Questão de Português — Tipologia Textual — Quadrix 2026
- Código
- qg758530
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRF-DF
- Ano
- 2026
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente I
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. O texto não é predominantemente injuntivo; ele é dissertativo-argumentativo, pois defende uma tese — a de que o domínio da língua é indispensável à eficiência administrativa — e a sustenta com argumentos. A presença de orientações ao servidor é apenas uma consequência da tese, não a finalidade do texto. Como se lê no 1º parágrafo: "a linguagem utilizada nos atos administrativos ultrapassa a mera função informativa, assumindo papel estratégico na consolidação da legitimidade institucional" — isso é uma afirmação (tese), não uma instrução.
A questão pede para julgar se "predomina no texto a tipologia injuntiva, em razão da presença de orientações ao servidor público". Trata-se de uma questão de tipologia textual e de compreensão global: é preciso identificar a intenção predominante do autor. Lembre-se: a tipologia se define pela intenção comunicativa (conteúdo), não pela forma isolada. O texto pode até conter trechos que lembrem orientações, mas o que predomina é a defesa de um ponto de vista.
O texto tem uma estrutura clara de dissertação argumentativa:
Tese (1º parágrafo): a linguagem nos atos administrativos tem papel estratégico na legitimidade institucional.
Desenvolvimento (2º parágrafo): os desvios linguísticos afetam a interpretação, a segurança jurídica e a comunicação — logo, o servidor precisa de competência leitora e escritora.
Conclusão (3º parágrafo): o domínio da língua é instrumento indispensável à eficiência, transparência e credibilidade.
O autor argumenta o tempo todo: ele não está dando ordens ou instruções passo a passo; está convencendo o leitor de que a língua importa na administração pública. Veja o trecho que prova a tese:
"Dessa forma, o domínio avançado da língua portuguesa configura‑se como instrumento indispensável à eficiência administrativa, à transparência e ao fortalecimento da credibilidade dos conselhos profissionais."
Isso é uma conclusão argumentativa, não uma instrução.
Injuntivo: finalidade de instruir, orientar, prescrever — usa verbos no imperativo ou infinitivo ("faça", "siga", "preencha"). Ex.: manuais, receitas, bulas, leis.
Dissertativo-argumentativo: finalidade de convencer — defende uma tese com argumentos, em 3ª pessoa, com estrutura de introdução/desenvolvimento/conclusão.
O texto em questão não traz comandos diretos ao leitor. Ele afirma e justifica. A menção ao servidor público é o tema, não a finalidade. A banca tentou fazer o candidato confundir "falar sobre o servidor" com "instruir o servidor".
A assertiva afirma que predomina a tipologia injuntiva em razão da presença de orientações ao servidor público. Há dois erros:
Não há orientações no sentido injuntivo — não há verbos no imperativo nem sequência de passos a seguir.
A tipologia predominante é a argumentativa, pois o texto defende uma tese e a sustenta com argumentos.
Portanto, a assertiva está errada.
A questão testa a capacidade de identificar a intenção predominante do texto. O texto é dissertativo-argumentativo, não injuntivo. A presença do tema "servidor público" não transforma o texto em instrucional. Gabarito: ERRADO.
Para identificar a tipologia, pergunte: "qual é a intenção do autor?" Se ele quer convencer, é argumentativo; se quer ensinar a fazer algo, é injuntivo. Não se deixe enganar pelo assunto — o que importa é a finalidade.
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