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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg728586
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia
Durante avaliação intravascular de um vaso pélvico em paciente com dor lombar e suspeita de compressão venosa, a ultrassonografia intravascular evidencia as seguintes características:• parede vascular rica em colágeno, com linhas hiperecogênicas bem definidas;• ausência de espessamento concêntrico da camada média;• formato ovalado do vaso, com elevada compressibilidade;• presença de espessamento focal intraluminal compatível com estrutura fibrosa.Considerando esses padrões morfológicos intravasculares, assinale a alternativa que melhor caracteriza o tipo de vaso avaliado.
  1. AArtéria de médio calibre com calcificação parietal.
  2. BArtéria com espessamento concêntrico da camada média.
  3. CVeia submetida à compressão extrínseca por estrutura arterial adjacente.
  4. DArtéria com dissecção subintimal.
  5. EArtéria renal com remodelamento medial difuso.
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GabaritoC — Veia submetida à compressão extrínseca por estrutura arterial adjacente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ultrassonografia intravascular: identificação de veia sob compressão extrínseca

Gabarito: letra C. As características descritas — parede rica em colágeno com linhas hiperecogênicas, ausência de espessamento concêntrico da camada média, formato ovalado com elevada compressibilidade e espessamento focal intraluminal compatível com estrutura fibrosa — são típicas de uma veia submetida à compressão extrínseca por estrutura arterial adjacente, como ocorre na síndrome de compressão venosa (ex.: síndrome de May-Thurner). O diagnóstico diferencial entre artéria e veia na ultrassonografia intravascular (IVUS) baseia-se justamente na espessura e composição da parede, na presença de camada média muscular e na compressibilidade do vaso.

A ultrassonografia intravascular (IVUS) é um método invasivo que permite a avaliação direta da parede vascular, distinguindo artérias de veias por critérios morfológicos precisos. As artérias apresentam parede espessa, com três camadas bem definidas (íntima, média e adventícia), sendo a camada média rica em músculo liso e elastina, o que confere menor compressibilidade e formato geralmente circular. Já as veias possuem parede mais fina, com predomínio de colágeno, menor quantidade de músculo liso, formato mais ovalado e elevada compressibilidade. A ausência de espessamento concêntrico da camada média é um achado que afasta doença arterial (como hipertensão ou aterosclerose) e reforça a natureza venosa do vaso.

O espessamento focal intraluminal descrito, compatível com estrutura fibrosa, é um achado relevante. Em veias submetidas à compressão extrínseca crônica, pode haver hipertrofia intimal e fibrose no ponto de compressão, como resposta adaptativa ao trauma repetido. Esse é um achado clássico na síndrome de May-Thurner, em que a artéria ilíaca direita comprime a veia ilíaca esquerda contra a coluna lombar, podendo levar a trombose venosa profunda. A presença de dor lombar no enunciado é uma pista clínica importante, pois a compressão venosa pélvica pode se manifestar com dor lombar ou pélvica.

A distinção entre artéria e veia na IVUS é fundamental para o planejamento terapêutico. Enquanto as artérias são tratadas com angioplastia e stent para restaurar o fluxo, as veias comprimidas podem ser abordadas com stent venoso, especialmente quando há sintomas significativos ou trombose recorrente. A identificação correta do vaso evita procedimentos inadequados e complicações.

A pegadinha desta questão está em associar os achados a uma artéria, quando na verdade todos os sinais apontam para uma veia. A banca explora a confusão entre as características histológicas e ultrassonográficas dos dois tipos de vaso. O candidato deve lembrar que a camada média espessa e muscular é característica arterial, enquanto a parede fina e colágena é venosa. Além disso, a compressibilidade é um sinal clássico de veia, pois as artérias são menos compressíveis devido à maior pressão e à parede muscular.

Guarde este critério decisivo: parede fina + colágeno + ovalado + compressível = veia; parede espessa + muscular + circular + pouco compressível = artéria. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

1Artéria
Parede espessa e muscular
Camada média rica em músculo liso
Formato circular
Pouco compressível
2Veia
Parede fina e colágena
Ausência de espessamento da camada média
Formato ovalado
Elevada compressibilidade
3Compressão extrínseca crônica
Fibrose intimal focal
Ex.: síndrome de May-Thurner
IVUS: artéria × veia
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IVUS: artéria × veia: Artéria (Parede espessa e muscular, Camada média rica em músculo liso, Formato circular, Pouco compressível); Veia (Parede fina e colágena, Ausência de espessamento da camada média, Formato ovalado, Elevada compressibilidade); Compressão extrínseca crônica (Fibrose intimal focal, Ex.: síndrome de May-Thurner)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que se trata de uma artéria de médio calibre com calcificação parietal. A calcificação parietal é um achado de doença arterial avançada, geralmente associada a aterosclerose, e se manifesta como sombra acústica na ultrassonografia. No entanto, o enunciado descreve ausência de espessamento concêntrico da camada média e elevada compressibilidade, características incompatíveis com uma artéria calcificada, que seria rígida e pouco compressível. Além disso, a parede rica em colágeno com linhas hiperecogênicas bem definidas é mais típica de veia do que de artéria.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Descreve uma artéria com espessamento concêntrico da camada média. Esse achado é característico de remodelamento arterial hipertensivo ou de hipertrofia da camada média, mas o enunciado afirma explicitamente a ausência desse espessamento. Além disso, a elevada compressibilidade e o formato ovalado são sinais de veia, não de artéria. A alternativa contradiz diretamente os dados fornecidos.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a alternativa que melhor caracteriza o vaso avaliado. A parede rica em colágeno, a ausência de espessamento concêntrico da camada média, o formato ovalado e a elevada compressibilidade são características típicas de uma veia. O espessamento focal intraluminal compatível com estrutura fibrosa é um achado consistente com fibrose intimal decorrente de compressão extrínseca crônica, como na síndrome de May-Thurner, em que a artéria ilíaca comprime a veia ilíaca. A dor lombar no enunciado reforça a suspeita de compressão venosa pélvica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Menciona uma artéria com dissecção subintimal. A dissecção arterial é caracterizada pela presença de um flap intimal e pela formação de um falso lúmen, achados que não foram descritos no enunciado. Além disso, a dissecção ocorre em artérias, que possuem parede espessa e muscular, não em veias. A elevada compressibilidade e a ausência de espessamento da camada média contradizem o diagnóstico de dissecção arterial.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Descreve uma artéria renal com remodelamento medial difuso. O remodelamento medial difuso é uma alteração arterial associada à hipertensão, caracterizada por espessamento da camada média, o que contraria o enunciado, que afirma a ausência desse espessamento. Além disso, a artéria renal é um vaso de pequeno calibre, com parede muscular espessa e baixa compressibilidade, características opostas às descritas. A localização pélvica do vaso também não é compatível com a artéria renal.

Gabarito: letra C — a única alternativa que reconhece corretamente o vaso como uma veia submetida à compressão extrínseca, com base nos critérios morfológicos da ultrassonografia intravascular.

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