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Questão de Medicina — Endocrinologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaEndocrinologia
Código
qg728532
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Ortopedia e Traumatologia
Quanto ao hiperpatireoidismo primário, qual é o perfil epidemiológico mais frequente?
  1. AHomens, acima da quinta década de vida.
  2. BHomens, abaixo da quinta década de vida.
  3. CMulheres, acima da quinta década de vida.
  4. DMulheres, abaixo da quinta década de vida.
  5. EMulheres, entre 10 e 20 anos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Mulheres, acima da quinta década de vida.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hiperparatireoidismo primário: perfil epidemiológico

Gabarito: letra C. O hiperparatireoidismo primário é mais frequente em mulheres acima da quinta década de vida (pós-menopausa), com razão mulher:homem de aproximadamente 3:1 e pico de incidência entre 50 e 60 anos — perfil clássico descrito na literatura endocrinológica. A alternativa C espelha exatamente esse padrão: sexo feminino e idade avançada.

O hiperparatireoidismo primário é uma doença das paratireoides caracterizada pela hipersecreção autônoma de paratormônio (PTH), levando a hipercalcemia e hipofosfatemia. A causa mais comum é o adenoma único de paratireoide (cerca de 80-85% dos casos), seguido por hiperplasia das quatro glândulas (10-15%) e, raramente, carcinoma. A doença é mais prevalente em mulheres na pós-menopausa, o que se explica, em parte, pela perda do efeito protetor do estrogênio sobre o metabolismo ósseo e pela maior longevidade feminina. A faixa etária típica é dos 50 aos 60 anos, ou seja, acima da quinta década (50 anos).

Na prática clínica, o hiperparatireoidismo primário costuma ser assintomático ou oligossintomático, sendo diagnosticado incidentalmente por exames laboratoriais que mostram hipercalcemia com PTH elevado ou inapropriadamente normal. As manifestações clássicas — "bones, stones, abdominal groans and psychic moans" (ossos, pedras, queixas abdominais e psíquicas) — são raras na apresentação inicial, mas a doença óssea (osteíte fibrosa cística) e a nefrolitíase ainda podem ocorrer em casos avançados.

A banca explora a associação automática entre gênero e idade: o candidato pode lembrar que a doença é mais comum em mulheres, mas errar a faixa etária, ou acertar a idade e errar o sexo. O perfil epidemiológico mais frequente é inconfundível: mulheres, acima da quinta década de vida. É esse o critério que separa as alternativas.

1Perfil epidemiológico
Mulheres
Acima da 5ª década (50-60 anos)
Razão mulher:homem ≈ 3:1
2Causas
Adenoma único (80-85%)
Hiperplasia (10-15%)
Carcinoma (raro)
3Quadro clínico
Assintomático (comum)
"Bones, stones, groans, moans"
Hiperparatireoidismo primário
LEVELsoulevel.com.br
Hiperparatireoidismo primário: Perfil epidemiológico (Mulheres, Acima da 5ª década (50-60 anos), Razão mulher:homem ≈ 3:1); Causas (Adenoma único (80-85%), Hiperplasia (10-15%), Carcinoma (raro)); Quadro clínico (Assintomático (comum), "Bones, stones, groans, moans")

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o perfil é de homens acima da quinta década. O erro está no sexo: o hiperparatireoidismo primário é 2 a 3 vezes mais comum em mulheres do que em homens. A idade está correta (acima de 50 anos), mas o gênero inverte a realidade epidemiológica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o perfil é de homens abaixo da quinta década. Aqui há dois erros: o sexo (deveria ser mulheres) e a faixa etária (a doença é mais comum após os 50 anos, não antes). A combinação "homens jovens" é a menos frequente entre as opções.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve exatamente o perfil clássico: mulheres acima da quinta década de vida. A literatura endocrinológica é consistente: o hiperparatireoidismo primário predomina em mulheres pós-menopáusicas, com pico entre 50 e 60 anos. A razão mulher:homem é de aproximadamente 3:1.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o perfil é de mulheres abaixo da quinta década. O sexo está correto, mas a idade está errada: a doença é mais comum após os 50 anos, não antes. Mulheres jovens podem desenvolver a doença, mas não representam o grupo epidemiológico mais frequente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o perfil é de mulheres entre 10 e 20 anos. Essa faixa etária é totalmente atípica para o hiperparatireoidismo primário, que é doença de adultos e idosos. Em crianças e adolescentes, o hiperparatireoidismo é raríssimo e, quando ocorre, geralmente associado a síndromes genéticas (como neoplasia endócrina múltipla tipo 1).

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o sexo e a faixa etária de forma combinada. O candidato que sabe que a doença é mais comum em mulheres pode marcar a letra D (mulheres abaixo de 50 anos), esquecendo que o pico é pós-menopausa. Lembre-se: mulher + idade avançada é a dupla imbatível.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de epidemiologia em endocrinologia, decore os pares clássicos: hipertireoidismo (Doença de Graves) → mulheres jovens (20-40 anos); hipotireoidismo → mulheres, qualquer idade, mas mais comum após 40; hiperparatireoidismo primário → mulheres pós-menopausa (50-60 anos). Se a alternativa trouxer "homens" ou "jovens", desconfie imediatamente.

Gabarito: letra C

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