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Questão de Medicina — Biossegurança em Medicina — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaBiossegurança em Medicina
Código
qg728559
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia
Durante a implementação de um programa de controle de qualidade em um laboratório de angiografia, qual das seguintes condutas está corretamente alinhada às recomendações internacionais para garantir desempenho consistente do equipamento e segurança do paciente?
  1. ARealizar testes de desempenho apenas quando houver suspeita de falha do equipamento, pois avaliações periódicas aumentam a indisponibilidade da sala.
  2. BA calibração do detector e a verificação do kerma devem ser feitas exclusivamente pelo operador da sala, sem necessidade de participação de físico médico.
  3. CO programa de garantia de qualidade (QA) deve incluir testes de aceitação no momento da instalação, checagens periódicas de desempenho, avaliação de dose, documentação dos resultados e ações corretivas quando necessário.
  4. DA aferição do kerma no ar e do produto kerma-área (KAP) deve ser realizada periodicamente, pois esses parâmetros variam com uso do equipamento, colimação, filtragem e envelhecimento do sistema.
  5. EA manutenção preventiva pode ser substituída pela manutenção corretiva, desde que o laboratório possua protocolos rígidos de registro de falhas.
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GabaritoC — O programa de garantia de qualidade (QA) deve incluir testes de aceitação no momento da instalação, checagens periódicas de desempenho, avaliação de dose, documentação dos resultados e ações corretivas quando necessário.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Garantia de qualidade em equipamentos de angiografia

Gabarito: letra C. O programa de garantia de qualidade (QA) em radiologia intervencionista, incluindo a angiografia, deve ser estruturado e contínuo, abrangendo testes de aceitação na instalação, checagens periódicas de desempenho, avaliação de dose ao paciente, documentação dos resultados e ações corretivas — exatamente o que a alternativa C descreve. Essa é a recomendação de organismos internacionais como a IAEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e o ICRP (Comissão Internacional de Proteção Radiológica), que orientam a implementação de programas de QA abrangentes para garantir desempenho consistente e segurança do paciente.

O controle de qualidade em equipamentos de imagem médica não é um evento isolado, mas um processo sistemático e contínuo. Ele começa com os testes de aceitação — realizados quando o equipamento é instalado ou após grandes reparos, para verificar se atende às especificações do fabricante e aos requisitos regulatórios. Em seguida, vêm as checagens periódicas de desempenho (diárias, mensais, anuais), que monitoram parâmetros como a reprodutibilidade da imagem, a precisão da calibração do detector e a exatidão dos indicadores de dose. A avaliação de dose ao paciente é parte essencial, pois a angiografia é um procedimento que pode envolver altas doses de radiação, e o monitoramento do kerma no ar e do produto kerma-área (KAP) permite otimizar a proteção radiológica. Tudo isso deve ser documentado, criando um histórico que permite detectar tendências de degradação e embasar ações corretivas quando os limites de tolerância são excedidos.

A lógica por trás dessa abordagem é simples: equipamentos de imagem sofrem desgaste e variações de desempenho ao longo do tempo, e falhas podem comprometer tanto a qualidade diagnóstica quanto a segurança do paciente (por exemplo, doses mais altas que o necessário). Um programa de QA bem estruturado detecta problemas precocemente, antes que se tornem clinicamente relevantes. Por isso, a alternativa A está errada ao sugerir testes apenas sob suspeita de falha — a detecção precoce é justamente o objetivo das avaliações periódicas. A alternativa B erra ao excluir o físico médico, que é o profissional habilitado para realizar e interpretar testes de controle de qualidade e calibração. A alternativa D, embora correta em afirmar que o kerma e o KAP variam com o uso, colimação, filtragem e envelhecimento, é incompleta como resposta à pergunta — ela trata de um aspecto específico, enquanto a C abrange o programa como um todo. A alternativa E é claramente incorreta, pois manutenção corretiva não substitui a preventiva; a preventiva é essencial para evitar falhas e garantir a segurança.

A pegadinha desta questão está em distinguir a alternativa que descreve o programa completo (C) daquelas que apresentam apenas fragmentos corretos (D) ou erros conceituais (A, B, E). A banca explora a tendência do candidato de marcar uma afirmação verdadeira isolada (como a D) em vez da que responde integralmente ao enunciado. Guarde o critério: o programa de QA é um ciclo contínuo — planejar, testar, documentar, corrigir — e a alternativa correta deve refletir essa totalidade.

1Testes de aceitação
Na instalação
Após grandes reparos
2Checagens periódicas
Diárias, mensais, anuais
Repro-dutibilidade da imagem
Calibração do detector
3Avaliação de dose
Kerma no ar
Produto kerma-área (KAP)
4Documentação
Histórico do equipamento
Detecta tendências de degradação
5Ações corretivas
Quando limites são excedidos
Programa de QA em angiografia
LEVELsoulevel.com.br
Programa de QA em angiografia: Testes de aceitação (Na instalação, Após grandes reparos); Checagens periódicas (Diárias, mensais, anuais, Repro-dutibilidade da imagem, Calibração do detector); Avaliação de dose (Kerma no ar, Produto kerma-área (KAP)); Documentação (Histórico do equipamento, Detecta tendências de degradação); Ações corretivas (Quando limites são excedidos)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A conduta de realizar testes de desempenho apenas quando houver suspeita de falha contraria o princípio do controle de qualidade preventivo. As avaliações periódicas são essenciais para detectar degradações sutis antes que comprometam a segurança ou a qualidade da imagem. O argumento de que aumentam a indisponibilidade da sala é falacioso: os testes são planejados para minimizar o impacto, e o benefício da detecção precoce supera em muito o pequeno tempo de parada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A calibração do detector e a verificação do kerma são tarefas que exigem conhecimento especializado em física médica. O operador da sala (técnico ou tecnólogo) pode realizar checagens rotineiras simples, mas a calibração e a verificação dosimétrica devem ser feitas ou supervisionadas por um físico médico, profissional habilitado para interpretar os resultados e garantir a conformidade com os padrões de segurança. Excluir esse profissional é um erro grave.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve com precisão os componentes de um programa de garantia de qualidade em radiologia intervencionista: testes de aceitação na instalação, checagens periódicas de desempenho, avaliação de dose, documentação e ações corretivas. Esses elementos são recomendados por organismos internacionais (IAEA, ICRP) e constituem a base para garantir desempenho consistente do equipamento e segurança do paciente. É a resposta completa e alinhada às boas práticas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A afirmação de que o kerma no ar e o KAP devem ser aferidos periodicamente é verdadeira — esses parâmetros variam com o uso, colimação, filtragem e envelhecimento do sistema. No entanto, a alternativa é incompleta como resposta ao enunciado, que pede a conduta alinhada às recomendações internacionais para garantir desempenho consistente e segurança. A aferição periódica é apenas um componente do programa de QA; a alternativa C abrange o programa como um todo, incluindo testes de aceitação, documentação e ações corretivas. Portanto, embora o conteúdo da D seja correto, ela não responde integralmente à pergunta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A manutenção preventiva não pode ser substituída pela manutenção corretiva. A preventiva é realizada em intervalos regulares para evitar falhas, prolongar a vida útil do equipamento e garantir a segurança. A corretiva ocorre após a falha, o que pode resultar em indisponibilidade não planejada e riscos à segurança do paciente. Protocolos rígidos de registro de falhas são importantes, mas não substituem a prevenção.

Gabarito: letra C — a única alternativa que descreve corretamente o programa de garantia de qualidade completo, alinhado às recomendações internacionais.

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