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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
qg728182
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Infectologia Pediátrica
Sobre a infecção pelo vírus Epstein-Barr (VEB), assinale a alternativa correta.
  1. AA fase de latência do VEB caracteriza-se pela ausência total do genoma viral nas células hospedeiras, o que impede a reativação da infecção.
  2. BA infecção primária pelo VEB é geralmente sintomática e mais grave em crianças pequenas, apresentando-se frequentemente como mononucleose infecciosa.
  3. CNa fase aguda, há intensa resposta imune mediada por linfócitos T CD8+ atípicos no sangue periférico.
  4. DA infecção das células B pelo VEB é transitória e não resulta em diferenciação para células de memória, restringindo-se ao epitélio orofaríngeo.
  5. EA infecção primária pelo VEB ocorre na fase adulta, sendo rara a aquisição do vírus na infância ou adolescência.
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GabaritoC — Na fase aguda, há intensa resposta imune mediada por linfócitos T CD8+ atípicos no sangue periférico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Infecção pelo vírus Epstein-Barr (VEB) e mononucleose infecciosa

Gabarito: letra C. Na fase aguda da infecção pelo VEB, há uma intensa resposta imune mediada por linfócitos T CD8+ atípicos no sangue periférico — é exatamente essa linfocitose com células atípicas que caracteriza o hemograma da mononucleose infecciosa. As demais alternativas invertem ou distorcem aspectos fundamentais da biologia do vírus, como a latência, a epidemiologia e o tropismo celular.

O vírus Epstein-Barr é um herpesvírus da família Herpesviridae, causador da mononucleose infecciosa. Como todos os herpesvírus, após a infecção primária ele estabelece uma infecção latente por toda a vida no hospedeiro, podendo reativar-se em situações de imunossupressão. Essa capacidade de latência é a chave para entender a doença: o genoma viral permanece presente nas células hospedeiras (epissomal), e não é eliminado — o que torna a alternativa A incorreta.

A transmissão ocorre principalmente por contato com saliva de pessoas infectadas — daí o apelido de "doença do beijo" em adultos jovens. O período de incubação é longo, variando de 4 a 6 semanas, e o período de transmissibilidade pode estender-se por mais de um ano. A epidemiologia é um ponto central: a infecção primária ocorre com mais frequência na infância e adolescência, e não na fase adulta. Em crianças pequenas, a infecção costuma ser assintomática ou subclínica — o quadro clássico de mononucleose com febre, odinofagia e linfadenopatia é mais típico de adolescentes e adultos jovens.

O diagnóstico laboratorial apoia-se na sorologia (IgM anti-VCA na fase aguda, IgG anti-EBNA na convalescença) e no hemograma, que revela linfocitose com linfócitos atípicos — os chamados linfócitos de Downey. Essa resposta imune é predominantemente mediada por linfócitos T CD8+ citotóxicos, que proliferam maciçamente em resposta às células B infectadas. É essa expansão de linfócitos T CD8+ atípicos que a alternativa C descreve corretamente.

O tropismo do VEB é outro ponto que merece atenção: o vírus infecta preferencialmente linfócitos B, e não apenas o epitélio orofaríngeo. Nas células B, a infecção não é transitória — o vírus estabelece latência e promove a diferenciação dessas células em células B de memória, que servem como reservatório vitalício do vírus. A alternativa D inverte exatamente esse mecanismo.

A pegadinha central desta questão é a inversão de conceitos: a banca troca a latência (genoma presente, mas quiescente) por ausência do genoma; troca a epidemiologia (infecção comum na infância, geralmente assintomática) por infecção sintomática e grave em crianças; e troca o tropismo (células B com latência e memória) por infecção transitória restrita ao epitélio. A alternativa C é a única que descreve fielmente a fisiopatologia da fase aguda.

1Latência
Genoma presente (epissomo)
Reativação na imunossupressão
2Transmissão
Saliva
Incubação: 4–6 semanas
3Epidemiologia
Infância: assintomática
Adulto jovem: mononucleose
4Tropismo
Linfócitos B
Células B de memória (reservatório)
5Fase aguda
Linfócitos T CD8+ atípicos
Linfócitos de Downey
VEB (herpesvírus)
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VEB (herpesvírus): Latência (Genoma presente (epissomo), Reativação na imunossupressão); Transmissão (Saliva, Incubação: 4–6 semanas); Epidemiologia (Infância: assintomática, Adulto jovem: mononucleose); Tropismo (Linfócitos B, Células B de memória (reservatório)); Fase aguda (Linfócitos T CD8+ atípicos, Linfócitos de Downey)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A latência do VEB caracteriza-se pela presença do genoma viral nas células hospedeiras, mantido como epissomo, e não pela ausência. É justamente essa persistência do genoma que permite a reativação da infecção em situações de imunossupressão. A alternativa inverte o conceito de latência: o vírus permanece quiescente, mas presente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A infecção primária pelo VEB em crianças pequenas é geralmente assintomática ou subclínica, e não sintomática e grave. O quadro clássico de mononucleose infecciosa — febre, odinofagia, linfadenopatia — é mais frequente em adolescentes e adultos jovens. A alternativa inverte a epidemiologia da doença.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Na fase aguda da mononucleose infecciosa, há uma intensa resposta imune mediada por linfócitos T CD8+ atípicos no sangue periférico. Essa linfocitose com células atípicas é um achado característico do hemograma e reflete a expansão clonal de linfócitos T citotóxicos contra as células B infectadas pelo vírus.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A infecção das células B pelo VEB não é transitória: o vírus estabelece latência nessas células e promove sua diferenciação em células B de memória, que servem como reservatório vitalício. A infecção não se restringe ao epitélio orofaríngeo — o tropismo principal é pelos linfócitos B.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A infecção primária pelo VEB ocorre predominantemente na infância e adolescência, sendo rara a aquisição na fase adulta. Em países em desenvolvimento, a maioria das crianças já foi infectada até os 5 anos de idade. A alternativa inverte completamente a epidemiologia da doença.

Gabarito: letra C

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