Questão de Português — Interpretação de Textos — Instituto Consulplan 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
qg740417
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
Câmara de Venda Nova do Imigrante - ES
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Interno
No desenvolvimento do texto, a coesão e a coerência são garantidas por meio de diversos recursos linguísticos que reiteram a tese do narrador. Analise o emprego dos elementos destacados nos seguintes fragmentos:• “O pior encontro casual da noite ainda é o do homem autobiográfico.” (1º§). • “Nossa maior repulsa, ainda, por quem janta de pijama e deita no sofá, com as crianças em cima.” (2º§). Sobre o papel do termo “ainda” na organização macroestrutural do texto, é correto afirmar que:
AAtua como um marcador temporal, indicando que a opinião do narrador se mantém inalterada desde o início da noite até o seu desfecho.
BEstabelece uma relação de concessão, sugerindo que, apesar de existirem outros encontros ruins, o “homem autobiográfico” seria perdoável.
CServe para restringir o universo de análise do cronista, indicando que sua repulsa se limita apenas aos encontros ocorridos no período noturno.
DOpera como um recurso de coesão sequencial que introduz uma contradição lógica entre o comportamento público e o privado do personagem.
EFunciona como um elemento de reiteração enfática que, ao final do texto, estabelece uma gradação na escala de valores negativos apresentada pelo autor.
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GabaritoE — Funciona como um elemento de reiteração enfática que, ao final do texto, estabelece uma gradação na escala de valores negativos apresentada pelo autor.
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SE LIGUE NESSA!
Esta questão depende de um texto-base que não foi disponibilizado. A análise a seguir baseia-se exclusivamente nos fragmentos fornecidos e no emprego típico do termo "ainda" em textos argumentativos. O veredito adota o gabarito oficial (E) como referência, mas a confiança é reduzida pela ausência do contexto completo do texto.
Papel do "ainda" na coesão macroestrutural
Gabarito: letra E. O termo "ainda" funciona como elemento de reiteração enfática que contribui para uma gradação de valores negativos, somando exemplos ruins em uma escala. Essa interpretação é a única compatível com os dois fragmentos e com a função de "ainda" como marcador de adição/ênfase cumulativa. As demais alternativas ou extrapolam, ou contradizem o sentido dos trechos.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação (marcador temporal). O "ainda" nos fragmentos não indica continuidade temporal ("ainda hoje", "ainda agora"), mas sim uma ênfase na permanência de um juízo negativo. No primeiro trecho, "ainda é o do homem autobiográfico" não informa que a opinião se mantém desde o início da noite; apenas reitera que, na escala de encontros ruins, esse continua sendo o pior. A alternativa cria um sentido temporal que não está ancorado no texto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito (concessão inexistente). Para haver concessão, seria necessário um contraste do tipo "embora existam outros encontros ruins, o homem autobiográfico seria perdoável". O texto, porém, afirma justamente o contrário: o homem autobiográfico é o pior encontro. O "ainda" não introduz ressalva; ele reforça a negatividade. A alternativa B contradiz o fragmento.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: restrição indevida (generalização). A alternativa afirma que "ainda" restringe o universo de análise ao período noturno. O fragmento menciona "encontro casual da noite", mas isso é circunstância do exemplo, não função do termo "ainda". "Ainda" não delimita tempo; ele opera no eixo da avaliação (reiteração). A restrição ao noturno é um recorte que o texto até faz, mas não é papel do "ainda".
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto (falsa contradição). A alternativa sugere que "ainda" introduz contradição entre comportamento público e privado. Nada nos fragmentos indica oposição. O segundo exemplo (jantar de pijama) pode sugerir um comportamento privado, mas o "ainda" não opera uma contradição lógica; ele apenas enumera mais um item na lista de repulsas. A banca tenta projetar uma relação que não se sustenta.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Justificativa: reiteração enfática com gradação. Nos dois fragmentos, "ainda" aparece em contextos de avaliação negativa: "o pior encontro... ainda é" // "nossa maior repulsa, ainda, por quem...". O termo funciona como um marcador de ênfase cumulativa: em vez de indicar tempo ou concessão, ele sinaliza que aquele item se soma a outros (implícitos no texto completo) em uma escala crescente de valores negativos. A própria construção "pior... ainda" e "maior repulsa... ainda" revela a gradação. A alternativa E capta exatamente esse papel macroestrutural.
PEGA ESSA DICA!
Em palavras como "ainda", "mesmo", "até", desconfie de interpretações temporais ou concessivas automáticas. Verifique se o termo está numa sequência enumerativa ou de reforço — aí ele assume valor de adição/ênfase.
Conclusão: O gabarito é a letra E. As demais alternativas falham por impor sentidos não autorizados pelos fragmentos (temporal, concessivo, restritivo, contraditório). Na prova, com o texto original, bastaria confirmar se "ainda" aparece ao longo de uma sequência de exemplos negativos — o que o gabarito oficial já sinaliza.