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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
qg728529
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Ortopedia e Traumatologia
A respeito da doença de Osgood-Schlatter, é correto afirmar que
  1. Aé mais comum em meninas.
  2. Bocorre geralmente em arremessadores.
  3. Craramente é visualizada nas radiografias em perfil.
  4. Do tratamento cirúrgico é mandatório.
  5. Eocorre frequentemente em pessoas entre 10 e 14 anos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — ocorre frequentemente em pessoas entre 10 e 14 anos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Doença de Osgood-Schlatter

Gabarito: letra E. A doença de Osgood-Schlatter é uma osteocondrose da tuberosidade tibial anterior, típica de adolescentes em fase de crescimento, sendo mais frequente em meninos entre 10 e 14 anos, especialmente os ativos fisicamente. A alternativa E está correta ao afirmar que ocorre frequentemente nessa faixa etária.

A doença de Osgood-Schlatter é uma causa comum de dor no joelho em adolescentes, caracterizada por inflamação e dor na tuberosidade tibial anterior, onde o tendão patelar se insere. Essa condição está diretamente relacionada ao estresse repetitivo de tração exercido pelo tendão patelar sobre a cartilagem de crescimento (fise) da tuberosidade tibial, que ainda não está completamente ossificada nessa fase da vida. O pico de incidência ocorre durante o estirão de crescimento puberal, quando há um desequilíbrio entre o rápido crescimento ósseo e a capacidade de adaptação dos tecidos moles.

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de dor anterior no joelho em adolescente ativo, associada à dor à palpação da tuberosidade tibial e à dor que piora com atividades que envolvem impacto ou contração vigorosa do quadríceps, como correr, pular e agachar. As radiografias em perfil do joelho podem ser úteis para confirmar o diagnóstico, podendo evidenciar irregularidades, fragmentação ou elevação da tuberosidade tibial, embora em fases iniciais possam ser normais. O tratamento é conservador na grande maioria dos casos, com repouso relativo, analgesia, crioterapia e fisioterapia, sendo o tratamento cirúrgico reservado para casos raros e refratários.

A banca explora a confusão entre as características epidemiológicas e clínicas da doença. É fundamental saber que a doença de Osgood-Schlatter é mais comum em meninos, não em meninas, e que o tratamento cirúrgico é exceção, não regra. Além disso, a radiografia em perfil é um exame frequentemente utilizado e pode mostrar alterações, contrariando a ideia de que raramente é visualizada. A associação com arremessadores é incorreta, pois a doença está mais relacionada a esportes com impacto e corrida, como futebol, basquete e vôlei.

Guarde o perfil epidemiológico e o tratamento da doença: é exatamente nesses pontos que as alternativas se dividem.

1Perfil epidemiológico
Adolescentes 10–14 anos
Meninos
Estirão de crescimento
2Quadro clínico
Dor no joelho
Tuberosidade tibial anterior
Piora com impacto/corrida
3Diagnóstico
Clínico
Radiografia em perfil (alterações)
4Tratamento
Conservador (repouso, analgesia, fisio)
Cirúrgico (raro, refratário)
Doença de Osgood-Schlatter
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Doença de Osgood-Schlatter: Perfil epidemiológico (Adolescentes 10–14 anos, Meninos, Estirão de crescimento); Quadro clínico (Dor no joelho, Tuberosidade tibial anterior, Piora com impacto/corrida); Diagnóstico (Clínico, Radiografia em perfil (alterações)); Tratamento (Conservador (repouso, analgesia, fisio), Cirúrgico (raro, refratário))

Alternativa A — ❌ Incorreta

A doença de Osgood-Schlatter é mais comum em meninos, não em meninas. A alternativa inverte o sexo de maior prevalência, que é uma característica epidemiológica clássica da doença.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A doença de Osgood-Schlatter ocorre geralmente em adolescentes que praticam esportes com impacto e corrida, como futebol, basquete e vôlei, e não especificamente em arremessadores. A alternativa associa a doença a um perfil esportivo incorreto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

As radiografias em perfil do joelho frequentemente evidenciam alterações na tuberosidade tibial, como irregularidades, fragmentação ou elevação, sendo um exame útil no diagnóstico. A alternativa afirma o contrário, que raramente é visualizada, o que é incorreto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O tratamento da doença de Osgood-Schlatter é conservador na grande maioria dos casos, com repouso relativo, analgesia, crioterapia e fisioterapia. O tratamento cirúrgico é raro e reservado para casos refratários, não sendo mandatório.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A doença de Osgood-Schlatter ocorre frequentemente em adolescentes entre 10 e 14 anos, período que coincide com o estirão de crescimento puberal, quando a tuberosidade tibial ainda está em processo de ossificação e é mais suscetível ao estresse de tração do tendão patelar.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca as características epidemiológicas e de tratamento da doença: inverte o sexo de maior prevalência (meninos por meninas), associa a doença a um esporte incorreto (arremessadores), nega os achados radiológicos e afirma que o tratamento cirúrgico é mandatório, quando na verdade é conservador. Fique atento a essas inversões clássicas.

Gabarito: letra E

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