Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
qg728134
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Ginecologia e Obstetrícia
Úlceras genitais (UG) são lesões localizadas na vulva, na vagina ou no colo uterino com perda de tecido, envolvendo a epiderme e a derme ou apenas a epiderme. Podem ser classificadas em UG causadas por doenças sexualmente transmissíveis (DST) e UG não relacionadas às DST. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta a associação correta entre as úlceras genitais e seu respectivo tratamento.
ACancro duro – azitromicina.
BCancro mole – penicilina.
CLinfogranuloma venéreo – ceftriaxona.
DDonovanose – azitromicina.
EHerpes genital – azitromicina.
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GabaritoD — Donovanose – azitromicina.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Úlceras genitais: tratamento das ISTs
Gabarito: letra D. A donovanose (granuloma inguinal), causada pela Klebsiella granulomatis, tem como esquema de tratamento recomendado a doxiciclina, sendo a azitromicina uma opção alternativa — e é exatamente essa associação que a alternativa D apresenta. As demais alternativas trocam os antibióticos entre as diferentes ISTs que cursam com úlcera genital, explorando a confusão entre os esquemas terapêuticos de cada doença.
As úlceras genitais (UG) são lesões com perda de tecido na vulva, vagina ou colo uterino, classificadas em causas relacionadas a doenças sexualmente transmissíveis (DST/IST) e não relacionadas. Entre as ISTs que cursam com UG, destacam-se: sífilis (cancro duro), cancro mole (cancroide), linfogranuloma venéreo (LGV), donovanose (granuloma inguinal) e herpes genital. Cada uma tem um agente etiológico específico e, consequentemente, um tratamento direcionado — é esse conhecimento que a questão cobra.
A donovanose é uma IST crônica e progressiva, causada pela bactéria gram-negativa Klebsiella granulomatis. Acomete preferencialmente pele e mucosas das regiões genitais, perianais e inguinais, com quadro clínico de ulceração de borda plana ou hipertrófica, bem delimitada, com fundo granuloso de aspecto vermelho vivo e sangramento fácil. O diagnóstico é feito pela visualização dos corpúsculos de Donovan no exame histopatológico. O tratamento de primeira linha é a doxiciclina (100 mg VO, 2 vezes ao dia, por pelo menos 3 semanas), e a azitromicina figura entre os esquemas alternativos — sendo inclusive útil na gestação, já que doxiciclina e ciprofloxacino são contraindicados para gestantes.
A sífilis (cancro duro) é causada pelo Treponema pallidum e tem como tratamento de escolha a penicilina benzatina — nunca azitromicina isolada como primeira linha. O cancro mole (cancroide), causado pelo Haemophilus ducreyi, é tratado com azitromicina ou ceftriaxona, e não com penicilina. O linfogranuloma venéreo, causado pela Chlamydia trachomatis (sorotipos L1, L2, L3), tem como tratamento a doxiciclina. O herpes genital, causado pelo vírus herpes simples (HSV-1 e HSV-2), é tratado com antivirais como aciclovir, valaciclovir ou famciclovir — azitromicina, um antibiótico, não tem ação antiviral.
A pegadinha central desta questão é a troca de antibióticos entre as ISTs: a banca associa cada úlcera genital a um antibiótico que pertence ao esquema de outra doença. O candidato que decora os tratamentos de forma isolada, sem estabelecer o vínculo correto entre agente etiológico e fármaco, tende a cair nos distratores. A chave é memorizar o par doença–tratamento de forma organizada, como mostra a tabela abaixo.
Úlcera genital
Agente etiológico
Tratamento de escolha
Cancro duro (sífilis)
Treponema pallidum
Penicilina benzatina
Cancro mole (cancroide)
Haemophilus ducreyi
Azitromicina ou ceftriaxona
Linfogranuloma venéreo
Chlamydia trachomatis (L1-L3)
Doxiciclina
Donovanose (granuloma inguinal)
Klebsiella granulomatis
Doxiciclina (azitromicina como alternativa)
Herpes genital
HSV-1 e HSV-2
Aciclovir (antiviral)
Guarde a associação correta entre cada IST e seu tratamento: é exatamente nela que as alternativas se dividem — cada letra errada mistura o antibiótico de uma doença com a úlcera de outra.
Cancro duro – azitromicina. O cancro duro é a lesão característica da sífilis primária, causada pelo Treponema pallidum. Seu tratamento de escolha é a penicilina benzatina, não a azitromicina. A azitromicina é utilizada no tratamento do cancro mole e como alternativa na donovanose — a banca troca o antibiótico da sífilis pelo de outra IST.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Cancro mole – penicilina. O cancro mole (cancroide) é causado pelo Haemophilus ducreyi e seu tratamento de escolha é a azitromicina ou a ceftriaxona, não a penicilina. A penicilina é o fármaco de escolha para a sífilis (cancro duro) — inverte-se o tratamento entre as duas doenças.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Linfogranuloma venéreo – ceftriaxona. O LGV é causado pela Chlamydia trachomatis (sorotipos L1, L2 e L3) e seu tratamento de escolha é a doxiciclina. A ceftriaxona é uma opção para o cancro mole, não para o LGV — a banca associa o antibiótico de outra IST.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Donovanose – azitromicina. A donovanose (granuloma inguinal), causada pela Klebsiella granulomatis, tem como esquema de tratamento recomendado a doxiciclina, sendo a azitromicina um esquema alternativo — e útil na gestação. A alternativa está correta ao associar a donovanose à azitromicina, pois esta é uma opção terapêutica válida para a doença.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Herpes genital – azitromicina. O herpes genital é causado pelo vírus herpes simples (HSV-1 e HSV-2) e seu tratamento é feito com antivirais (aciclovir, valaciclovir ou famciclovir). A azitromicina é um antibiótico, sem ação antiviral — a banca associa um antibiótico a uma doença viral, o que é um erro conceitual grave.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os esquemas terapêuticos das ISTs que cursam com úlcera genital. Cada alternativa troca o antibiótico de uma doença pelo de outra: penicilina (sífilis) vira tratamento do cancro mole, ceftriaxona (cancro mole) vira tratamento do LGV, e azitromicina (cancro mole/donovanose) vira tratamento do herpes. A dica é memorizar o par doença–tratamento de forma organizada, como na tabela acima — com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte um quadro mental associando cada IST ao seu agente etiológico e ao tratamento de escolha. Repare que a doxiciclina trata tanto o LGV quanto a donovanose, e que o herpes é a única doença viral — portanto, só responde a antivirais, nunca a antibióticos. Essa distinção elimina rapidamente as alternativas que usam antibióticos para o herpes.