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Questão de Medicina — Oncologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOncologia
Código
qg728465
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Oncologia Clínica
Segundo o modelo contemporâneo de cuidados de suporte (supportive care) na oncologia, qual das seguintes ações é considerada um componente central para garantir qualidade e continuidade do cuidado ao paciente oncológico?
  1. AProver exclusivamente controle de sintomas no fim da vida, como substituto da equipe de cuidados paliativos.
  2. BImplementar acompanhamento baseado apenas em consultas presenciais, evitando ferramentas digitais por risco de despersonalização.
  3. CUtilizar modelo integrado de cuidados, com equipe multiprofissional central e acesso coordenado a profissionais de diferentes áreas conforme necessidade.
  4. DPriorizar o cuidado reativo, com intervenções oferecidas apenas quando sintomas tornam-se clinicamente significativos.
  5. EIntroduzir acompanhamento de apoio somente após o término do tratamento antineoplásico, na fase de sobrevivência.
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GabaritoC — Utilizar modelo integrado de cuidados, com equipe multiprofissional central e acesso coordenado a profissionais de diferentes áreas conforme necessidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cuidados de suporte (supportive care) na oncologia

Gabarito: letra C. O modelo contemporâneo de cuidados de suporte na oncologia é centrado na integração precoce e contínua de uma equipe multiprofissional, com coordenação do cuidado e acesso coordenado a diferentes profissionais conforme a necessidade do paciente — exatamente o que a alternativa C descreve. Esse modelo contrasta com a visão ultrapassada de que cuidados de suporte/paliativos são apenas para o fim da vida, sendo aplicáveis desde o diagnóstico, simultaneamente ao tratamento curativo.

O cuidado de suporte (supportive care) é um conceito amplo que engloba todas as intervenções destinadas a prevenir e manejar os sintomas e efeitos adversos do câncer e de seu tratamento, incluindo aspectos físicos, psicossociais e espirituais. Diferentemente do que muitos imaginam, ele não se restringe ao fim da vida: deve ser oferecido desde o diagnóstico, de forma integrada ao tratamento oncológico, e continuar durante toda a trajetória da doença, incluindo a fase de sobrevivência. O modelo contemporâneo, portanto, é proativo, integrado e coordenado, e não reativo ou fragmentado.

A base desse modelo é a equipe multiprofissional central — composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas, entre outros — que atua de forma coordenada, acionando especialistas de diferentes áreas conforme a necessidade de cada paciente. Essa estrutura garante qualidade e continuidade do cuidado, pois o paciente não fica perdido entre serviços fragmentados, mas tem um núcleo que coordena seu atendimento. A coordenação do cuidado é um dos cernes da atenção ao paciente oncológico, especialmente para sobreviventes, que precisam de acompanhamento contínuo para detecção de recorrência, manejo de efeitos tardios e promoção de saúde.

O modelo integrado também se opõe à visão de que cuidados paliativos são sinônimos de fim de vida. Estudos randomizados demonstraram que a integração precoce de cuidados paliativos melhora qualidade de vida, reduz depressão e ansiedade, e pode até aumentar a sobrevida. O cuidado paliativo, portanto, não é um substituto do tratamento curativo, mas um complemento que deve ser oferecido simultaneamente, com intensidade variável conforme as necessidades do paciente. A figura do modelo integrado mostra o cuidado paliativo (linha tracejada) crescendo ao longo do tempo, enquanto o tratamento modificador da doença (linha contínua) pode diminuir, mas ambos coexistem desde o início.

A pegadinha central desta questão é a confusão entre cuidados de suporte/paliativos e cuidados de fim de vida. A banca explora a associação automática entre "paliativo" e "terminal", quando o modelo contemporâneo defende exatamente o oposto: integração precoce, equipe multiprofissional e coordenação do cuidado. Guarde essa distinção: cuidados de suporte são para todos os pacientes oncológicos, desde o diagnóstico, e não apenas para aqueles em fase terminal.

Cuidados de suporte (supportive care)
  • 1Modelo contemporâneo
    • Integração precoce (desde o diagnóstico)
    • Proativo (triagem sistemática)
    • Equipe multiprofissional central
    • Acesso coordenado conforme necessidade
    • Ferramentas digitais complementares
  • 2Modelo ultrapassado
    • Restrito ao fim da vida
    • Reativo (só sintomas graves)
    • Fragmentado
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o cuidado de suporte deve prover exclusivamente controle de sintomas no fim da vida, como substituto da equipe de cuidados paliativos. Isso contraria o modelo contemporâneo, que defende a integração precoce dos cuidados paliativos, simultaneamente ao tratamento curativo, e não apenas no fim da vida. Além disso, o cuidado de suporte não é substituto da equipe de cuidados paliativos — ele é parte integrante do cuidado oncológico, com equipe própria e abordagem ampla (física, psicossocial e espiritual). A palavra "exclusivamente" e a limitação ao fim da vida tornam a alternativa incorreta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Propõe acompanhamento apenas por consultas presenciais, evitando ferramentas digitais por risco de despersonalização. O modelo contemporâneo reconhece o valor das ferramentas digitais e da telessaúde para garantir continuidade do cuidado, especialmente em contextos de difícil acesso ou para monitoramento remoto de sintomas. A alternativa erra ao descartar completamente as ferramentas digitais, que são complementares às consultas presenciais e podem melhorar o acesso e a coordenação do cuidado. A palavra "apenas" e a rejeição total às ferramentas digitais tornam a alternativa incorreta.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve exatamente o modelo contemporâneo: modelo integrado de cuidados, com equipe multiprofissional central e acesso coordenado a profissionais de diferentes áreas conforme necessidade. Isso garante qualidade e continuidade do cuidado, pois o paciente tem um núcleo que coordena seu atendimento, acionando especialistas conforme a necessidade. A coordenação do cuidado é um dos cernes da atenção ao paciente oncológico, e a equipe multiprofissional é a base do modelo integrado. A alternativa espelha os termos-chave do modelo: "integrado", "multiprofissional", "acesso coordenado" e "conforme necessidade".

Alternativa D — ❌ Incorreta

Propõe cuidado reativo, com intervenções apenas quando os sintomas se tornam clinicamente significativos. O modelo contemporâneo é proativo: o cuidado de suporte deve ser oferecido desde o diagnóstico, com triagem sistemática de sintomas e intervenção precoce, não apenas quando os sintomas já são graves. A abordagem reativa é ultrapassada e leva a piores desfechos, como maior sofrimento e internações evitáveis. A alternativa contraria o princípio da integração precoce e da prevenção de sintomas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o acompanhamento de apoio deve ser introduzido somente após o término do tratamento antineoplásico, na fase de sobrevivência. O modelo contemporâneo defende que o cuidado de suporte deve ser oferecido desde o diagnóstico, simultaneamente ao tratamento, e continuar durante toda a trajetória, incluindo a fase de sobrevivência. A alternativa erra ao postergar o início do acompanhamento para após o tratamento, quando o paciente já pode ter sofrido com sintomas não manejados durante a terapia. A palavra "somente" torna a alternativa incorreta.

Gabarito: letra C — o modelo integrado de cuidados, com equipe multiprofissional central e acesso coordenado, é o componente central para garantir qualidade e continuidade do cuidado ao paciente oncológico.

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