Questão de Farmácia — Farmacovigilância — IV - UFG 2026
FarmáciaFarmacovigilância
- Código
- qg732823
- Banca
- IV - UFG
- Órgão
- UFSCAR
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Farmacêutico/Bioquímico
Leia o caso a seguir.Durante uma campanha de vacinação em unidade básica, circulam vídeos mostrando pessoas com tremores, choro, tontura e quedas logo após a aplicação. O serviço recebe notificações espontâneas com descrições heterogêneas e horários próximos ao ato vacinal. Uma análise inicial indica concentração de episódios no período de maior fila e calor, com parte dos casos ocorrendo na sala de espera. A coordenação pede um texto para o público e um informe para profissionais, com linguagem acessível e preservando a utilidade do sistema de notificação.Considerando a divulgação científica aplicada à farmacovigilância, qual abordagem é adequada para diferenciar eventos adversos pós-vacinação, eventos coincidentes e eventos de estresse/ansiedade, sem comprometer a transparência?
- AApresentar os eventos como “suspeitas em avaliação”, explicar a diferença entre associação temporal e plausibilidade clínica, descrever o fluxo de triagem e classificação, orientar sinais de alerta que demandam avaliação, e informar medidas operacionais para reduzir síncope e respostas vasovagais na observação pós-vacina.
- BDivulgar um panorama com percentuais por tipo de evento, relacionar a frequência à cobertura vacinal atingida, explicar que notificações são monitoradas continuamente e orientar observação pós-vacina com hidratação e ambiente ventilado como medida de redução de ocorrências.
- CComunicar que a investigação utiliza critérios padronizados de causalidade e que eventos de estresse/ansiedade fazem parte do monitoramento, recomendando que esses relatos sejam registrados em formulário simplificado para preservar a capacidade do sistema de focar eventos de maior gravidade.
- DInformar que parte dos relatos é compatível com resposta vasovagal e que também existem eventos coincidentes por doenças circulantes, recomendar observação clínica por 48h após a vacinação e orientar que a comunicação pública destaque o número de casos avaliados como “sem relação causal provável”.