Questão de Medicina — Gastroenterologia — NUCEPE 2026
MedicinaGastroenterologia
- Código
- qg752817
- Banca
- NUCEPE
- Órgão
- UESPI
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Médica - Coloproctologia - Edital nº 39
Um paciente de 35 anos, do sexo masculino, com histórico prévio de abscesso perianal drenado há 3 meses, retorna ao consultório com queixa de drenagem piossanguinolenta persistente na região perianal. O exame sob anestesia e a ressonância magnética demonstram uma fístula transesfincteriana baixa, sem envolvimento da musculatura puborretal.Considerando-se o manejo e as características das fístulas anorretais, qual das seguintes afirmações sobre esta condição está CORRETA?
- ANa avaliação pré-operatória de fístulas anorretais, a ressonância magnética da pelve é indispensável para todos os casos, pois o ultrassom endoanal é insuficiente para mapear a relação do trajeto com o complexo esfincteriano e, principalmente, para descartar a presença de trajetos secundários.
- BA regra de Goodsall, que correlaciona a localização do orifício externo com o trajeto e orifício interno, não se aplica a fístulas transesfincterianas, sendo válida apenas para fístulas interesfincterianas ou submucosas.
- CO tratamento de escolha para esta fístula é o procedimento de fistulotomia, pois o envolvimento da musculatura esfincteriana externa inferior é tolerável, apresentando alto índice de cura com risco aceitável de incontinência.
- DO uso de seton de corte é reservado apenas para fístulas extraesfincterianas. Em fístulas transesfincterianas, o tratamento ideal deve ser a cirurgia de retalho de avanço, por apresentar taxa de recorrência igual à fistulotomia e risco zero de incontinência.
- EFístulas anorretais de origem criptoglandular são classificadas como de alto risco para degeneração maligna, sendo que o rastreio histopatológico deve ser obrigatório em todas as peças cirúrgicas, independentemente do tempo de evolução.