Questão de Medicina — Cirurgia Geral — Instituto Ágata 2026
MedicinaCirurgia Geral
- Código
- qg749783
- Banca
- Instituto Ágata
- Órgão
- Prefeitura de Terra Santa - PA
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Cirurgião
Em análise de 1.860 casos de paratireoidectomia extraídos do banco NSQIP, observou-se que 86,7% dos procedimentos foram realizados por cirurgiões gerais e 13,3% por otorrinolaringologistas. Pacientes operados por otorrinolaringologistas apresentaram maior tempo operatório mediano (87 min vs. 79 min; p < 0,001), mas em relação a complicações cirúrgicas performaram assim: (OR 1,179; IC 95% 0,751–1,850; p = 0,474), complicações médicas (OR 0,825; IC 95% 0,619–1,099; p = 0,188), mortalidade (OR 0,828; IC 95% 0,353–1,940; p = 0,663), prolongamento da internação (OR 1,001; IC 95% 0,890– 1,126; p = 0,986), reoperação (OR 0,871; IC 95% 0,641–1,183; p = 0,376) ou readmissão (OR 0,851; IC 95% 0,688–1,051; p = 0,134)FONTE: HSIAO, Y.-C. et al. Surgical Subspecialty and Parathyroidectomy Outcomes: A National Analysis. Annals of Surgery, 2025.Com base nesses achados, assinale a alternativa que melhor reflete a interpretação adequada segundo os princípios da Medicina Baseada em Evidências.
- AA predominância de cirurgiões gerais na execução da paratireoidectomia explica de forma causal as menores taxas de complicações, confirmando superioridade técnica dessa especialidade em relação à otorrinolaringologia.
- BO maior tempo operatório entre otorrinolaringologistas deve ser interpretado como clinicamente relevante, já que mesmo uma diferença de minutos representa impacto direto e independente na morbidade dos pacientes.
- COs resultados sugerem que a especialidade cirúrgica define isoladamente o prognóstico, dispensando ajustes por variáveis institucionais, comorbidades ou complexidade dos casos.
- DA ausência de diferenças em complicações comprova que a formação do cirurgião não tem qualquer influência nos desfechos, tornando irrelevante o estudo da especialidade em análises futuras.
- EA análise demonstra diferença no tempo operatório, mas não em desfechos clínicos importantes; tais achados reforçam que a interpretação deve ser ajustada por fatores de confusão, como volume institucional, características dos pacientes e perfil dos serviços.