Questão de Não definido — Geral — INSTITUTO AOCP 2026
Não definidoGeral
- Código
- qg729620
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- UNIRIO
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Área: Geriatra
Idosa de 91 anos, portadora de síndrome da fragilidade e sarcopenia, demência avançada, evoluiu com diarreia crônica, sem melhora após ajuste de dieta (retirou lactose). Evacua 3 vezes ao dia, fezes líquidas, nega sangramentos visíveis. Já realizou diversos exames de fezes e sangue com o médico gastroenterologista, e a filha diz que todos sempre estão normais. Nunca fez colonoscopia. Antecedente de hipertensão, infarto agudo do miocárdio prévio, fibrilação atrial, insuficiência cardíaca.Considerando a funcionalidade e o prognóstico da paciente, qual é a melhor abordagem?
- AProsseguir investigação diagnóstica com colonoscopia, pois diarreia crônica em idosos deve sempre ser elucidada, independentemente de funcionalidade, para não perder diagnósticos potencialmente tratáveis, bem como evitar desidratação e internações desnecessárias.
- BOrientar restrições dietéticas ampliadas (glúten, gorduras, fibras insolúveis), pois ajustes alimentares progressivos são a principal estratégia em diarreia crônica no idoso frágil.
- CRevisão rigorosa de medicamentos que possam causar diarreia (ex.: inibidores de bomba, laxativos, metformina), otimização da hidratação, iniciar probióticos e enzimas digestivas de forma empírica, por serem estratégias de baixo risco e potencial benefício, solicitar pesquisa de sangue oculto nas fezes e, somente se positiva, realizar colonoscopia para investigação.
- DOptar por abordagem centrada em conforto e controle de sintomas, incluindo: revisão rigorosa de medicamentos que possam causar diarreia (ex.: inibidores de bomba, laxativos, metformina), otimização da hidratação, cuidado perineal e uso criterioso de agentes antidiarreicos como loperamida após descartar sinais de alarme. Evitar exames invasivos que não mudariam conduta no contexto de demência avançada e fragilidade extrema.
- EIntroduzir nutrição enteral por sonda para estabilizar o padrão das fezes e garantir aporte adequado, uma vez que o quadro de sarcopenia sugere risco nutricional elevado.