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Questão de Medicina — Doenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico — INSTITUTO AOCP 2026

MedicinaDoenças Reumatológicas e do Sistema Imunológico
Código
qg728661
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
SES-SC
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área Reumatologia Pediátrica
Adolescente de 15 anos queixa-se de dor lombar progressiva há cerca de seis meses. Ele relata que a dor costuma ser mais intensa ao despertar, acompanhada de rigidez matinal prolongada, melhorando conforme movimenta o corpo ao longo do dia. Pratica esportes recreativos e percebe certo alívio com atividade física. Menciona ainda episódios de dor em calcanhar e inchaço intermitente no joelho direito.Ao exame físico, apresenta dor à palpação das articulações sacroilíacas. Diante da persistência do quadro, foi solicitada ressonância magnética, que evidenciou sacroileíte ativa bilateral. Os exames laboratoriais revelaram proteína C-reativa discretamente elevada e positividade para o HLA-B27. Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, assinale a alternativa que apresenta corretamente o papel da propedêutica por imagem.
  1. ARadiografia simples de joelhos é suficiente para confirmar a suspeita.
  2. BA positividade do FAN é necessária para classificação.
  3. CA ressonância magnética é o exame mais sensível para detecção precoce da sacroileíte.
  4. DA ultrassonografia de articulações sacroilíacas é o método de escolha para o diagnóstico.
  5. EO HLA-B27 é obrigatório para classificação da doença.
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GabaritoC — A ressonância magnética é o exame mais sensível para detecção precoce da sacroileíte.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Espondiloartrite axial (espondilite anquilosante) e o papel da imagem

Gabarito: letra C. O quadro descrito — dor lombar inflamatória (piora ao repouso, melhora com movimento), rigidez matinal prolongada, sacroileíte bilateral à ressonância magnética e HLA-B27 positivo — é clássico de espondiloartrite axial (espondilite anquilosante). Nesse contexto, a ressonância magnética é o exame mais sensível para a detecção precoce da sacroileíte, pois identifica edema ósseo (osteíte) e erosões antes que as alterações estruturais apareçam na radiografia simples.

A espondiloartrite axial é uma doença inflamatória crônica que acomete preferencialmente o esqueleto axial — sacroilíacas, coluna vertebral e, em menor grau, articulações periféricas. O diagnóstico é eminentemente clínico, apoiado por exames de imagem e laboratoriais. A dor lombar inflamatória é o sintoma cardinal: tem início insidioso, dura mais de três meses, piora com o repouso e melhora com a atividade física — exatamente o oposto da dor mecânica/degenerativa, que melhora com o repouso e piora com o movimento. A rigidez matinal prolongada (mais de 30–60 minutos) é outro marcador de atividade inflamatória.

A propedêutica por imagem tem papel central. A radiografia simples das sacroilíacas é o exame inicial clássico, mas tem baixa sensibilidade na fase precoce: as alterações (erosões, esclerose, alargamento ou anquilose) demoram anos para se tornar visíveis. A ressonância magnética, por sua vez, detecta a sacroileíte ativa — edema da medula óssea subcondral, osteíte, capsulite, sinovite e entesite — muito antes das alterações radiográficas, sendo o método de escolha para o diagnóstico precoce. A ultrassonografia não é útil para avaliar as sacroilíacas por serem articulações profundas; seu papel limita-se a articulações periféricas e enteses superficiais.

O HLA-B27 é um marcador genético fortemente associado à doença, presente em cerca de 90% dos pacientes com espondilite anquilosante, mas não é obrigatório para o diagnóstico — sua ausência não exclui a doença, e sua presença isolada, sem quadro clínico, não a confirma. O FAN (fator antinuclear) é um exame de triagem para lúpus eritematoso sistêmico e outras doenças autoimunes, sem papel na classificação das espondiloartrites.

A pegadinha central desta questão está em confundir o papel de cada exame: a radiografia é o exame inicial, mas não confirma precocemente; a ressonância é o método mais sensível para a fase inicial; a ultrassonografia não avalia sacroilíacas; e o HLA-B27 é um marcador de risco, não um critério obrigatório. Guarde essa hierarquia — é exatamente nela que as alternativas se dividem.

Exame de imagem

Papel na espondiloartrite axial (sacroileíte)

Sensibilidade na fase precoce

Utilidade para sacroilíacas

Radiografia simples

Exame inicial clássico; avalia alterações estruturais tardias (erosões, esclerose, anquilose)

Baixa — alterações demoram anos para aparecer

Sim, porém limitada na fase inicial

Ressonância magnética

Método de escolha para diagnóstico precoce; detecta edema ósseo (osteíte), sinovite, capsulite e entesite

Alta — identifica inflamação ativa antes das alterações radiográficas

Sim — é o exame mais sensível

Ultrassonografia

Papel restrito a articulações periféricas e enteses superficiais

Não se aplica

Não — articulações profundas não são avaliadas adequadamente

1Radiografia simples
Exame inicial clássico
Baixa sensibilidade precoce
2Ressonância magnética
Mais sensível na fase inicial
Detecta edema ósseo (osteíte)
3Ultrassonografia
Não avalia sacroilíacas (profundas)
Uso: periféricas e enteses
4HLA-B27
Marcador genético de risco
Não obrigatório p/ diagnóstico
Sacroileíte na espondiloartrite
LEVELsoulevel.com.br
Sacroileíte na espondiloartrite: Radiografia simples (Exame inicial clássico, Baixa sensibilidade precoce); Ressonância magnética (Mais sensível na fase inicial, Detecta edema ósseo (osteíte)); Ultrassonografia (Não avalia sacroilíacas (profundas), Uso: periféricas e enteses); HLA-B27 (Marcador genético de risco, Não obrigatório p/ diagnóstico)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A radiografia simples de joelhos não tem qualquer papel na confirmação da sacroileíte. O exame radiográfico relevante seria das articulações sacroilíacas, e mesmo assim com sensibilidade limitada na fase precoce — as alterações estruturais (erosões, esclerose, anquilose) demoram anos para aparecer. A radiografia de joelhos poderia avaliar a artrite periférica, mas não a sacroileíte, que é o achado central do caso.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O FAN (fator antinuclear) é um marcador de autoimunidade, utilizado na investigação de lúpus eritematoso sistêmico e outras doenças do colágeno. Não faz parte dos critérios diagnósticos ou de classificação das espondiloartrites. A positividade do FAN não é necessária — nem útil — para classificar a espondilite anquilosante.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A ressonância magnética é, de fato, o exame mais sensível para a detecção precoce da sacroileíte. Ela identifica a inflamação ativa — edema da medula óssea subcondral (osteíte), sinovite, capsulite e entesite — antes que as alterações estruturais se tornem visíveis na radiografia. No caso descrito, a RM já evidenciou sacroileíte ativa bilateral, confirmando o diagnóstico precocemente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ultrassonografia não é o método de escolha para avaliar as articulações sacroilíacas. Por serem articulações profundas, cobertas por grande massa muscular e óssea, a US não consegue visualizá-las adequadamente. Seu papel limita-se a articulações periféricas e enteses superficiais (como tendões e bursas). O método de escolha para sacroileíte é a ressonância magnética.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O HLA-B27 é um marcador genético fortemente associado à espondiloartrite axial, mas não é obrigatório para a classificação da doença. Sua ausência não exclui o diagnóstico, e sua presença isolada não o confirma. O diagnóstico é clínico, apoiado por imagem e, quando disponível, pelo HLA-B27 — que funciona como um dado adicional, não como critério obrigatório.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o papel de cada exame. O candidato pode achar que a radiografia é suficiente (é o exame inicial, mas pouco sensível na fase precoce) ou que o HLA-B27 é obrigatório (é um marcador de risco, não um critério). A chave é lembrar: RM = detecção precoce; radiografia = fase tardia; HLA-B27 = fator de risco, não diagnóstico.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de espondiloartrite, monte mentalmente a tríade: (1) dor lombar inflamatória (melhora com movimento, piora com repouso), (2) rigidez matinal prolongada, (3) sacroileíte à imagem. Quando a banca perguntar sobre o melhor exame para diagnóstico precoce, a resposta é sempre ressonância magnética.

Gabarito: letra C — a ressonância magnética é o exame mais sensível para a detecção precoce da sacroileíte.

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