Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Endocrinologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaEndocrinologia
Código
qg728409
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Nutrologia
Paciente, 52 anos, no climatério, foi ao PS ortopédico devido à queda da própria altura com lesão em perna direita. Pela avaliação médica, evidenciou-se, provavelmente, nos exames do seu histórico, deficiência de ____ e ___. Pela densitometria óssea (T score da lombar: -2, T score do fêmur: -1.8), constatou-se _____.
  1. Acolecalciferol / cálcio / osteopenia
  2. Bvitamina D / magnésio / osteoporose
  3. Ccolecalciferol / cálcio / osso normal
  4. Dcolecalciferol, magnésio / osteopenia
  5. Evitamina D / cálcio / osteoporose
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — colecalciferol / cálcio / osteopenia

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Osteoporose e osteopenia no climatério: interpretação da densitometria óssea

Gabarito: letra A. A paciente climatérica com queda da própria altura e fratura por fragilidade apresenta, no contexto clínico, deficiência de colecalciferol (vitamina D3) e cálcio; pela densitometria, com T-score lombar de -2 e femoral de -1,8, o diagnóstico é osteopenia (T-score entre -1 e -2,5). A classificação densitométrica da OMS, adotada pelos consensos brasileiros, é o critério que decide a questão.

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade e do risco de fratura. No climatério e na pós-menopausa, a queda dos níveis de estrogênio acelera a reabsorção óssea, tornando a mulher particularmente vulnerável. A deficiência de vitamina D (colecalciferol é a forma endógena da vitamina D3) compromete a absorção intestinal de cálcio, levando a balanço cálcico negativo e perda óssea progressiva — por isso, a tríade "deficiência de vitamina D + deficiência de cálcio + baixa densidade mineral óssea" é o cenário clássico.

O diagnóstico é feito pela densitometria óssea (DXA), que mede a densidade mineral óssea (DMO) e expressa o resultado como T-score (desvio-padrão em relação ao pico de massa óssea de adultos jovens). A classificação da OMS, válida para mulheres pós-menopáusicas e homens acima de 50 anos, é a seguinte:

Categoria

T-score

Normal

até -1

Osteopenia

entre -1 e -2,5

Osteoporose

≤ -2,5

Aplicando ao caso: T-score lombar de -2 e femoral de -1,8 estão ambos na faixa de osteopenia (entre -1 e -2,5). Não se trata de osteoporose, pois nenhum dos valores atingiu -2,5 ou menos. A fratura por fragilidade (queda da própria altura) é um critério clínico que, isoladamente, já permitiria o diagnóstico de osteoporose independentemente da densitometria — mas a questão pede especificamente a classificação pelo exame, e os valores apresentados são de osteopenia.

A pegadinha central está em confundir o diagnóstico densitométrico com o diagnóstico clínico: a presença de fratura por fragilidade poderia sugerir osteoporose, mas a banca quer que o candidato leia os números do T-score e aplique a tabela da OMS. Além disso, "vitamina D" (alternativas B e E) é termo genérico que abrange D2 (ergocalciferol) e D3 (colecalciferol); a forma especificamente relacionada à síntese cutânea e à suplementação usual é o colecalciferol, e o magnésio, embora importante para o metabolismo ósseo, não é o par clássico cobrado com a vitamina D nesse contexto — o cálcio é.

Guarde a fronteira entre osteopenia e osteoporose pelos valores de T-score: é exatamente nela que as alternativas se dividem.

1Normal
até -1
2Osteopenia
entre -1 e -2,5
3Osteoporose
≤ -2,5
T-score (OMS)
LEVELsoulevel.com.br
T-score (OMS): Normal (até -1); Osteopenia (entre -1 e -2,5); Osteoporose (≤ -2,5)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa traz colecalciferol (forma ativa da vitamina D3, a mais relevante na prática clínica e na suplementação), cálcio (o mineral estrutural do osso, cuja absorção depende da vitamina D) e osteopenia (classificação correta para T-score entre -1 e -2,5). Os valores do enunciado (-2 na lombar e -1,8 no fêmur) se encaixam exatamente nessa faixa, tornando a alternativa completa e precisa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erra ao afirmar osteoporose como diagnóstico densitométrico. Os T-scores de -2 e -1,8 estão na faixa de osteopenia, não de osteoporose (que exige T-score ≤ -2,5). Além disso, "vitamina D" é termo genérico; a forma específica e mais cobrada é o colecalciferol (D3). O magnésio, embora participe do metabolismo ósseo, não é o par clássico com a vitamina D nesse contexto — o cálcio é.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erra ao classificar como osso normal. T-score de -2 e -1,8 estão claramente abaixo de -1, portanto não são normais. A faixa normal vai até -1; valores entre -1 e -2,5 configuram osteopenia. A alternativa acerta os nutrientes (colecalciferol e cálcio), mas erra o diagnóstico densitométrico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erra ao trocar cálcio por magnésio. Embora o magnésio seja importante para a saúde óssea, a deficiência classicamente associada à osteopenia/osteoporose no climatério é a de cálcio, em conjunto com a vitamina D. Além disso, a alternativa omite o cálcio, que é o par correto com o colecalciferol. O diagnóstico de osteopenia está correto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erra ao afirmar osteoporose. Os T-scores apresentados (-2 e -1,8) indicam osteopenia, não osteoporose. A alternativa acerta os nutrientes (vitamina D e cálcio), mas o termo "vitamina D" é genérico — o colecalciferol é a forma específica — e o diagnóstico densitométrico está errado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o diagnóstico clínico e o densitométrico. A paciente tem fratura por fragilidade (queda da própria altura), o que, isoladamente, já caracterizaria osteoporose clínica — mas a questão pede a classificação pela densitometria, e os valores de T-score (-2 e -1,8) são de osteopenia. Não deixe a fratura te levar para osteoporose: leia os números e aplique a tabela da OMS.

NÃO CAIA NESSA!

Memorize a tabela da OMS para T-score: normal até -1, osteopenia entre -1 e -2,5, osteoporose ≤ -2,5. Na prova, sublinhe os valores do T-score e classifique antes de ler as alternativas — isso evita cair na pegadinha da fratura por fragilidade.

Gabarito: letra A

Link permanente: /questoes/qg728409