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Questão de Medicina — Nefrologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaNefrologia
Código
qg728348
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Nefrologia Pediátrica
Um lactente de 6 meses de idade é diagnosticado com Doença Renal Crônica Terminal (DRCT). A equipe médica está discutindo a melhor modalidade de terapia renal substitutiva para ele. Considerando as particularidades da faixa etária pediátrica, qual modalidade é frequentemente a preferida para lactentes e crianças pequenas e por quê?
  1. AHemodiálise, devido à maior eficácia na depuração de toxinas.
  2. BTransplante renal preemptivo, por ser a única opção de longo prazo.
  3. CDiálise Peritoneal (DP), por preservar acessos vasculares, ser mais bem tolerada hemodinamicamente e permitir o tratamento domiciliar.
  4. DHemodiafiltração Venovenosa Contínua (HDFVVC), por ser o tratamento mais intensivo.
  5. EDiálise peritoneal intermitente, por requerer menos intervenção dos pais.
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GabaritoC — Diálise Peritoneal (DP), por preservar acessos vasculares, ser mais bem tolerada hemodinamicamente e permitir o tratamento domiciliar.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Terapia Renal Substitutiva em Lactentes: Diálise Peritoneal

Gabarito: letra C. Em lactentes e crianças pequenas com Doença Renal Crônica Terminal (DRCT), a Diálise Peritoneal (DP) é frequentemente a modalidade preferida, pois preserva os acessos vasculares, é mais bem tolerada hemodinamicamente e permite o tratamento domiciliar. Essa preferência se baseia nas particularidades fisiológicas e logísticas da faixa etária pediátrica, conforme discutido na literatura nefrológica.

A escolha da modalidade de terapia renal substitutiva (TRS) em pediatria difere substancialmente da prática em adultos. Enquanto no adulto a hemodiálise é a modalidade mais comum, em lactentes e crianças pequenas a diálise peritoneal assume papel de destaque. A razão central está na preservação dos acessos vasculares: lactentes têm vasos de pequeno calibre, e a confecção e manutenção de fístulas arteriovenosas ou cateteres de hemodiálise são tecnicamente desafiadoras e associadas a maior risco de complicações, como trombose e infecção. A DP, ao utilizar a cavidade peritoneal como membrana dialisante, evita a necessidade de acesso vascular de grande porte, poupando esses vasos para o futuro — especialmente importante porque o transplante renal é a meta final, e a hemodiálise prolongada pode comprometer os sítios de acesso.

Além disso, a DP oferece melhor tolerância hemodinâmica. Em lactentes, o risco de hipotensão e instabilidade hemodinâmica durante a hemodiálise é maior devido ao pequeno volume sanguíneo e à imaturidade cardiovascular. A DP, por ser uma terapia mais lenta e contínua, permite uma ultrafiltração gradual, semelhante ao ritmo fisiológico de diurese, minimizando o desbalanço osmótico e a instabilidade. O contexto de apoio reforça que a DP, por sua menor eficiência, resulta em "menor desbalanço osmótico durante sua instalação" e permite "uma retirada de fluidos bastante lenta, semelhante ao ritmo de diurese de indivíduos saudáveis, o que permite melhor tolerância hemodinâmica".

Por fim, a possibilidade de tratamento domiciliar é um fator decisivo. A DP pode ser realizada pelos pais ou cuidadores em casa, após treinamento, o que reduz a necessidade de deslocamentos frequentes a centros de diálise, melhora a qualidade de vida da criança e da família, e permite maior flexibilidade na rotina. O contexto de apoio menciona que a DP "deve ser realizada diariamente" e que "é necessário um treinamento prévio, realizado pelo próprio paciente, por membros da família ou por cuidadores", destacando a viabilidade do cuidado domiciliar.

É importante distinguir a DP das outras modalidades. A hemodiálise, embora eficaz, exige acesso vascular e é realizada em ambiente hospitalar, sendo menos adequada para lactentes. O transplante renal preemptivo é a melhor opção de longo prazo, mas não é sempre viável imediatamente, dependendo da disponibilidade de doador e da estabilidade clínica. A hemodiafiltração venovenosa contínua (HDFVVC) é uma terapia intensiva, reservada para pacientes críticos em UTI, não sendo uma modalidade de manutenção de longo prazo para lactentes estáveis. A diálise peritoneal intermitente, por sua vez, é uma variação da DP, mas a modalidade preferida em lactentes é a DP contínua ambulatorial (DPAC) ou a DP automatizada (DPA) com cicladora, que oferecem melhor controle metabólico e são mais adequadas ao domicílio.

A pegadinha desta questão está em confundir a modalidade preferida para lactentes com a modalidade mais eficaz ou mais intensiva. A banca explora a associação automática entre "tratamento intensivo" e "melhor tratamento", quando, na verdade, a escolha em pediatria prioriza a segurança, a preservação de acessos e a qualidade de vida, não a intensidade da depuração. Guarde o critério: em lactentes, a DP é preferida por preservar acessos vasculares, tolerância hemodinâmica e tratamento domiciliar — é exatamente nesses três pilares que as alternativas se dividem.

1Hemodiálise
Exige acesso vascular de grande porte
Maior instabilidade hemodinâmica
2Transplante preemptivo
Melhor opção de longo prazo
Depende de doador compatível
3Diálise Peritoneal (preferida)
Preserva acessos vasculares
Melhor tolerância hemodinâmica
Tratamento domiciliar
4HDFVVC
Reservada a pacientes críticos em UTI
5DP intermitente
DP contínua (DPAC/DPA) é a preferida
TRS em lactentes
LEVELsoulevel.com.br
TRS em lactentes: Hemodiálise (Exige acesso vascular de grande porte, Maior instabilidade hemodinâmica); Transplante preemptivo (Melhor opção de longo prazo, Depende de doador compatível); Diálise Peritoneal (preferida) (Preserva acessos vasculares, Melhor tolerância hemodinâmica, Tratamento domiciliar); HDFVVC (Reservada a pacientes críticos em UTI); DP intermitente (DP contínua (DPAC/DPA) é a preferida)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A hemodiálise é eficaz na depuração de toxinas, mas não é a modalidade preferida em lactentes. O erro está em ignorar as particularidades da faixa etária: a hemodiálise exige acesso vascular de grande porte, difícil de manter em vasos de pequeno calibre, e está associada a maior instabilidade hemodinâmica. A eficácia na depuração não supera as desvantagens práticas e fisiológicas nessa população.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O transplante renal preemptivo é a melhor opção de longo prazo, mas não é a "única" opção, e não é a modalidade preferida inicialmente para todos os lactentes. O transplante depende de doador compatível e de condições clínicas adequadas; enquanto isso, a DP é a ponte ideal. A alternativa erra ao afirmar que é a "única opção de longo prazo", desconsiderando a DP como terapia de manutenção eficaz.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A DP é a modalidade preferida em lactentes e crianças pequenas por três razões fundamentais: preserva os acessos vasculares (evitando a necessidade de fístulas ou cateteres de grande calibre), é mais bem tolerada hemodinamicamente (ultrafiltração lenta e gradual, reduzindo risco de hipotensão) e permite o tratamento domiciliar (realizado pelos pais após treinamento, melhorando a qualidade de vida). Esses fatores se alinham às particularidades fisiológicas e logísticas da faixa etária.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A HDFVVC é uma terapia renal substitutiva contínua, utilizada em pacientes críticos na UTI, com instabilidade hemodinâmica grave. Não é uma modalidade de manutenção de longo prazo para lactentes estáveis com DRCT. A alternativa erra ao sugerir que o tratamento "mais intensivo" é o preferido, quando, na verdade, a escolha em pediatria prioriza segurança e qualidade de vida, não intensidade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A diálise peritoneal intermitente é uma variação da DP, mas não é a modalidade preferida. Em lactentes, a DP contínua (DPAC ou DPA com cicladora) é a mais utilizada, pois oferece melhor controle metabólico e é mais adequada ao domicílio. A alternativa erra ao afirmar que a forma intermitente "requer menos intervenção dos pais" — na verdade, a DP contínua, especialmente a automatizada, pode ser realizada durante a noite, liberando os pais durante o dia, o que é mais conveniente.

Gabarito: letra C

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