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Questão de Medicina — Medicina Intensiva — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaMedicina Intensiva
Código
qg728188
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Intensivista Pediátrico
Uma unidade de terapia intensiva pediátrica observa aumento de casos de infecção por Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase. O Núcleo de Segurança do Paciente recomenda o reforço das medidas de precaução e a revisão dos protocolos assistenciais.Considerando as recomendações vigentes da Anvisa e as boas práticas para prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde, qual deve ser a primeira medida horizontal prioritária para conter a disseminação desse patógeno?
  1. AImplantação imediata de banho diário com clorexidina a 2% em todos os pacientes.
  2. BSubstituição dos antibióticos de profilaxia cirúrgica por carbapenêmicos.
  3. CIntensificação da adesão à higiene das mãos com monitoramento e feedback.
  4. DIsolamento universal com uso de avental e luvas em todos os pacientes internados.
  5. ESuspensão temporária de internações na UTI.
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GabaritoC — Intensificação da adesão à higiene das mãos com monitoramento e feedback.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Prevenção de infecções por Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC) em UTI pediátrica

Gabarito: letra C. A primeira medida horizontal prioritária para conter a disseminação de um patógeno multirresistente como a KPC é a intensificação da adesão à higiene das mãos com monitoramento e feedback, pois a higiene das mãos é a medida mais eficaz e de menor custo para prevenir a transmissão cruzada de microrganismos, sendo a base de todas as estratégias de prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Essa recomendação está alinhada às diretrizes da Anvisa e da OMS, que consideram a higiene das mãos a principal medida para reduzir a disseminação de bactérias multirresistentes.

A infecção por Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC) representa um grave problema de saúde pública, especialmente em unidades de terapia intensiva (UTI), onde há pacientes críticos, uso frequente de dispositivos invasivos e alta pressão seletiva de antibióticos. A KPC é uma enzima que confere resistência aos carbapenêmicos, considerados antibióticos de última linha, limitando drasticamente as opções terapêuticas. Diante de um surto ou aumento de casos, a resposta imediata deve focar em medidas de prevenção de transmissão, e não apenas no tratamento individual.

As estratégias de prevenção de IRAS são classificadas em horizontais e verticais. As estratégias horizontais são aquelas que visam prevenir todos ou muitos tipos de infecções, independentemente do patógeno, procedimento ou dispositivo específico. Elas incluem: precauções padrão, higiene das mãos, uso adequado de EPI, higiene respiratória e etiqueta da tosse, limpeza adequada do ambiente, banho de clorexidina para todos os pacientes de UTI, precauções de isolamento apropriadas para o patógeno, passos para prevenção de lesões por picadas de agulha e orientação dos profissionais de saúde sobre protocolos de controle de infecção. Já as estratégias verticais são direcionadas a tipos específicos de IRAS ou têm como alvo um microrganismo específico, como o uso de listas de verificação para inserção de cateteres, pacotes padronizados para prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) e descolonização de MRSA.

A higiene das mãos é a medida horizontal mais importante e a primeira a ser reforçada em qualquer cenário de surto, pois as mãos dos profissionais de saúde são o principal veículo de transmissão cruzada de microrganismos entre pacientes. O monitoramento da adesão e o feedback aos profissionais são componentes essenciais para melhorar a prática, pois permitem identificar barreiras e implementar estratégias educativas e de conscientização. A OMS e a Anvisa recomendam os "5 momentos para a higiene das mãos": antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimento limpo/asséptico, após risco de exposição a fluidos corporais, após tocar o paciente e após tocar superfícies próximas ao paciente.

A distinção entre medidas horizontais e verticais é crucial para responder a esta questão. A banca explora a confusão entre essas duas categorias, apresentando alternativas que são medidas verticais (como o banho com clorexidina, que é uma estratégia horizontal, mas não a primeira prioridade) ou medidas extremas e desproporcionadas (como isolamento universal ou suspensão de internações). A alternativa correta, higiene das mãos, é a medida horizontal mais fundamental e a primeira a ser intensificada, pois é a base de todas as outras intervenções.

Guarde a fronteira entre medidas horizontais e verticais: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A questão pede a primeira medida horizontal prioritária, e a higiene das mãos é a resposta, pois é a medida mais eficaz, de menor custo e que deve ser reforçada imediatamente em qualquer surto.

Medidas de prevenção de IRAS
  • 1Horizontais (todos os patógenos)
    • Higiene das mãos
      • Primeira prioridade
      • Monitoramento e feedback
    • Precauções padrão
    • Limpeza ambiental
    • Banho com clorexidina
  • 2Verticais (patógeno específico)
    • Checklist de cateter
    • Pacote de PAVM
    • Descolonização de MRSA
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O banho diário com clorexidina a 2% em todos os pacientes é uma estratégia horizontal (prevenção de muitos tipos de IRAS), mas não é a primeira medida prioritária. Embora seja recomendada para pacientes de UTI com acesso central, ela é uma medida adicional que deve ser implementada após o reforço das medidas básicas, como a higiene das mãos. A clorexidina reduz a colonização da pele, mas não substitui a higiene das mãos como principal medida de prevenção de transmissão cruzada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A substituição dos antibióticos de profilaxia cirúrgica por carbapenêmicos é uma conduta totalmente inadequada e perigosa. Os carbapenêmicos são antibióticos de amplo espectro e de última linha, e seu uso indiscriminado aumenta a pressão seletiva, favorecendo o surgimento e a disseminação de bactérias resistentes, como a própria KPC. A profilaxia cirúrgica deve seguir protocolos baseados em evidências, com antibióticos de espectro mais restrito, e não ser alterada em resposta a um surto de KPC.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A intensificação da adesão à higiene das mãos com monitoramento e feedback é a primeira medida horizontal prioritária para conter a disseminação da KPC. A higiene das mãos é a medida mais eficaz e de menor custo para prevenir a transmissão cruzada de microrganismos, sendo a base de todas as estratégias de prevenção de IRAS. O monitoramento e o feedback são essenciais para melhorar a adesão, pois permitem identificar barreiras e implementar estratégias educativas. Essa recomendação está alinhada às diretrizes da Anvisa e da OMS.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O isolamento universal com uso de avental e luvas em todos os pacientes internados é uma medida desproporcional e não recomendada. As precauções de contato devem ser aplicadas a pacientes colonizados ou infectados por microrganismos multirresistentes, e não a todos os pacientes indiscriminadamente. O uso universal de avental e luvas pode aumentar os custos, gerar falsa sensação de segurança e até aumentar o risco de transmissão se não for realizado corretamente. A medida correta é a aplicação das precauções de contato para os casos identificados, além do reforço das medidas básicas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A suspensão temporária de internações na UTI é uma medida extrema e desproporcional, que não é recomendada como primeira resposta a um surto. Essa medida causaria grave prejuízo aos pacientes que necessitam de cuidados intensivos e não é eficaz para conter a disseminação do patógeno, pois o problema é a transmissão cruzada dentro da unidade, e não a admissão de novos pacientes. A abordagem correta é o reforço das medidas de prevenção, como a higiene das mãos, as precauções de contato e a limpeza ambiental.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre medidas horizontais e verticais. O banho com clorexidina (A) é uma medida horizontal, mas não é a primeira prioridade; o isolamento universal (D) é uma medida extrema e desproporcional; e a substituição de antibióticos (B) é uma conduta perigosa. A questão pede a primeira medida horizontal prioritária, e a higiene das mãos é a resposta, pois é a medida mais eficaz e de menor custo. Fique atento: em qualquer surto, a higiene das mãos é sempre a primeira medida a ser reforçada.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre prevenção de IRAS, lembre-se da hierarquia das medidas: higiene das mãos é a base de tudo. Depois, vêm as precauções padrão, as precauções de contato para pacientes colonizados/infectados, e as medidas adicionais como banho com clorexidina. Medidas extremas como suspensão de internações ou isolamento universal raramente são a resposta correta. Na dúvida, escolha a medida mais simples, eficaz e de menor custo.

Gabarito: letra C

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