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Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
qg728540
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Ortopedia e Traumatologia
Foi solicitada a avaliação de um paciente com escoliose idiopática infantil. Assinale a alternativa correta quanto à forma resolutiva.
  1. AValores angulares abaixo de 20 graus, maior parte abaixo de 1 ano de idade.
  2. BValores angulares acima de 20 graus, maior parte abaixo de 1 ano de idade.
  3. CValores angulares abaixo de 40 graus, maior parte abaixo de 1 ano de idade.
  4. DValores angulares abaixo de 20 graus, maior parte acima de 1 ano de idade.
  5. EValores angulares abaixo de 20 graus, maior parte acima de 2 anos de idade.
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GabaritoA — Valores angulares abaixo de 20 graus, maior parte abaixo de 1 ano de idade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Escoliose idiopática infantil: história natural e resolução

Gabarito: letra A. A escoliose idiopática infantil tem como característica a resolução espontânea na maioria dos casos, especialmente quando o valor angular é abaixo de 20 graus e o diagnóstico ocorre antes de 1 ano de idade — exatamente o que a alternativa A descreve. Essa é a forma resolutiva mais comum nessa faixa etária, conforme a história natural da doença.

A escoliose idiopática é um desvio lateral da coluna vertebral no plano coronal, com deformidade superior a 10 graus, sem causa identificável. Ela é classificada pela idade de apresentação em três tipos principais: infantil (0 a 3 anos), juvenil (3 a 10 anos) e do adolescente (acima de 10 anos). A forma infantil é a que apresenta o maior potencial de resolução espontânea, pois ocorre antes do primeiro estirão de crescimento, quando a coluna ainda tem grande plasticidade.

A história natural da escoliose idiopática infantil é marcada por três possíveis evoluções: resolução espontânea (a mais comum), estabilização ou progressão. A resolução espontânea está diretamente relacionada a dois fatores: o valor angular da curva e a idade do paciente. Curvas menores que 20 graus, diagnosticadas antes de 1 ano de idade, têm altíssima taxa de resolução espontânea — estimada em torno de 90% dos casos. Isso ocorre porque, nessa fase, o crescimento é acelerado e a coluna ainda não está completamente estruturada, permitindo que o desvio se corrija naturalmente.

Por outro lado, curvas acima de 20 graus ou diagnosticadas após 1 ano de idade têm menor chance de resolução espontânea e maior risco de progressão. Nesses casos, o acompanhamento deve ser mais rigoroso, com radiografias seriadas para monitorar a evolução da curva. Se houver progressão, o tratamento pode incluir o uso de colete ou, em casos mais graves, cirurgia.

A banca explora exatamente essa fronteira: o valor angular de 20 graus e a idade de 1 ano como marcos divisórios da história natural. O candidato que confunde a escoliose infantil com a do adolescente — onde a resolução espontânea é rara e o tratamento é mais intervencionista — tende a errar. Na escoliose do adolescente, por exemplo, curvas menores que 20 graus (até 10 anos) ou 25 graus (acima de 10 anos) são apenas observadas, e o tratamento com colete é indicado para curvas entre 25 e 45 graus.

Guarde esses dois marcos — 20 graus e 1 ano de idade — pois são eles que separam as alternativas corretas das incorretas nesta questão.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A descreve com precisão a forma resolutiva da escoliose idiopática infantil: valores angulares abaixo de 20 graus, na maior parte dos casos diagnosticados abaixo de 1 ano de idade. Essa combinação é a que apresenta maior taxa de resolução espontânea, sendo a evolução mais comum e esperada nesse cenário.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B afirma que valores angulares acima de 20 graus são a forma resolutiva. Isso está incorreto: curvas acima de 20 graus têm menor chance de resolução espontânea e maior risco de progressão, exigindo acompanhamento mais próximo e, possivelmente, intervenção. A resolução espontânea é característica de curvas menores, não maiores.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C eleva o limite para 40 graus, o que não corresponde à história natural da escoliose idiopática infantil. Curvas acima de 20 graus já apresentam risco significativo de progressão, e valores próximos de 40 graus estão mais associados à necessidade de tratamento com colete ou até cirúrgico, não à resolução espontânea.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D mantém o valor angular correto (abaixo de 20 graus), mas erra na idade: afirma que a maior parte dos casos ocorre acima de 1 ano de idade. Na verdade, é justamente o diagnóstico precoce, antes de 1 ano, que favorece a resolução espontânea. Após 1 ano, a chance de resolução diminui consideravelmente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E também erra na idade, elevando o marco para acima de 2 anos de idade. Quanto mais tarde o diagnóstico, menor a plasticidade da coluna e menor a chance de resolução espontânea. O marco correto é antes de 1 ano de idade, não depois de 2 anos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o limite de 20 graus por 40 graus e desloca a idade de 1 ano para 2 anos, explorando a confusão entre a escoliose infantil (que resolve espontaneamente) e a do adolescente (que exige tratamento mais ativo). Fique atento: na infantil, o que define a resolução é a combinação de curva pequena (< 20°) e diagnóstico precoce (< 1 ano).

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar, associe: "quanto mais cedo e menor, mais resolve". Na escoliose idiopática infantil, curva < 20° e idade < 1 ano = resolução espontânea. Curva > 20° ou idade > 1 ano = risco de progressão e necessidade de acompanhamento. Essa lógica vale para qualquer questão sobre história natural da escoliose.

Gabarito: letra A

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