Questão de Redes de Computadores — NAT (Network Address Translation) — Quadrix 2026
- Código
- qg758564
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRF-PR
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Sistemas
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ❌ ERRADO. No NAT dinâmico com PAT (Port Address Translation), vários hosts internos compartilham um único endereço IP público, e a distinção entre as conexões é feita pelo mapeamento das portas TCP/UDP de origem — não pela atribuição de um IP público exclusivo por host. A afirmação do enunciado inverte exatamente o mecanismo central do PAT.
O NAT (Network Address Translation) é a técnica que reescreve os endereços IP de origem dos pacotes que atravessam um roteador ou firewall, permitindo que uma rede interna com endereços privados (como 10.0.0.0/8, 172.16.0.0/12 e 192.168.0.0/16) acesse a Internet. Como esses endereços privados não são roteados na Internet, os pacotes que saem da rede interna precisam carregar um endereço IP público — normalmente o da interface externa do roteador. O problema surge quando a resposta chega: como o roteador sabe para qual host interno entregá-la? É aqui que entra o PAT.
O PAT, também chamado de NAT overloading ou NAPT (Network Address Port Translation), é a variação do NAT que permite que muitos endereços privados sejam traduzidos para um único endereço público, diferenciando as conexões pelas portas TCP/UDP de origem. Quando um host interno inicia uma comunicação, o roteador NAT substitui o endereço IP privado e a porta de origem pelo endereço IP público e uma porta de origem escolhida da tabela de mapeamento. Essa tabela registra a correspondência entre o par (IP privado, porta privada) e o par (IP público, porta pública). Quando a resposta chega, o roteador consulta a tabela, identifica a porta de destino e devolve o pacote ao host interno correto.
A confusão que a banca explora aqui é entre o NAT básico e o PAT. No NAT básico (Basic NAT), cada host interno recebe, de fato, um endereço IP público exclusivo durante a comunicação — mas isso só é viável quando há um pool de endereços públicos disponível, o que não é o caso típico de ambientes corporativos que usam PAT. No PAT, a essência é justamente o compartilhamento de um único IP público por múltiplos hosts, com o mapeamento por portas. O enunciado mistura as duas coisas: afirma que cada host recebe um IP público exclusivo (característica do Basic NAT) e, ao mesmo tempo, diz que isso elimina a necessidade de mapeamento por portas — o que é exatamente o oposto do que o PAT faz.
Na prática, o PAT é a solução mais comum em redes domésticas e corporativas justamente porque economiza endereços IP públicos. Um exemplo: uma empresa com 100 funcionários pode ter apenas um IP público (por exemplo, 200.100.50.10) e todos os 100 hosts internos (com IPs privados 192.168.1.x) compartilham esse único IP. Quando o host 192.168.1.10 acessa um servidor web, o roteador NAT traduz a origem para 200.100.50.10:50000 (uma porta escolhida). Quando o host 192.168.1.20 acessa outro servidor, a origem é traduzida para 200.100.50.10:50001. As portas diferentes é que permitem que as respostas sejam corretamente direcionadas a cada host. Sem o mapeamento por portas, seria impossível distinguir as conexões que compartilham o mesmo IP público.
A pegadinha desta questão está na palavra "obrigatoriamente" e na expressão "eliminando a necessidade de mapeamento por portas". O PAT, por definição, depende do mapeamento por portas TCP/UDP — é isso que o caracteriza. A rastreabilidade direta também não é garantida no PAT, pois o IP público é compartilhado e a identificação do host interno depende da consulta à tabela de mapeamento. Guarde a fronteira entre NAT básico (um IP público por host) e PAT (um IP público compartilhado com mapeamento por portas): é exatamente nela que esta questão se decide.
A afirmação está incorreta porque descreve o funcionamento do NAT básico (Basic NAT) como se fosse o do PAT, e ainda nega o mecanismo que define o PAT. No PAT, vários hosts internos compartilham um único endereço IP público, e a distinção entre as conexões é feita pelo mapeamento das portas TCP/UDP de origem. A rastreabilidade direta por host não existe, pois o IP público é comum a todos; a identificação do host depende da tabela de mapeamento de portas. O enunciado erra ao afirmar que cada host recebe um IP público exclusivo e que o mapeamento por portas é desnecessário — exatamente o contrário do que o PAT faz.
A banca troca o NAT básico pelo PAT. No NAT básico, cada host interno recebe um IP público exclusivo durante a comunicação; no PAT, todos compartilham um único IP público e a diferenciação é feita pelas portas TCP/UDP. O candidato que confunde os dois cai na armadilha de achar que o PAT atribui IPs públicos individuais.
Para não errar, lembre-se: PAT = compartilhamento de IP público + mapeamento por portas. Se a alternativa falar em "IP público exclusivo por host", ela está descrevendo o Basic NAT, não o PAT. Essa distinção é clássica em provas de redes.
Gabarito: ❌ ERRADO.
Link permanente: /questoes/qg758564