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Questão de Medicina — Oncologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOncologia
Código
qg728313
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Medicina Nuclear
A medicina nuclear utiliza diferentes tipos de radiação para fins diagnósticos e terapêuticos, relacionados ao tipo de partícula emitida e ao seu alcance nos tecidos. A respeito desse tema, assinale a alternativa correta.
  1. ANos procedimentos diagnósticos, são utilizadas radiações beta, devido ao seu alto poder de penetração e à baixa dose absorvida pelos tecidos.
  2. BAs terapias com radionuclídeos utilizam, preferencialmente, emissores gama, por permitirem depositar energia de forma localizada nas células tumorais.
  3. CNos exames diagnósticos, utilizam-se radioisótopos emissores de raios gama, que permitem a detecção externa da radiação emitida pelo corpo do paciente.
  4. DA radioterapia com radionuclídeos é baseada no uso de emissores alfa, que possuem longo alcance tecidual, sendo ideais para imagens de corpo inteiro.
  5. EAs terapias com radionuclídeos utilizam, principalmente, emissores de nêutrons, por apresentarem baixo dano às células adjacentes e alta penetração tecidual.
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GabaritoC — Nos exames diagnósticos, utilizam-se radioisótopos emissores de raios gama, que permitem a detecção externa da radiação emitida pelo corpo do paciente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Medicina Nuclear: radiação diagnóstica e terapêutica

Gabarito: letra C. Nos exames diagnósticos, utilizam-se radioisótopos emissores de raios gama, pois esses fótons de alta energia conseguem atravessar os tecidos e ser detectados externamente por equipamentos como a gama-câmara — é essa capacidade de detecção externa que fundamenta a cintilografia e a tomografia por emissão de fóton único (SPECT). As demais alternativas invertem as propriedades físicas das radiações, atribuindo a cada tipo de emissor um uso que não corresponde à sua realidade.

A medicina nuclear é uma especialidade que utiliza fontes radioativas abertas (radiofármacos) administradas ao paciente, que se distribuem pelo organismo e emitem radiação captada por detectores externos. O princípio básico é simples: o radiofármaco acumula-se em determinado órgão ou tecido, e a radiação que ele emite é registrada por uma câmera, formando uma imagem funcional — diferente da radiologia convencional, que usa radiação externa atravessando o corpo. Para que essa detecção externa seja possível, a radiação emitida precisa ter poder de penetração suficiente para sair do corpo do paciente e alcançar o detector. É exatamente aí que entram os raios gama: são radiações eletromagnéticas de alta energia, com grande poder de penetração, capazes de atravessar os tecidos e serem captadas externamente. Por isso, os radioisótopos usados em diagnóstico — como o tecnécio-99m, o iodo-131 (em baixas atividades) e o gálio-67 — são, em sua maioria, emissores gama.

Já para fins terapêuticos, o objetivo é destruir células tumorais depositando energia localmente. Nesse caso, a radiação deve ter menor alcance, para concentrar o dano no tecido-alvo e poupar as estruturas vizinhas. Por isso, as terapias com radionuclídeos utilizam preferencialmente emissores beta (partículas) — como o iodo-131 em altas atividades para tireoide, o lutécio-177 e o samário-153 — que depositam sua energia em curta distância, causando morte celular localizada. As partículas alfa, por sua vez, têm alcance ainda menor (da ordem de micrômetros) e alta transferência linear de energia, sendo ideais para terapias dirigidas a micrometástases, mas não para imagens de corpo inteiro. Os nêutrons, por fim, não são utilizados em medicina nuclear terapêutica convencional — são partículas sem carga, de difícil controle e com alto poder de dano, empregadas apenas em reatores nucleares ou em formas muito específicas de radioterapia externa.

A pegadinha central desta questão é a inversão sistemática das propriedades: a banca atribui a cada tipo de radiação exatamente o oposto do que ela é. A alternativa A diz que o diagnóstico usa radiação beta por seu "alto poder de penetração" — mas a beta tem penetração intermediária (poucos milímetros a centímetros), e o diagnóstico exige justamente a gama, que penetra muito mais. A alternativa B afirma que a terapia usa emissores gama por "depositar energia de forma localizada" — mas a gama, por ser muito penetrante, deposita energia ao longo de todo o trajeto, não de forma localizada; quem faz isso é a beta. A alternativa D inverte o alcance da alfa, dizendo que tem "longo alcance tecidual" quando na verdade tem o menor alcance de todos. E a alternativa E atribui à terapia o uso de nêutrons, que não têm aplicação clínica nesse contexto. A única que acerta é a C, que descreve corretamente o uso diagnóstico da radiação gama.

Guarde a fronteira que separa as alternativas: diagnóstico = emissor gama (detecção externa) × terapia = emissor beta (deposição localizada de energia). É exatamente nesse contraste que a questão se resolve.

Tipo de radiação

Uso em medicina nuclear

Poder de penetração

Aplicação clínica

Gama

Diagnóstico

Alto (atravessa o corpo)

Cintilografia, SPECT (detecção externa)

Beta

Terapia

Intermediário (curto alcance)

Tratamento localizado de tumores (ex.: tireoide)

Alfa

Terapia (alta precisão)

Muito baixo (micrômetros)

Micrometástases, alvos específicos

Nêutron

Não utilizado

Alto (difícil controle)

Sem aplicação clínica convencional

1Diagnóstico
Emissor gama
Alta penetração
Detecção externa
2Terapia
Emissor beta
Curto alcance
Deposição localizada
3Casos especiais
Alfa: terapia de micrometástases
Nêutrons: sem uso clínico
Radiação em medicina nuclear
LEVELsoulevel.com.br
Radiação em medicina nuclear: Diagnóstico (Emissor gama, Alta penetração, Detecção externa); Terapia (Emissor beta, Curto alcance, Deposição localizada); Casos especiais (Alfa: terapia de micrometástases, Nêutrons: sem uso clínico)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está em afirmar que o diagnóstico utiliza radiação beta por seu "alto poder de penetração". A partícula beta tem penetração intermediária — da ordem de poucos milímetros a centímetros nos tecidos — e, justamente por isso, não é adequada para detecção externa. O diagnóstico exige radiação que atravesse o corpo e seja captada por detectores externos, o que é papel dos raios gama. Além disso, a beta é usada em terapia, não em diagnóstico, justamente por depositar energia em curto alcance.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a terapia com radionuclídeos usa emissores gama por "depositarem energia de forma localizada". É o inverso: a radiação gama é altamente penetrante e deposita energia ao longo de todo o seu trajeto, não de forma localizada. A terapia com radionuclídeos utiliza emissores beta, cujo curto alcance concentra a dose na região do tumor, poupando tecidos adjacentes. A gama é usada no diagnóstico, não na terapia.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a única alternativa que descreve corretamente o uso diagnóstico da radiação gama. Os radioisótopos emissores de raios gama — como o tecnécio-99m — emitem fótons de alta energia que atravessam os tecidos e são captados por detectores externos (gama-câmara, SPECT), permitindo a formação de imagens funcionais. É exatamente essa capacidade de detecção externa que fundamenta os exames de medicina nuclear diagnóstica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Inverte o alcance da partícula alfa: afirma que ela tem "longo alcance tecidual", quando na verdade tem o menor alcance entre as radiações — da ordem de micrômetros, ou seja, poucas células. Por isso, a alfa não é usada para imagens de corpo inteiro (que exigem radiação penetrante, como a gama), mas sim em terapias dirigidas a alvos muito específicos, como micrometástases.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Atribui à terapia o uso de nêutrons, o que não corresponde à prática clínica. Os nêutrons são partículas sem carga, de difícil controle e com alto poder de dano, e não são utilizados em medicina nuclear terapêutica convencional. A terapia com radionuclídeos usa, preferencialmente, emissores beta, que depositam energia de forma localizada e controlada nas células tumorais.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte sistematicamente as propriedades das radiações: diz que a beta tem "alto poder de penetração" (na verdade é intermediário), que a gama deposita energia "localizada" (na verdade é penetrante), que a alfa tem "longo alcance" (na verdade é o menor) e que a terapia usa nêutrons (não usa). O candidato que decora as propriedades sem entender o princípio — diagnóstico precisa de radiação que saia do corpo, terapia precisa de radiação que fique no alvo — cai em todas. Com treino, você enxerga essas inversões de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para resolver questões de medicina nuclear, pergunte-se sempre: o radiofármaco precisa ser detectado fora do corpo (diagnóstico) ou precisa destruir células localmente (terapia)? Se for diagnóstico, a resposta é emissor gama (penetrante). Se for terapia, é emissor beta (curto alcance). A alfa é terapia de altíssima precisão (micrometástases), e nêutrons não têm uso clínico nesse contexto. Essa lógica resolve a maioria das questões do tema.

Gabarito: letra C

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