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Questão de Medicina — Oncologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOncologia
Código
qg728493
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Oncologia Clínica
Um homem de 64 anos apresenta disfagia progressiva para sólidos e perda de peso. A endoscopia digestiva alta revela lesão vegetante no terço médio do esôfago. Nesse contexto, qual é o exame mais apropriado para avaliação inicial de estadiamento locorregional do câncer de esôfago?
  1. APET-CT isolado.
  2. BBário esofágico.
  3. CTC de tórax sem contraste.
  4. DLaringoscopia direta.
  5. EEcoendoscopia (EUS).
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GabaritoE — Ecoendoscopia (EUS).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estadiamento locorregional do câncer de esôfago: o papel da ecoendoscopia

Gabarito: letra E. Para a avaliação inicial do estadiamento locorregional (T e N) do câncer de esôfago, a ecoendoscopia (EUS) é o exame mais apropriado, pois permite avaliar com precisão a profundidade de invasão tumoral na parede esofágica (estágio T) e a presença de linfonodos periesofágicos (estágio N). A TC com contraste e o PET-CT são úteis para detectar doença metastática à distância (estágio M), mas não são o método de escolha para a avaliação locorregional inicial.

A ecoendoscopia (EUS) é um exame que combina a endoscopia digestiva alta com uma sonda de ultrassom acoplada à ponta do endoscópio. Essa tecnologia permite visualizar as camadas da parede esofágica e as estruturas adjacentes, como linfonodos e o lobo esquerdo do fígado. No contexto do câncer de esôfago, a EUS é o método de imagem mais preciso para determinar a profundidade de invasão tumoral (estágio T) e o comprometimento linfonodal locorregional (estágio N), informações cruciais para definir a conduta terapêutica, como a indicação de terapia neoadjuvante ou ressecção cirúrgica.

A TC de tórax com contraste é útil para avaliar a extensão do tumor e a presença de linfonodos mediastinais aumentados, mas tem menor resolução para distinguir as camadas da parede esofágica e, portanto, é inferior à EUS para o estadiamento T. O PET-CT é mais sensível para detectar metástases à distância, mas também não é o exame de escolha para a avaliação locorregional inicial. O bário esofágico avalia apenas o lúmen e a morfologia do esôfago, sem fornecer informações sobre a profundidade da invasão ou linfonodos. A laringoscopia direta é indicada para avaliar a via aérea superior em tumores cervicais ou da carina, não sendo um exame de estadiamento locorregional do esôfago.

A escolha do exame de estadiamento depende do objetivo: para avaliar a profundidade da invasão e linfonodos regionais (T e N), a EUS é o padrão-ouro; para avaliar metástases à distância (M), a TC de tórax/abdome com contraste e o PET-CT são os métodos de escolha. Essa distinção é fundamental para a prática clínica e é o que a questão explora.

Estadiamento do câncer de esôfago
  • 1Locorregional (T e N)
    • Ecoendoscopia (EUS) — padrão-ouro
      • Profundidade da invasão (T)
      • Linfonodos periesofágicos (N)
  • 2Metástases à distância (M)
    • TC com contraste
    • PET-CT
  • 3Não indicados para estadiamento
    • Bário esofágico (só lúmen)
    • Laringoscopia (via aérea superior)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O PET-CT é um exame de imagem funcional que detecta áreas de alta atividade metabólica, sendo muito útil para identificar metástases à distância (estágio M) e doença oculta. No entanto, para a avaliação inicial do estadiamento locorregional (T e N), a EUS é superior, pois permite visualizar diretamente as camadas da parede esofágica e linfonodos regionais com maior precisão. O PET-CT isolado não é o exame mais apropriado para essa finalidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O bário esofágico (esofagograma) é um exame radiológico contrastado que avalia a morfologia do esôfago, identificando estenoses, lesões vegetantes e alterações de motilidade. No entanto, ele não fornece informações sobre a profundidade da invasão tumoral na parede (T) nem sobre o comprometimento linfonodal (N), sendo, portanto, inadequado para o estadiamento locorregional. É um exame útil para o diagnóstico inicial de disfagia, mas não para o estadiamento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A TC de tórax sem contraste tem baixa sensibilidade para avaliar a profundidade da invasão tumoral na parede esofágica e para distinguir as camadas da parede. Além disso, a ausência de contraste limita a avaliação de linfonodos e de estruturas vasculares adjacentes. A TC com contraste é mais útil para avaliar doença metastática à distância, mas ainda assim é inferior à EUS para o estadiamento locorregional (T e N).

Alternativa D — ❌ Incorreta

A laringoscopia direta é um exame que avalia a laringe e a hipofaringe, sendo indicada para avaliar a via aérea superior em tumores de esôfago cervical ou proximal, especialmente quando há suspeita de invasão da carina ou da via aérea. Não é um exame de estadiamento locorregional do esôfago, pois não avalia a profundidade da invasão tumoral nem os linfonodos regionais.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A ecoendoscopia (EUS) é o exame mais apropriado para a avaliação inicial do estadiamento locorregional do câncer de esôfago. Ela permite avaliar com alta precisão a profundidade de invasão tumoral na parede esofágica (estágio T) e a presença de linfonodos periesofágicos (estágio N), informações essenciais para o planejamento terapêutico. A EUS também pode visualizar o lobo esquerdo do fígado e identificar lesões metastáticas (estágio M), complementando a avaliação.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de estadiamento do câncer de esôfago, lembre-se da divisão de tarefas: EUS para avaliar a profundidade da invasão (T) e linfonodos regionais (N); TC com contraste e PET-CT para avaliar metástases à distância (M). Essa distinção é a chave para acertar a questão.

Gabarito: letra E

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