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Questão de Português — Interpretação de Textos — Instituto Consulplan 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg740419
Banca
Instituto Consulplan
Órgão
Câmara de Venda Nova do Imigrante - ES
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Interno
No 1º§, o narrador utiliza o termo “homem autobiográfico” para definir o seu interlocutor indesejado. A partir da leitura integral do texto, depreende-se que esse rótulo é empregado para caracterizar um tipo humano que:
  1. AApresenta uma trajetória de vida marcante, cujos detalhes justificam o interesse público.
  2. BConfunde a relevância de sua individualidade com a trivialidade repetitiva de seus hábitos cotidianos.
  3. CUtiliza a narrativa de si mesmo como uma estratégia de resistência contra a impessoalidade dos encontros casuais.
  4. DMesmo que condenada pelo narrador, manifesta uma consciência crítica aguçada ao analisar a própria rotina sob uma perspectiva sociológica.
  5. EBusca estabelecer, ainda que de forma malsucedida, uma conexão empática com o ouvinte por meio da exposição de suas vulnerabilidades domésticas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Confunde a relevância de sua individualidade com a trivialidade repetitiva de seus hábitos cotidianos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O que significa "homem autobiográfico"?

Gabarito: letra B. O narrador usa o termo "homem autobiográfico" para rotular alguém que narra sua própria vida com detalhes banais, confundindo a importância de sua individualidade com a trivialidade repetitiva de seus hábitos cotidianos — exatamente o que a alternativa B afirma.

A resposta mora no texto: o narrador ironiza cada fala do interlocutor indesejado — "bom chuveiro", "café reforçado", "mudo camisa e cueca todo dia" — e conclui que se trata do "retrato perfeito do cretino nacional". O personagem não tem uma vida marcante; ele apenas desfia uma rotina corriqueira como se fosse extraordinária. Assim, confunde relevância com banalidade.

"Chega, senta e começa a crônica de si mesmo: 'Acordo às sete da manhã e a primeira coisa que faço é tomar o meu bom chuveiro'. ... E vai por aí contando sua vidinha, que termina, melancolicamente, com esta frase: 'À noite, eu sou da família!'. Bonito!"

A ironia do "Bonito!" e as exclamações de repulsa deixam claro que o narrador considera essa autobiografia tão desinteressante quanto pretensiosa.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Diz que o homem tem "trajetória de vida marcante" com "interesse público". O texto prova o contrário: a vida dele é descrita como "vidinha" e ele é chamado de "cretino nacional". A banca extrapola — atribui ao personagem uma qualidade que o texto nega ou ridiculariza.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como mostrado, o texto inteiro é a demonstração de que o homem autobiográfico trata hábitos comezinhos (tomar banho, ler jornal, trocar de cueca) como se fossem feitos relevantes. O erro dele é justamente confundir a própria individualidade com a trivialidade repetitiva.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a narrativa de si mesmo é "estratégia de resistência contra a impessoalidade". O texto não sugere isso; o narrador vê o comportamento como mera exibição de vaidade, não como resistência. Extrapolação de um sentido político ou social ausente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que o personagem tem "consciência crítica aguçada" e analisa a rotina sob "perspectiva sociológica". Pelo contrário, ele é ingênuo e banal — não há qualquer análise crítica. A alternativa acrescenta opinião que contraria o tom debochado do texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sugere que ele busca "conexão empática" expondo "vulnerabilidades domésticas". O personagem fala de sua rotina com orgulho, não com vulnerabilidade. O narrador o acusa de ser "melancólico" e "banal", mas não de ter intenção empática. Tangencia o tema.

Conclusão: A única alternativa que descreve exatamente o que o texto mostra é a B: o homem autobiográfico supervaloriza sua rotina trivial.

Gabarito: letra B

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