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Questão de Sistemas Operacionais — Sistemas Operacionais — Quadrix 2026

Sistemas OperacionaisSistemas Operacionais
Código
qg758580
Banca
Quadrix
Órgão
CRF-PR
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista de Sistemas
Quanto à administração de servidores Linux e Windows, julgue os itens a seguir.
Em ambientes Linux Debian e Rocky Linux, a habilitação do SELinux em modo permissivo é considerada uma configuração de hardening equivalente ao modo enforcing, pois ambos aplicam políticas de controle de acesso mandatório (MAC) e bloqueiam execuções não autorizadas de processos no sistema.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

SELinux: modos de operação e hardening

Gabarito: ERRADO. O modo permissivo do SELinux não é equivalente ao modo enforcing: no modo permissivo, as políticas de controle de acesso mandatório (MAC) são carregadas e as violações são registradas em logs, mas não são bloqueadas — o sistema apenas avisa. Já no modo enforcing, as violações são efetivamente bloqueadas. A afirmação do enunciado, portanto, está incorreta ao afirmar que ambos "bloqueiam execuções não autorizadas".

O SELinux (Security-Enhanced Linux) é um mecanismo de controle de acesso mandatório (MAC) desenvolvido pela NSA, que impõe políticas de segurança obrigatórias aos recursos do sistema operacional, como processos, arquivos, portas e outros objetos. Ele opera em três modos distintos, configuráveis no arquivo /etc/selinux/config ou via comando setenforce:

  • Enforcing (aplicando): as políticas são aplicadas e as violações são bloqueadas e registradas. É o modo mais seguro.

  • Permissive (permissivo): as políticas são carregadas e as violações são apenas registradas em logs (como /var/log/audit/audit.log), mas não são bloqueadas. É usado para diagnosticar problemas antes de ativar o modo enforcing.

  • Disabled (desabilitado): o SELinux está desativado e nenhuma política é aplicada.

A diferença crucial entre permissivo e enforcing é exatamente o bloqueio: no permissivo, o sistema apenas "avisa" sobre a violação, mas permite a ação; no enforcing, a ação é negada. Portanto, o modo permissivo não é uma configuração de hardening equivalente ao enforcing, pois não impede execuções não autorizadas — apenas as registra.

Na prática, um administrador que deseja implementar hardening com SELinux deve configurá-lo em modo enforcing, pois é o único que efetivamente bloqueia as ações não autorizadas. O modo permissivo é uma ferramenta de transição/diagnóstico, não um estado final de segurança.

A banca explora a confusão entre os modos permissivo e enforcing, apresentando-os como equivalentes quando não são. O candidato que conhece a diferença entre "registrar" e "bloquear" identifica o erro imediatamente.

Modo SELinux

Aplica políticas MAC

Bloqueia violações

Registra violações em log

Uso típico

Enforcing

Sim

Sim

Sim

Estado final de hardening

Permissive

Sim

Não

Sim

Diagnóstico/transição

Disabled

Não

Não

Não

SELinux desativado

1Enforcing
Aplica políticas
Bloqueia violações
2Permissive
Aplica políticas
Registra violações
Não bloqueia
3Disabled
Nenhuma política aplicada
SELinux
LEVELsoulevel.com.br
SELinux: Enforcing (Aplica políticas, Bloqueia violações); Permissive (Aplica políticas, Registra violações, Não bloqueia); Disabled (Nenhuma política aplicada)

Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

A afirmação está errada. O modo permissivo do SELinux não bloqueia execuções não autorizadas; ele apenas registra as violações em logs. O modo enforcing é o que efetivamente bloqueia. Portanto, não são equivalentes em termos de hardening. O enunciado erra ao afirmar que "ambos aplicam políticas de controle de acesso mandatório (MAC) e bloqueiam execuções não autorizadas de processos no sistema" — o modo permissivo aplica as políticas, mas não as impõe (não bloqueia).

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o efeito do modo permissivo pelo do enforcing. No permissivo, o SELinux registra as violações; no enforcing, ele bloqueia. O candidato que memoriza apenas que "permissivo é mais fraco" pode errar se não souber exatamente o que muda: o bloqueio. Lembre-se: permissivo = log, enforcing = bloqueio.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre SELinux, decore a tríade: Enforcing (bloqueia), Permissive (registra, não bloqueia), Disabled (desativado). O modo permissivo é sempre uma etapa de diagnóstico, nunca um estado final de hardening.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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