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Questão de Geografia — Geografia Econômica — Instituto Access 2026

GeografiaGeografia Econômica
Código
qg738962
Banca
Instituto Access
Órgão
Prefeitura de Planaltina - GO
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor de Geografia
Após a crise financeira global de 2008, o capitalismo internacional entrou em um período de instabilidade prolongada, posteriormente intensificado por eventos como a guerra comercial EUA−China, a pandemia de COVID-19, a ruptura parcial de cadeias globais de valor, pressões inflacionárias pÛs-2021, crise energética na Europa e crescimento de movimentos nacional-protecionistas. Esse contexto expôs fragilidades do paradigma neoliberal globalizante, ao mesmo tempo em que ampliou o papel do Estado em economias centrais ó seja via resgates bancários, pacotes fiscais trilionários, subsídios industriais estratégicos ou tentativas de "re-onshoring" produtivo.Uma geógrafa econômica que estuda fluxos do comércio internacional observou que, no início da década de 2020, enquanto o discurso político em alguns países defendia "excessiva desglobalização", na prática o mundo experimentava uma reregionalização seletiva da globalização: a integração de mercados não cessava, mas tornava-se mais segmentada, tecnológica, disputada e politicamente condicionada, com uma crescente divisão entre redes de alto valor agregado (semicondutores, IA, defesa, energia limpa) e redes primário-exportadoras dependentes de infraestrutura logística tradicional. A partir desse cenário, qual alternativa apresenta a interpretação correta e coerente sobre a crise do capitalismo global no início do século XXI e suas implicações territoriais?
  1. AA crise do capitalismo internacional intensificou uma reorganização espacial desigual da globalização, na qual Estados centrais expandiram intervenção estratégica, a circulação econômica tornou-se seletiva e reconfigurações logísticas e tecnológicas aprofundaram a divisão territorial entre regiões de comando informacional, zonas manufatureiras reorientadas e periferias exportadoras primárias.
  2. BO início do século XXI revelou fragilidades do capitalismo neoliberal, mas o bloco econômico liderado pelos EUA conseguiu desvincular-se completamente da dependência manufatureira asiática, tornando a reindustrialização norte-americana e europeia projetos amplamente concluídos e territorialmente homogêneos.
  3. CA financeirização da economia global perdeu relevância após 2008, pois o capital especulativo foi amplamente substituído por investimentos produtivos industriais locais, o que reduziu a volatilidade territorial do capitalismo e estabilizou as hierarquias econômicas entre centro e periferia.
  4. DA crise do capitalismo global representou um colapso definitivo da globalização, substituído por um modelo econômico multipolar desconectado, no qual as cadeias produtivas deixaram de operar em redes integradas e os Estados reduziram sua intervenção direta nos fluxos econômicos.
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GabaritoA — A crise do capitalismo internacional intensificou uma reorganização espacial desigual da globalização, na qual Estados centrais expandiram intervenção estratégica, a circulação econômica tornou-se seletiva e reconfigurações logísticas e tecnológicas aprofundaram a divisão territorial entre regiões de comando informacional, zonas manufatureiras reorientadas e periferias exportadoras primárias.

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