Questão de Medicina — Cirurgia Geral — NUCEPE 2026
MedicinaCirurgia Geral
- Código
- qg752822
- Banca
- NUCEPE
- Órgão
- UESPI
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Médica - Coloproctologia - Edital nº 39
A deiscência de anastomose colorretal ou coloanal é a complicação mais temida em cirurgia colorretal, associada a elevadas taxas de morbimortalidade e risco aumentado de estoma permanente. Sobre as medidas preventivas, fatores de risco e o manejo inicial desta complicação, assinale a alternativa CORRETA.
- AO fator de risco isolado mais importante para deiscência de anastomose em cirurgia colorretal é a presença de doença de Crohn, e a sua prevenção primária deve ser feita com antibióticos sistêmicos de amplo espectro por 7 dias no pré-operatório.
- BEm caso de deiscência clinicamente evidente (septicemia, peritonite), o manejo de escolha é sempre a reoperação com desmantelamento da anastomose e confecção de um estoma proximal, sendo a drenagem percutânea um tratamento de exceção em casos muito localizados.
- CA construção de um estoma de proteção proximal (ileostomia ou colostomia) não demonstrou reduzir a incidência de deiscência, mas reduz significativamente a morbidade e mortalidade associadas a ela, sendo recomendado em anastomoses de alto risco
- DO fator de risco modificável mais importante relacionado à deiscência é o estado nutricional deficitário do paciente, e a medida mais eficaz para aprimorar a vascularização da anastomose é a liberação completa da artéria mesentérica inferior até sua origem na aorta.
- EUma complicação comum da deiscência é o desenvolvimento de fístula enterocutânea que, se de alto débito (>500 mL/dia), deve ser manejada clinicamente com inibidores da bomba de prótons e dieta zero, reservando a cirurgia de reparo da fístula para casos de baixo débito.