Questão de Medicina — Nefrologia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Nefrologia
Código
qg728205
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Intensivista Pediátrico
Entre os distúrbios do potássio, encontra-se a hipocalemia. As alterações características do eletrocardiograma, nesse distúrbio, são:
Aonda T apiculada com encurtamento do intervalo QT e prolongamento do complexo QRS.
Bencurtamento do intervalo QT e arritmias ventriculares.
Cdepressão do segmento ST, aumento da amplitude das ondas U e diminuição da amplitude das ondas T.
Dbradicardia com encurtamento do complexo QRS e onda T apiculada.
Ediminuição da amplitude das ondas T, encurtamento do complexo QRS e encurtamento do intervalo PR.
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GabaritoC — depressão do segmento ST, aumento da amplitude das ondas U e diminuição da amplitude das ondas T.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Hipocalemia e alterações eletrocardiográficas
Gabarito: letra C. Na hipocalemia, as alterações clássicas do ECG são depressão do segmento ST, aumento da amplitude das ondas U e diminuição da amplitude das ondas T — exatamente o que descreve a alternativa C. Essas alterações decorrem do atraso na repolarização ventricular causado pela baixa concentração sérica de potássio, e são mais evidentes quando o K+ está abaixo de 2,7 mEq/L, conforme a literatura médica de referência.
A hipocalemia é definida pela concentração sérica de potássio menor que 3,5 mEq/L. O potássio é o principal cátion intracelular e o gradiente entre os meios intra e extracelular é essencial para a excitabilidade neuromuscular, incluindo o miocárdio. Quando esse gradiente se altera, a repolarização ventricular é afetada, gerando um padrão eletrocardiográfico característico. As manifestações clínicas — fraqueza muscular, arritmias, íleo paralítico — são proporcionais ao grau e à velocidade de instalação da hipocalemia, e as alterações no ECG costumam aparecer em níveis mais baixos, geralmente abaixo de 2,7 mEq/L.
O ECG é recomendado como parte inicial da avaliação de todo paciente com hipocalemia moderada a grave. As alterações mais comuns são: redução da amplitude das ondas T (achatamento ou inversão), depressão do segmento ST e presença de ondas U (principalmente em V4-V6). Outros achados, especialmente quando há hipomagnesemia associada, incluem prolongamento do intervalo QT, extrassistolia ventricular e arritmias ventriculares (taquicardia ventricular, torsades de pointes, fibrilação ventricular) e supraventriculares.
É fundamental distinguir a hipocalemia da hipercalemia, pois os padrões são opostos. Na hipercalemia, o ECG mostra ondas T apiculadas, alargamento do complexo QRS, desaparecimento da onda P e, em níveis extremos, bradiarritmias e parada cardiorrespiratória. A banca explora exatamente essa inversão: alternativas que descrevem ondas T apiculadas ou encurtamento do QT são típicas de hipercalemia ou hipercalcemia, não de hipocalemia.
Guarde o par de alterações que define cada distúrbio: na hipocalemia, o padrão é "T achatada, ST deprimido, onda U presente"; na hipercalemia, é "T apiculada, QRS alargado, onda P ausente". É nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Descreve onda T apiculada e encurtamento do intervalo QT, que são achados da hipercalemia (T apiculada) e da hipercalcemia (QT curto), não da hipocalemia. Na hipocalemia, a onda T tem amplitude diminuída e o intervalo QT costuma estar prolongado, não encurtado. O prolongamento do QRS também é característico da hipercalemia, não da hipocalemia.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Menciona encurtamento do intervalo QT, que é o oposto do que ocorre na hipocalemia — nela, o QT está prolongado (aumento do QTc). Embora arritmias ventriculares possam ocorrer em hipocalemia grave, o encurtamento do QT é um erro conceitual que remete à hipercalcemia, não à hipocalemia.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve com precisão a tríade clássica da hipocalemia: depressão do segmento ST, aumento da amplitude das ondas U e diminuição da amplitude das ondas T. Essas são as alterações mais comuns e características, conforme a literatura: "As mais comuns são redução da amplitude das ondas T (achatamento ou até inversão), depressão do segmento ST e ondas U (principalmente em V4-V6)".
Alternativa D — ❌ Incorreta
Apresenta bradicardia e onda T apiculada, que não são achados da hipocalemia. A bradicardia pode ocorrer em hipercalemia extrema, e a onda T apiculada é o marcador clássico da hipercalemia. O encurtamento do complexo QRS também não é descrito na hipocalemia — na verdade, o QRS tende a se alargar na hipercalemia.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Acerta ao mencionar a diminuição da amplitude das ondas T, mas erra ao afirmar encurtamento do complexo QRS e encurtamento do intervalo PR. Na hipocalemia, o QRS não se encurta (na hipercalemia ele se alarga) e o intervalo PR não é tipicamente encurtado — o achado mais relevante é o prolongamento do QT. A combinação de alterações não corresponde ao padrão eletrocardiográfico da hipocalemia.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter os achados entre hipocalemia e hipercalemia. Na hipocalemia, a onda T é achatada e o QT é prolongado; na hipercalemia, a onda T é apiculada e o QRS é alargado. Se a alternativa trouxer "onda T apiculada" ou "encurtamento do QT", desconfie imediatamente — são achados de outros distúrbios eletrolíticos.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, memorize o mnemônico: na hipocalemia, o ECG mostra "T achatada, ST deprimido, onda U presente". Na hipercalemia, "T apiculada, QRS largo, onda P some". Treine identificando esses padrões em traçados de ECG — é o que a banca cobra.