Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — INSTITUTO AOCP 2026
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
qg728520
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Ortopedia e Traumatologia
Paciente politraumatizado chega ao primeiro atendimento. Ao realizar o teste de força, foi encontrada uma força grau 3, que representa
Aausência de contração muscular.
Bcontração visível, movimentação ausente.
Ccapacidade de mover, mas não de vencer a força da gravidade.
Dcapacidade de vencer a força da gravidade, mas incapacidade de vencer resistência.
Eforça normal.
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GabaritoD — capacidade de vencer a força da gravidade, mas incapacidade de vencer resistência.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Escala de força muscular (MRC) no exame neurológico
Gabarito: letra D. A força grau 3 na escala do Medical Research Council (MRC) representa a capacidade de vencer a força da gravidade, mas sem conseguir vencer a resistência imposta pelo examinador — exatamente o que descreve a alternativa D. Essa graduação é universalmente usada na semiologia neurológica e ortopédica para quantificar a força muscular de forma objetiva e reprodutível.
A escala MRC é o padrão internacional para graduação da força muscular, variando de 0 a 5. Ela é aplicada em diversos contextos clínicos — desde o exame neurológico de um paciente com suspeita de AVC até a avaliação de um politraumatizado com possível lesão medular ou de plexo braquial. A lógica da escala é progressiva: cada grau representa um degrau a mais de capacidade funcional do músculo, partindo da ausência total de contração até a força plena.
O ponto central para não errar é entender o que separa o grau 2 do grau 3, e o grau 3 do grau 4. No grau 2, o músculo contrai e move o segmento, mas não vence a gravidade — ou seja, o movimento só ocorre se a gravidade for eliminada (por exemplo, com o membro apoiado numa superfície horizontal). No grau 3, o paciente consegue vencer a gravidade, mas não consegue vencer nenhuma resistência adicional — se o examinador aplicar uma leve resistência, o movimento falha. No grau 4, o paciente vence a gravidade e também vence resistências, embora não com força plena.
Na prática, imagine um paciente em decúbito dorsal que precisa elevar a coxa (flexão do quadril). Se ele consegue elevar a perna contra a gravidade, mas ao aplicar uma leve pressão para baixo o movimento colapsa, a força é grau 3. Se ele só consegue elevar a perna com o quadril já fletido e apoiado (eliminando a gravidade), é grau 2. Se ele eleva a perna e ainda sustenta contra uma resistência moderada, é grau 4. Essa distinção é a chave da questão.
A banca explora exatamente a confusão entre os graus 2, 3 e 4 — os três envolvem movimento, mas com capacidades diferentes frente à gravidade e à resistência. Guarde a progressão: 0 (sem contração) → 1 (contração sem movimento) → 2 (movimento sem vencer gravidade) → 3 (vence gravidade, não vence resistência) → 4 (vence resistência, não plena) → 5 (força normal). É nessa fronteira entre "vencer gravidade" e "vencer resistência" que as alternativas se dividem.
10 — sem contração
21 — contrai, sem movimento
32 — move sem vencer gravidade
43 — vence gravidade, não resistência
54 — vence resistência, não plena
65 — força normal
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Descreve o grau 0 da escala MRC, que é a ausência total de contração muscular. No grau 3, há contração visível e movimento ativo contra a gravidade — a alternativa confunde o extremo inferior da escala com o grau intermediário.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Corresponde ao grau 1 da escala MRC (contração palpável, sem movimentação) ou, em algumas variações, ao grau 2 (contração visível com movimento que não vence a gravidade). No grau 3, o movimento ocorre e vence a gravidade — a alternativa erra ao negar a movimentação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Descreve o grau 2 da escala MRC: o músculo contrai e move o segmento, mas não consegue vencer a força da gravidade. No grau 3, a gravidade é vencida — a alternativa inverte a capacidade, atribuindo ao grau 3 uma limitação que é própria do grau 2.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reproduz com precisão a definição do grau 3 da escala MRC: o paciente consegue realizar o movimento contra a gravidade, mas não consegue vencer a resistência aplicada pelo examinador. É a descrição canônica do grau 3, presente na tabela de graduação da força muscular.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Corresponde ao grau 5 da escala MRC, que é a força plena, sem qualquer déficit. No grau 3, há limitação clara frente à resistência — a alternativa descreve o extremo superior da escala, não o grau intermediário.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os graus 2, 3 e 4 da escala MRC. O grau 2 "não vence a gravidade", o grau 3 "vence a gravidade, mas não vence resistência", e o grau 4 "vence resistência, mas não plenamente". A alternativa C inverte a capacidade do grau 3 (diz que não vence a gravidade, quando na verdade vence), e a alternativa B mistura os graus 1 e 2. Com treino, você identifica essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar a escala MRC, use a progressão lógica: 0 = nada, 1 = contrai, 2 = move sem gravidade, 3 = move contra gravidade, 4 = move contra resistência, 5 = força normal. Na prova, leia a descrição e identifique qual "capacidade" está presente (contração, movimento, vencer gravidade, vencer resistência) — o grau é o maior degrau que o paciente alcança.