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Questão de Medicina — Medicina Intensiva — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaMedicina Intensiva
Código
qg728221
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Intensivista Pediátrico
Em relação ao desmame da ventilação mecânica e ao processo de extubação, é correto afirmar que
  1. Ase deve deixar prescrita nebulização com corticoide para evitar edema de vias aéreas.
  2. Bse deve fazer um período de suspensão de dieta 24 horas antes da extubação.
  3. Ca falha de extubação é a necessidade de reintubação até 4 dias após a remoção do tubo traqueal.
  4. Dsepse, excesso de sedação e obstrução alta de vias aéreas estão associados à falha de extubação.
  5. Ese deve evitar a ventilação não invasiva após extubação pelo aumento do risco de falha por obstrução alta de vias aéreas.
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GabaritoD — sepse, excesso de sedação e obstrução alta de vias aéreas estão associados à falha de extubação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Desmame da ventilação mecânica e falha de extubação

Gabarito: letra D. A falha de extubação é definida como a necessidade de reintubação nas primeiras 48 horas após a remoção do tubo traqueal, e está associada a fatores como sepse, excesso de sedação e obstrução alta de vias aéreas — exatamente o que a alternativa D afirma. As demais alternativas apresentam condutas ou conceitos incorretos, como nebulização com corticoide para edema de vias aéreas, suspensão de dieta por 24 horas antes da extubação, prazo de 4 dias para definir falha e a contraindicação da ventilação não invasiva (VNI) após extubação.

O desmame da ventilação mecânica é o processo de retirada gradual ou abrupta do suporte ventilatório invasivo, com o objetivo de restaurar a respiração espontânea do paciente. Esse processo envolve a avaliação da capacidade do paciente de respirar sem o ventilador, geralmente por meio do teste de respiração espontânea (TRE), que pode ser realizado com pressão de suporte (PS) e PEEP baixas. A falha no desmame, ou desmame difícil, ocorre quando o paciente não tolera a respiração espontânea, e está relacionada a um desequilíbrio entre a força dos músculos respiratórios, a carga imposta a eles e o drive respiratório.

A falha de extubação, por sua vez, é um conceito distinto: refere-se à necessidade de reintubação após a remoção do tubo traqueal, geralmente definida como ocorrendo nas primeiras 48 horas. Fatores de risco para falha de extubação incluem DPOC, insuficiência cardíaca congestiva, ventilação mecânica prolongada (mais de 4 dias), falha em testes de respiração espontânea, PaCO2 > 45 mmHg após extubação, estridor laríngeo, tosse ineficiente, idade > 65 anos e pneumonia como causa da insuficiência respiratória. Esses pacientes podem se beneficiar do uso de VNI logo após a extubação, como profilaxia da falência.

A alternativa D está correta porque sepse, excesso de sedação e obstrução alta de vias aéreas são condições que aumentam o risco de falha de extubação. A sepse pode levar a disfunção orgânica e fraqueza muscular, o excesso de sedação pode deprimir o drive respiratório e a obstrução alta de vias aéreas pode impedir a passagem adequada do ar após a remoção do tubo. Esses fatores estão diretamente associados à necessidade de reintubação.

A alternativa A está incorreta porque a nebulização com corticoide não é uma medida padrão para evitar edema de vias aéreas no desmame. O edema de vias aéreas pode ser prevenido com a avaliação do cuff-leak test e, em alguns casos, com o uso de corticoide sistêmico, mas não com nebulização de corticoide como rotina.

A alternativa B está incorreta porque não há necessidade de suspender a dieta por 24 horas antes da extubação. A dieta deve ser mantida até o momento da extubação, desde que o paciente esteja tolerando, e a suspensão prolongada pode levar a desnutrição e fraqueza muscular.

A alternativa C está incorreta porque a falha de extubação é definida como a necessidade de reintubação nas primeiras 48 horas, não 4 dias. O prazo de 4 dias é um distrator, pois o período crítico é de 48 horas.

A alternativa E está incorreta porque a VNI após extubação é recomendada em pacientes de alto risco, como DPOC, insuficiência cardíaca, falha prévia de extubação e doenças restritivas, pois reduz a taxa de reintubação e a mortalidade. A VNI não deve ser evitada; pelo contrário, é uma estratégia profilática.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A nebulização com corticoide não é uma medida padrão para prevenir edema de vias aéreas no desmame. O edema de vias aéreas pode ser avaliado pelo teste de vazamento do cuff (cuff-leak test) e, se houver risco, pode-se considerar o uso de corticoide sistêmico, mas não nebulização de corticoide como rotina. A banca explora a confusão entre medidas de prevenção de edema e o uso de corticoide inalatório, que não é indicado nesse contexto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Não há necessidade de suspender a dieta por 24 horas antes da extubação. A dieta deve ser mantida até o momento da extubação, desde que o paciente esteja tolerando. A suspensão prolongada pode levar a desnutrição e fraqueza muscular, o que pode até aumentar o risco de falha de extubação. A banca explora a confusão com o jejum pré-operatório, que não se aplica à extubação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A falha de extubação é definida como a necessidade de reintubação nas primeiras 48 horas após a remoção do tubo traqueal, não 4 dias. O prazo de 4 dias é um distrator, pois o período crítico é de 48 horas. A banca explora a confusão com o prazo de 4 dias para considerar traqueostomia precoce, que é um conceito diferente.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Sepse, excesso de sedação e obstrução alta de vias aéreas estão associados à falha de extubação. A sepse pode levar a disfunção orgânica e fraqueza muscular, o excesso de sedação pode deprimir o drive respiratório e a obstrução alta de vias aéreas pode impedir a passagem adequada do ar após a remoção do tubo. Esses fatores aumentam o risco de reintubação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A VNI após extubação é recomendada em pacientes de alto risco, como DPOC, insuficiência cardíaca, falha prévia de extubação e doenças restritivas, pois reduz a taxa de reintubação e a mortalidade. A VNI não deve ser evitada; pelo contrário, é uma estratégia profilática. A banca explora a confusão entre a VNI como prevenção e a VNI como resgate após falha, que não é recomendada.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar os fatores de risco de falha de extubação, lembre-se do mnemônico "DPOC ICC VM prolongada": DPOC, Insuficiência Cardíaca Congestiva, Ventilação Mecânica prolongada (>4 dias), falha em TRE, PaCO2 > 45, estridor, tosse ineficiente, idade > 65, pneumonia. Esses pacientes se beneficiam de VNI profilática após extubação.

Gabarito: letra D

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