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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg728405
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Neonatologia
Recém-nascido de 32 semanas, peso 1.650 g, nasce com apneia e FC 70 bpm. Após posicionamento e VPP por máscara por 30 segundos, a ausculta revela estertores grosseiros e expansão torácica inadequada. A FC permanece em 70 bpm. Segundo as diretrizes AHA/AAP 2025, a próxima intervenção prioritária é
  1. Arealizar os “MR SOPA” para corrigir a ventilação antes de outra medida.
  2. Btrocar a máscara por via aérea alternativa apenas se houver piora clínica progressiva após compressões torácicas.
  3. Ciniciar compressões torácicas em relação 3:1.
  4. Dintubar e administrar surfactante.
  5. Einiciar epinefrina endovenosa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — realizar os “MR SOPA” para corrigir a ventilação antes de outra medida.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reanimação Neonatal: Correção da Ventilação (MR SOPA)

Gabarito: letra A. Em recém-nascido com FC < 100 bpm após 30 segundos de VPP com máscara e sinais de ventilação inadequada (estertores grosseiros, expansão torácica insuficiente), a prioridade é corrigir a técnica de ventilação — os passos do "MR SOPA" (Máscara, Reposicionar, Sucção, Oxigênio, Pressão, Via aérea alternativa) — antes de qualquer outra medida, conforme as diretrizes de reanimação neonatal. A bradicardia neonatal é quase sempre consequência de hipoxemia, e a ventilação efetiva é o tratamento primário.

A reanimação neonatal segue uma sequência lógica e hierárquica, na qual cada etapa só é iniciada após a anterior ter sido otimizada. O princípio fundamental é que a bradicardia no recém-nascido é, na grande maioria dos casos, secundária à hipoxemia — ou seja, o coração desacelera porque os pulmões não estão sendo ventilados adequadamente. Por isso, a primeira e mais importante intervenção é garantir uma ventilação eficaz. Quando a FC permanece < 100 bpm após 30 segundos de VPP, a conduta não é pular etapas, mas sim verificar e corrigir a técnica de ventilação.

O mnemônico "MR SOPA" resume exatamente essa correção: Máscara (verificar o ajuste e o tamanho), Reposicionar a cabeça (posição de olfato), Sucção (aspirar secreções de vias aéreas), Oxigênio (aumentar a oferta), Pressão (ajustar a pressão do balão) e A via aérea alternativa (intubação traqueal ou máscara laríngea). No caso descrito, o RN apresenta estertores grosseiros e expansão torácica inadequada — sinais clássicos de que a ventilação não está sendo efetiva, possivelmente por máscara mal ajustada, obstrução de vias aéreas ou pressão insuficiente. Portanto, a conduta imediata é aplicar os passos do MR SOPA.

A sequência da reanimação neonatal pode ser resumida em: 1) Avaliação inicial (gestação a termo? respirando? tônus?); 2) Posicionamento e vias aéreas; 3) VPP com máscara; 4) Correção da ventilação (MR SOPA); 5) Compressões torácicas (relação 3:1); 6) Epinefrina. As compressões torácicas só são iniciadas se, após a correção da ventilação, a FC permanecer < 60 bpm. A epinefrina é reservada para FC < 60 bpm após compressões torácicas e ventilação adequada. O surfactante é uma terapia para a síndrome do desconforto respiratório, não uma intervenção imediata de reanimação.

A pegadinha desta questão está em pular a etapa de correção da ventilação e avançar diretamente para medidas mais agressivas (compressões, epinefrina) ou para terapias específicas (surfactante). O candidato deve lembrar que, na reanimação neonatal, a ventilação é a pedra angular — e que a bradicardia persistente é um sinal de alerta para revisar a técnica ventilatória, não para escalar o tratamento sem antes otimizá-la.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta induzir o candidato a iniciar compressões torácicas (letra C) ou epinefrina (letra E) diante da FC de 70 bpm. Mas a FC de 70 bpm, embora baixa, ainda está acima do limiar de 60 bpm para compressões. E, mais importante, os sinais de ventilação inadequada (estertores, expansão torácica insuficiente) indicam que o problema é a ventilação — que deve ser corrigida antes de qualquer escalada terapêutica. Lembre-se: bradicardia neonatal = hipoxemia até prova em contrário.

  1. 1Avaliação inicial
  2. 2Posicionamento e vias aéreas
  3. 3VPP com máscara
  4. 4Correção da ventilação (MR SOPA)
  5. 5Compressões torácicas (3:1)
  6. 6Epinefrina
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa correta. O "MR SOPA" é o conjunto de medidas para corrigir a ventilação: verificar a Máscara, Reposicionar a cabeça, Succionar vias aéreas, aumentar Oferta de oxigênio, ajustar a Pressão e considerar A via aérea alternativa. No caso, a FC de 70 bpm após 30 segundos de VPP, associada a estertores grosseiros e expansão torácica inadequada, indica ventilação ineficaz. A prioridade é otimizar a ventilação antes de qualquer outra medida.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A via aérea alternativa (intubação traqueal ou máscara laríngea) é um dos passos do MR SOPA e deve ser considerada se a ventilação com máscara não for efetiva após a correção dos demais passos — não apenas "se houver piora clínica progressiva após compressões torácicas". A ordem é: corrigir a ventilação primeiro; se persistir ineficaz, considerar via aérea alternativa. Não se deve aguardar piora nem iniciar compressões antes de otimizar a ventilação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

As compressões torácicas na reanimação neonatal são indicadas quando a FC permanece < 60 bpm após 30 segundos de VPP com máscara e correção da ventilação. No caso, a FC é de 70 bpm — acima do limiar — e ainda não foi feita a correção da ventilação. Iniciar compressões agora seria prematuro e contraria o algoritmo. A relação correta é 3:1 (3 compressões para 1 ventilação), mas o gatilho para iniciá-las não foi atingido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O surfactante é indicado para a síndrome do desconforto respiratório (SDR) do recém-nascido prematuro, geralmente após estabilização e confirmação diagnóstica (clínica e/ou radiológica). Não é uma intervenção imediata de reanimação. Na sala de parto, a prioridade é garantir ventilação e oxigenação adequadas. A administração de surfactante pode ser considerada posteriormente, na unidade neonatal, se houver SDR.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A epinefrina é indicada na reanimação neonatal quando a FC permanece < 60 bpm após ventilação adequada e compressões torácicas. No caso, a FC é de 70 bpm e ainda não foram realizadas compressões. A epinefrina é uma medida de último recurso, reservada para bradicardia refratária. A via preferencial é a endovenosa, mas a indicação não foi atingida.

Gabarito: letra A — a correção da ventilação (MR SOPA) é a prioridade antes de qualquer outra medida.

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