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Questão de Português — Pontuação — Quadrix 2026

PortuguêsPontuação
Código
qg758249
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO - 1ª Região
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Assistente Administrativo
Uso de fones de ouvido deve ser moderado para evitar danos à audição

        Para muitas pessoas, os fones de ouvido são indispensáveis no transporte público, no trabalho, na academia e até mesmo em momentos de lazer. Porém, o uso frequente ou em volume excessivamente elevado pode causar danos à audição.

        De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um bilhão de jovens adultos corre o risco de sofrer perda auditiva permanente e evitável por conta de práticas de escuta inseguras.

        Segundo Augusto Abrahão, otorrinolaringologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, para preservar a saúde auditiva, a recomendação é seguir a regra do 60/60, ou seja, manter o volume abaixo de 60% da capacidade total do dispositivo e não ultrapassar os 60 minutos seguidos. “Após o uso do fone, nosso ouvido leva de 45 a 60 minutos para se recuperar da exposição sonora. Esse período de descanso é fundamental para reduzir riscos de danos às células auditivas”, explica.

        A questão central, de acordo com o médico, não é o dispositivo em si, mas sim o volume e o tempo de exposição. “O principal e mais grave dano é a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR). A exposição contínua a volumes superiores a 85 decibéis (dB), valor que é facilmente atingido em smartphones e players de música, lesiona as células ciliadas da orelha interna”, afirma.

        Essas células são responsáveis por transformar as ondas sonoras em impulsos elétricos que o cérebro interpreta como som. “Quando essas células são lesionadas, não se regeneram, o que torna a perda auditiva permanente”, completa.

        Entre os sintomas causados pelo uso excessivo, estão zumbidos, chiados e sensação de ouvido tapado. Além dos danos auditivos, o uso incorreto dos fones de ouvido pode causar outros problemas. Os modelos intra‑auriculares, que são inseridos diretamente no canal auditivo, podem provocar irritação e facilitar infecções. Por isso, recomenda‑se limpar os fones regularmente e não compartilhar o dispositivo com outras pessoas para evitar a transmissão de micro‑organismos.

        É preciso observar os sinais de alerta que indicam a necessidade de buscar avaliação de um profissional de saúde, como zumbido persistente, dificuldade para entender conversas, necessidade de aumentar muito o volume de dispositivos eletrônicos, sensação de ouvido tapado e dor ou desconforto após a exposição ao som.

Internet:<drauziovarella.uol.com.br>  (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.No período “Os modelos intra‑auriculares, que são inseridos diretamente no canal auditivo, podem provocar irritação e facilitar infecções”, a eliminação da vírgula imediatamente após “intra‑auriculares” converteria a oração subordinada adjetiva explicativa em restritiva sem prejuízo à correção gramatical da sentença.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

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Vírgula e orações adjetivas: explicativa × restritiva

Gabarito: E (Errado). A eliminação da vírgula após “intra‑auriculares” não é possível sem prejuízo à correção gramatical, pois a oração adjetiva é explicativa e se refere a todos os modelos intra‑auriculares, não a um subconjunto. Retirar a vírgula a converteria em restritiva, o que alteraria o sentido e criaria uma ambiguidade — e, no contexto, a restrição não se sustenta, pois o texto fala dos modelos intra‑auriculares como uma classe inteira.

O comando pede um julgamento sobre pontuação e sintaxe: a questão é saber se a vírgula que isola a oração adjetiva é obrigatória ou facultativa. A regra é clara: orações adjetivas explicativas (que acrescentam uma informação sobre todo o conjunto) exigem vírgula; orações restritivas (que selecionam um subconjunto) proíbem vírgula. A troca de uma pela outra muda o sentido — e, em muitos casos, torna a frase inaceitável.

No trecho, a oração “que são inseridos diretamente no canal auditivo” define o que são os modelos intra‑auriculares: é uma característica inerente a todos eles. Não há como “restringir” porque não existe um grupo de intra‑auriculares que não seja inserido no canal. A vírgula é, portanto, obrigatória — retirá‑la quebra a correção gramatical e a lógica do enunciado.

“Os modelos intra‑auriculares, que são inseridos diretamente no canal auditivo, podem provocar irritação e facilitar infecções.”

A passagem mostra que a oração entre vírgulas é uma explicação sobre a natureza dos modelos intra‑auriculares. Sem as vírgulas, a frase passaria a sugerir que apenas alguns modelos intra‑auriculares (os que são inseridos no canal) provocam irritação — o que é ilógico, pois todos o são. A banca testa exatamente esse conhecimento: a vírgula não é um enfeite, é um marcador de função sintática.

A regra que decide

  • Oração adjetiva explicativa: vem entre vírgulas, acrescenta uma informação sobre todo o antecedente. Ex.: “O homem, que é mortal, um dia morre.” (todo homem é mortal).

  • Oração adjetiva restritiva: sem vírgula, restringe o antecedente a um subconjunto. Ex.: “O homem que é mortal um dia morre.” (só os mortais — os imortais não).

A retirada da vírgula converte explicativa em restritiva e altera o sentido. Em muitos casos, como no da questão, a restrição é impossível porque o antecedente é único ou a característica é inerente — retirar a vírgula gera uma frase agramatical ou sem sentido.

Por que a assertiva está errada

A assertiva afirma que a eliminação da vírgula “converteria a oração subordinada adjetiva explicativa em restritiva sem prejuízo à correção gramatical”. Há dois erros:

  1. Há prejuízo gramatical: a frase “Os modelos intra‑auriculares que são inseridos diretamente no canal auditivo podem provocar irritação” é estranha e ambígua — sugere que existem intra‑auriculares que não são inseridos no canal, o que é contraditório.

  2. Há prejuízo de sentido: a oração deixa de explicar todos os modelos e passa a restringir a um grupo — o que não corresponde ao que o texto afirma.

A banca adora essa pegadinha: oferece uma reescrita que parece gramatical, mas que muda o sentido e, no contexto, não se sustenta. A vírgula, aqui, é obrigatória.

Conclusão

A assertiva está errada porque a vírgula que isola a oração adjetiva é obrigatória — retirá‑la altera o sentido e prejudica a correção gramatical. A oração é explicativa e se refere a todos os modelos intra‑auriculares; convertê‑la em restritiva criaria uma contradição com o texto.

1Explicativa
Entre vírgulas
Refere-se a todo o antecedente
Ex.: "O homem, que é mortal, um dia morre."
2Restritiva
Sem vírgula
Restringe a um subconjunto
Ex.: "O homem que é mortal um dia morre."
3Efeito da troca
Altera o sentido
Pode gerar ambiguidade
Pode tornar a frase agramatical
Orações adjetivas
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Orações adjetivas: Explicativa (Entre vírgulas, Refere-se a todo o antecedente, Ex.: "O homem, que é mortal, um dia morre."); Restritiva (Sem vírgula, Restringe a um subconjunto, Ex.: "O homem que é mortal um dia morre."); Efeito da troca (Altera o sentido, Pode gerar ambiguidade, Pode tornar a frase agramatical)

Gabarito: E (Errado).

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