Questão de Antropologia — Sistemas Religiosos - Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e consumo — Instituto Ágata 2026
AntropologiaSistemas Religiosos - Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e consumo
- Código
- qg749587
- Banca
- Instituto Ágata
- Órgão
- Prefeitura de Macapá - AP
- Ano
- 2026
- Nível
- Médio
- Cargo
- Agente Municipal de Trânsito
A preponderância do Candomblé, em certos casos, vai diluindo, apagando mesmo, as outras práticas, sobretudo em locais e situações onde elas não possuíam grande vigor. Creio que a Pajelança pode exemplificar isso. Verificou-se no transcorrer da pesquisa que seis babalorixás de Macapá iniciaram a vida religiosa pela Cura. Sendo que um destes, pai Marcos Ribeiro Ode Olu Fonnin, descreveu detalhadamente, conforme veremos no prosseguimento deste estudo, todos os procedimentos a que teria se submetido, em Belém, na década de 1980, para se tornar curador ou pajéPEREIRA, Decleoma Lobato. O candomblé no Amapá: história, memória, imigração e hibridismo cultural. Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia da Universidade Federal do Pará. Mestrado em História). Belém, 2008.A prática da pajelança, apresentada no texto como sendo uma das muitas realidades do universo cultural em Macapá, pode ser definida como
- Auma prática religiosa de exclusividade indígena, restrita às aldeias afastadas de centros urbanos, sem qualquer interação com outras manifestações religiosas presentes em Macapá.
- Bum ritual de caráter católico romano, incorporado pela Igreja desde o período colonial como forma oficial de evangelização das populações amazônicas.
- Cuma expressão religiosa popular, marcada por rituais de cura e pelo uso de saberes tradicionais associados à cosmologia indígena e à experiência cotidiana da comunidade.
- Duma prática religiosa extinta desde o período colonial, substituída por cultos cristãos após a urbanização da cidade de Macapá.
- Eum conjunto de rituais de magia ocultas, sem caráter religioso ou simbólico, praticados de forma clandestina e marginal à vida social macapaense.