Questão de Redes de Computadores — Samba — Quadrix 2026
- Código
- qg758572
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRF-PR
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Sistemas
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmação está incorreta porque o modo standalone server não é o modo obrigatório para integração com domínios Active Directory — muito pelo contrário: para atuar como controlador de domínio AD, o Samba opera no modo domain controller (ou domain member), e não no modo standalone. O modo standalone é justamente o que não participa de domínio algum, servindo apenas como servidor de arquivos/impressão autônomo.
O Samba é uma implementação livre dos protocolos SMB/CIFS, usados para compartilhamento de arquivos e impressoras em redes Windows. Ele pode operar em três modos principais: standalone server, domain member e domain controller. O modo standalone é o mais simples: o servidor gerencia seus próprios usuários e compartilhamentos localmente, sem qualquer vínculo com um domínio. Já a integração com Active Directory exige que o Samba atue como domain member (participando de um domínio AD existente, autenticando usuários no controlador de domínio) ou como domain controller (replicando o papel de um controlador de domínio AD, com autenticação centralizada). Portanto, a premissa da questão — de que o modo standalone é obrigatório para integração com AD — é exatamente o oposto da realidade técnica.
A confusão que a banca explora aqui é inverter o papel dos modos de operação. O candidato que sabe que o Samba pode se integrar ao AD pode ser levado a aceitar a afirmação, mas o modo standalone é justamente o que impede a participação em domínio. Para entender bem: no modo standalone, o Samba não conhece o AD; ele valida credenciais contra seu próprio banco local (via smbpasswd ou tdbsam). No modo domain member, o Samba delega a autenticação ao controlador de domínio AD, permitindo que usuários centralizados acessem os compartilhamentos. No modo domain controller, o próprio Samba exerce o papel de autenticador central, replicando o AD.
Um exemplo prático: imagine uma empresa com um Windows Server rodando o AD. Para que um servidor Linux com Samba compartilhe pastas usando as contas do AD, ele deve ser configurado como domain member — assim, ao acessar o compartilhamento, o usuário é autenticado pelo controlador de domínio. Se o Samba estivesse em modo standalone, ele não consultaria o AD e cada usuário precisaria de uma conta local separada, o que contraria a ideia de autenticação centralizada. Logo, a afirmação de que o modo standalone é obrigatório para integração com AD é tecnicamente falsa.
A pegadinha está em inverter o conceito: o modo standalone é o que não se integra ao AD; a integração exige os modos domain member ou domain controller. Guarde essa distinção — é exatamente nela que esta questão se decide.
A afirmação diz que o modo standalone server é obrigatório para integração com domínios Active Directory e que somente nesse modo é possível autenticar usuários centralizados. Isso é falso por dois motivos: (1) o modo standalone é o que não participa de domínio algum — ele gerencia usuários localmente, sem vínculo com o AD; (2) a autenticação centralizada de usuários do AD é feita nos modos domain member (quando o Samba delega a autenticação ao controlador de domínio) ou domain controller (quando o próprio Samba exerce esse papel). Portanto, o modo standalone é justamente o que impede a integração com AD, e não o que a viabiliza.
A banca inverteu o papel dos modos de operação do Samba. O candidato que sabe que o Samba pode se integrar ao AD pode aceitar a afirmação sem perceber que o modo standalone é o que não participa de domínio. A integração com AD exige os modos domain member ou domain controller — o standalone é o oposto. Com treino, você enxerga essas inversões de longe 💪.
Gabarito: ❌ ERRADO.
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