Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita gramatical e/ou semanticamente INCORRETA para o excerto “Essa coxinha me embrulhou o estômago!”.
AMeu estômago está embrulhado por causa dessa coxinha.
BEsta coxinha me embrulhou o estômago!
CMeu estômago embrulhou-se com essa coxinha!
DEssa coxinha embrulhou-me o estômago!
EEssa coxinha embrulhou meu estômago!
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GabaritoC — Meu estômago embrulhou-se com essa coxinha!
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Reescrita de frases: o que muda e o que se preserva
Gabarito: letra C. A única reescrita gramatical e/ou semanticamente INCORRETA é a da alternativa C, porque nela o pronome "se" foi empregado como partícula apassivadora, mas o verbo "embrulhar" não admite voz passiva nesse contexto — o sujeito "meu estômago" não é paciente da ação, e a frase resultante é agramatical e semanticamente estranha. As demais alternativas preservam o sentido original e obedecem à norma culta.
O comando pede que você identifique a reescrita incorreta — ou seja, a que não mantém a correção gramatical e/ou o sentido do excerto original. Isso muda a estratégia: em vez de procurar a paráfrase perfeita, você deve testar cada alternativa contra dois critérios: (1) a gramática da norma culta e (2) a equivalência semântica com a frase-base. A alternativa que falhar em qualquer um dos dois é a resposta.
O excerto original é: "Essa coxinha me embrulhou o estômago!". A estrutura é clara: sujeito (essa coxinha) + verbo transitivo direto (embrulhou) + objeto direto (o estômago) + pronome oblíquo "me" (objeto indireto, indicando a quem afetou). O sentido é: a coxinha causou um mal-estar estomacal em mim. Toda reescrita correta deve manter esse núcleo: a coxinha como agente, o estômago como paciente e o "me" como o afetado.
A técnica central aqui é reconhecer a voz passiva sintética (com o pronome "se") e saber quando ela é possível. A passiva sintética exige que o verbo seja transitivo direto e que o sujeito seja paciente — ou seja, que sofra a ação. Em "embrulhou-se o estômago", o sujeito "o estômago" seria paciente, mas o verbo "embrulhar" não aceita essa construção passiva nesse sentido figurado ("embrulhar o estômago" = causar náusea). A forma correta seria "embrulhou-se o estômago"? Não: o correto é "o estômago embrulhou" (intransitivo) ou "meu estômago embrulhou" — sem o "se". Por isso a alternativa C, ao acrescentar o "se", cria uma construção agramatical.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre voz passiva sintética e voz ativa. Em "Meu estômago embrulhou-se com essa coxinha", o "se" é apassivador, mas o verbo não admite passiva nesse contexto — o sujeito não é paciente. É uma armadilha clássica de reescrita: trocar a estrutura sem verificar se o verbo aceita a nova voz.
Reescrita de frases
1Critérios de avaliação
Gramática (norma culta)
Equivalência semântica
2Voz passiva sintética (com "se")
Exige verbo transitivo direto
Exige sujeito paciente
"Embrulhar" não admite nesse sentido
3Estratégia de resolução
Testar cada alternativa
Verificar papéis semânticos
Quem age
Quem sofre
Quem é afetado
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Alternativa A — ✅ Correta
Meu estômago está embrulhado por causa dessa coxinha.
Esta reescrita é correta e semanticamente equivalente. Ela transforma a ação verbal em um estado ("está embrulhado") e explicita a causa ("por causa dessa coxinha"). O sentido permanece: a coxinha causou o mal-estar estomacal. Gramaticalmente, está impecável: sujeito + verbo de ligação + predicativo + adjunto adverbial de causa. Não há erro.
Alternativa B — ✅ Correta
Esta coxinha me embrulhou o estômago!
Esta é praticamente uma repetição do original, apenas trocando o pronome demonstrativo "essa" por "esta". A troca é válida e não altera o sentido — ambos indicam a coxinha em questão. A estrutura sintática é idêntica à original, portanto correta.
Alternativa C — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
Meu estômago embrulhou-se com essa coxinha!
Aqui está o erro. O pronome "se" foi usado como partícula apassivadora, mas o verbo "embrulhar" não admite voz passiva nesse contexto. Na frase original, "embrulhou" é transitivo direto com sujeito agente (a coxinha). Ao transformar em "embrulhou-se", o sujeito "meu estômago" passaria a ser paciente, o que é semanticamente impossível — o estômago não é "embrulhado" pela coxinha; ele simplesmente "embrulha" (intransitivo) como reação. A construção correta seria "Meu estômago embrulhou com essa coxinha" (sem o "se"). Portanto, a alternativa C é agramatical e semanticamente estranha.
Alternativa D — ✅ Correta
Essa coxinha embrulhou-me o estômago!
Esta é uma variação de colocação pronominal: em vez de próclise ("me embrulhou"), usa ênclise ("embrulhou-me"). Ambas são corretas na norma culta — a ênclise é até preferida em início de frase. O sentido é idêntico ao original. Correta.
Alternativa E — ✅ Correta
Essa coxinha embrulhou meu estômago!
Aqui o pronome oblíquo "me" foi substituído pelo possessivo "meu" antes do objeto direto. A mudança é válida: "me embrulhou o estômago" equivale a "embrulhou meu estômago". O sentido é preservado e a gramática está correta. Correta.
PEGA ESSA DICA!
Ao reescrever frases, teste sempre se a nova estrutura mantém os papéis semânticos (quem age, quem sofre, quem é afetado). Se a reescrita mudar esses papéis, o sentido mudou — e a alternativa provavelmente está errada.
Conclusão: a única reescrita incorreta é a letra C, pois o uso do "se" apassivador com o verbo "embrulhar" nesse contexto é agramatical e altera o sentido. As demais alternativas são paráfrases válidas. Gabarito: letra C.