Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2026
- Código
- qg758250
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREFONO - 1ª Região
- Ano
- 2026
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente Administrativo
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A reescrita proposta não preserva a correção gramatical nem o sentido original do período, porque quebra o paralelismo sintático entre as duas orações que compõem o sujeito. No original, o sujeito é uma oração subordinada substantiva subjetiva formada por dois infinitivos coordenados — "limpar os fones regularmente e não compartilhar o dispositivo com outras pessoas". Na reescrita, a primeira parte vira um sujeito nominal ("a limpeza dos fones"), enquanto a segunda continua com verbo no infinitivo ("não compartilhar"), gerando uma estrutura híbrida e incoerente.
A questão pede que você julgue se a reescrita "preservaria a correção gramatical e o sentido original do período". Isso é uma questão de reescritura — não de interpretação de ideias, mas de análise sintática e semântica da transformação. O foco está em dois pontos: (1) a correção gramatical (estrutura sintática válida) e (2) a preservação do sentido (mesma informação, mesma relação lógica).
No texto, o trecho original é:
"Por isso, recomenda‑se limpar os fones regularmente e não compartilhar o dispositivo com outras pessoas"
Aqui, "recomenda-se" é um verbo na voz passiva sintética (com o pronome apassivador "se"), e o sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva: "limpar os fones regularmente e não compartilhar o dispositivo com outras pessoas". Ou seja, o sujeito é composto por duas orações coordenadas entre si, ambas com verbo no infinitivo.
A reescrita proposta é:
"Portanto, é recomendada a limpeza dos fones regularmente e não compartilhar o dispositivo com outras pessoas"
Aqui, "é recomendada" é uma voz passiva analítica, e o sujeito passa a ser o sintagma nominal "a limpeza dos fones regularmente". O problema é que a segunda parte — "e não compartilhar o dispositivo com outras pessoas" — não se encaixa nessa nova estrutura: ela continua sendo uma oração com verbo no infinitivo, mas agora não há mais um verbo "recomenda-se" que a reja como sujeito. O resultado é uma quebra de paralelismo: mistura-se um sujeito nominal com uma oração infinitiva, o que torna o período gramaticalmente incoerente.
A regra de ouro da reescritura é: ao transformar uma estrutura, é preciso manter o paralelismo sintático — ou seja, os elementos coordenados devem ter a mesma natureza gramatical. No original, os dois elementos coordenados são orações reduzidas de infinitivo ("limpar..." e "não compartilhar..."). Na reescrita, o primeiro vira um nome ("a limpeza"), mas o segundo permanece como infinitivo ("não compartilhar"). Essa mistura é o erro central.
Para preservar a correção, a reescrita deveria manter os dois elementos na mesma forma. Por exemplo:
"Portanto, é recomendada a limpeza dos fones regularmente e a não compartilha do dispositivo com outras pessoas" (ambos nominais) — ainda assim, "a não compartilha" soa artificial.
Ou manter ambos como infinitivos: "Portanto, recomenda-se limpar os fones regularmente e não compartilhar o dispositivo com outras pessoas" (que é praticamente o original).
A banca adora essa pegadinha: trocar a voz passiva sintética pela analítica e, no meio do caminho, quebrar o paralelismo. O candidato desatento vê "recomenda-se" virar "é recomendada" e acha que está tudo certo, sem perceber que a segunda oração ficou órfã.
A afirmativa diz que a reescrita "preservaria a correção gramatical e o sentido original do período". Isso é falso.
Erro específico: a reescrita quebra o paralelismo sintático. No original, o sujeito é uma oração composta por dois infinitivos coordenados. Na reescrita, o primeiro elemento vira um nome ("a limpeza"), mas o segundo continua como infinitivo ("não compartilhar"). Essa mistura torna o período gramaticalmente incorreto, pois os elementos coordenados não têm a mesma natureza. Além disso, o sentido se altera sutilmente: no original, a recomendação é sobre duas ações (limpar e não compartilhar); na reescrita, a ênfase recai sobre "a limpeza" como um substantivo, e "não compartilhar" fica solto, sem função clara.
A banca troca a voz passiva sintética pela analítica e, de quebra, quebra o paralelismo. O candidato que só olha para o verbo "recomenda-se" → "é recomendada" acha que está tudo certo, mas esquece de verificar se os elementos coordenados continuam com a mesma forma.
A afirmativa está correta ao dizer que a reescrita não preserva a correção gramatical nem o sentido original.
Por quê: como demonstrado, a reescrita quebra o paralelismo entre os dois elementos do sujeito. No original, ambos são orações reduzidas de infinitivo; na reescrita, um é nome e o outro é infinitivo. Isso gera incoerência estrutural e, portanto, erro gramatical. O sentido também não é plenamente preservado, pois a estrutura híbrida dificulta a compreensão da recomendação.
Em questões de reescrita, sublinhe os elementos coordenados e verifique se eles têm a mesma natureza gramatical (nome + nome, verbo + verbo, oração + oração). Se a banca misturar, é erro.
A reescrita proposta é gramaticalmente incorreta porque quebra o paralelismo sintático entre os dois elementos do sujeito. Portanto, a afirmativa está errada.
Gabarito: letra E.
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