Questão de Auditoria Governamental — Processo de Auditoria — Instituto Access 2026
Auditoria Governamental›Processo de Auditoria
Código
qg734955
Banca
Instituto Access
Órgão
CRM-PA
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Controle Interno
Um auditor interno identifica uma falha grave na segregação de funções no setor de tesouraria de uma autarquia pública. Ao redigir a recomendação, ele busca aplicar o conceito de linguagem objetiva. Sobre a forma correta de fornecer essa informação para garantir a eficácia da ação corretiva, assinale a alternativa correta.
AAs orientações devem ser transmitidas com termos jurídicos arcaicos, pois a formalidade da linguagem é o único fator que confere validade legal às recomendações emitidas pelo controle interno.
BO relatório deve utilizar linguagem vaga e generalista para evitar que o gestor se sinta pessoalmente responsabilizado, permitindo que a tesouraria decida o momento mais adequado para alterar seus processos.
CA informação deve descrever com clareza a deficiência encontrada, citar o risco específico de fraude e prescrever a ação imediata necessária de forma direta, garantindo que o gestor compreenda exatamente o desvio e a solução esperada.
DO fornecimento de informações às áreas deve evitar a objetividade quando se tratar de falhas cometidas por membros da alta diretoria, visando proteger a imagem institucional perante terceiros.
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GabaritoC — A informação deve descrever com clareza a deficiência encontrada, citar o risco específico de fraude e prescrever a ação imediata necessária de forma direta, garantindo que o gestor compreenda exatamente o desvio e a solução esperada.
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Linguagem objetiva na comunicação de auditoria interna
Gabarito: letra C. A alternativa C descreve corretamente a aplicação da linguagem objetiva: clareza na descrição da deficiência, menção ao risco específico (fraude) e prescrição direta da ação. Esse padrão está alinhado com o princípio de que os relatórios de auditoria devem ser claros e compreensíveis, conforme exemplificado no art. 53, §3º, II da Lei 14.133/2021, que exige "linguagem simples e compreensível e de forma clara e objetiva" para manifestações técnicas — princípio análogo às comunicações do auditor interno (NBC TA 265).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o uso de termos jurídicos arcaicos é indispensável para validade legal. A validade legal da recomendação decorre da autoridade do auditor e do procedimento formal, não da linguagem rebuscada. Pelo contrário, a comunicação deve ser objetiva e acessível para garantir a compreensão e a efetividade da ação corretiva.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Propõe linguagem vaga e generalista, o que compromete a eficácia da recomendação. O auditor deve ser direto e específico, evitando ambiguidades que possam postergar ou distorcer a correção da falha. A segregação de funções é um risco grave que exige ação imediata, não deliberação da tesouraria sobre o momento.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reflete exatamente o conceito de linguagem objetiva: (1) descreve claramente a deficiência, (2) cita o risco específico (fraude), e (3) prescreve ação imediata e direta. Essa abordagem garante que o gestor compreenda o desvio e a solução esperada, aumentando a efetividade da auditoria.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Defende evitar objetividade quando a falha envolve alta diretoria para proteger a imagem institucional. Isso contraria o dever do auditor de relatar imparcialmente os achados, independentemente da hierarquia. A objetividade é essencial para a credibilidade do controle interno e para a correção efetiva dos problemas.
SE LIGUE NESSA!
A questão testa a aplicação do princípio da objetividade na comunicação de auditoria. Embora o trecho da Lei 14.133/2021 refira-se ao parecer jurídico, o mesmo padrão de clareza e objetividade é exigido nas recomendações de auditoria, conforme normas profissionais (NBC TA 265).