginal em casos selecionados.
HIV com carga viral desconhecida ou > 1000 cópias/mL
Relativa
Cesárea reduz transmissão vertical, mas carga viral indetectável permite parto vaginal.
Macrossomia fetal
Relativa
Aumenta risco de distocia de ombro, mas decisão depende do peso estimado, pelve materna e outros fatores.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O descolamento prematuro de placenta (DPP) é indicação relativa de cesariana. A via de parto depende da condição fetal e materna: se o feto está vivo e viável, a cesárea é indicada; se o feto está morto ou a mãe instável, o parto vaginal pode ser a conduta. Não é uma contraindicação absoluta ao parto vaginal.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Duas ou mais cesarianas prévias é indicação relativa. A cesárea é frequentemente indicada para evitar rotura uterina, mas não é obrigatória em todos os casos — há protocolos que avaliam a tentativa de parto vaginal em pacientes selecionadas. A decisão é individualizada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
HIV com carga viral desconhecida ou acima de 1000 cópias/mL é indicação relativa de cesariana. A cesárea reduz a transmissão vertical, mas se a carga viral for indetectável, o parto vaginal é permitido. A indicação depende do status virológico, não é absoluta.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A desproporção cefalopélvica é a indicação absoluta clássica de cesariana. Quando a pelve materna é insuficiente para a passagem do feto, o parto vaginal é inviável ou extremamente arriscado — não há conduta que o torne seguro. A cesárea é a única via possível.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A macrossomia fetal é indicação relativa de cesariana. Aumenta o risco de distocia de ombro, mas não contraindica o parto vaginal em todos os casos. A decisão depende do peso fetal estimado, da pelve materna, da progressão do trabalho de parto e de outros fatores.
Gabarito: letra D — desproporção cefalopélvica é a única indicação absoluta entre as alternativas.