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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2026

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
qg758641
Banca
Quadrix
Órgão
CRF-PR
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista de Sistemas

    O conhecimento geral sobre medicamentos é importante para a saúde pública, a prática clínica e a promoção da segurança do paciente. Frequentemente referido na literatura da área como alfabetização medicamentosa (medication literacy), esse conhecimento transcende a simples identificação de nomes farmacêuticos: envolve a capacidade de entender, interpretar, avaliar e aplicar corretamente informações referentes a medicamentos em contextos reais de uso, incluindo habilidades funcionais (como ler rótulos e bulas), comunicativas e críticas (como avaliar fontes de informação) e competências numéricas (para calcular dosagens ou horários).        
     Evidências científicas mostram que baixos níveis de literacia em medicamentos estão associados a resultados de saúde piores e a desfechos clínicos negativos, já que grande parte de pacientes desconhece os nomes genéricos ou a finalidade de seus medicamentos. Indivíduos com pouco conhecimento sobre seus tratamentos tendem a apresentar adesão terapêutica reduzida, maior risco de eventos adversos e menor controle de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e outras comorbidades comuns em populações envelhecidas. Esses efeitos negativos se dão porque o entendimento inadequado do regime medicamentoso compromete a capacidade de seguir orientações terapêuticas corretamente e de reconhecer sinais de alerta de complicações.     
 
    Quando os pacientes compreendem por que um medicamento foi prescrito, qual sua função e quais são os possíveis efeitos colaterais, eles adquirem maior autonomia e podem participar, de forma mais ativa, nas decisões de cuidado, dialogar com profissionais de saúde e evitar práticas de risco, como automedicação ou descontinuação irregular de tratamento.        
     A formação de médicos, farmacêuticos, enfermeiros e demais profissionais inclui, cada vez mais, competências relacionadas à adesão medicamentosa e comunicação efetiva acerca de tratamentos, uma vez que esses conhecimentos impactam diretamente a prática clínica e a promoção do uso racional de medicamentos. Nesse sentido, a presença de farmacêuticos e programas educativos nas unidades de saúde é uma estratégia comprovada para elevar o conhecimento medicamentoso da população, proporcionando não apenas informações precisas sobre medicamentos genéricos e prescritos, mas também orientações relativas ao uso racional e à prevenção de problemas como resistência antimicrobiana e interações medicamentosas.
    Em suma, o conhecimento sobre medicamentos é um componente essencial da saúde contemporânea, sustentado por evidências científicas que demonstram sua relação com melhores desfechos clínicos, maior segurança terapêutica e maior participação dos pacientes na gestão de sua própria saúde.


Internet: <rsdjournal.org> (com adaptações).

A respeito das ideias do texto, julgue os itens a seguir.No trecho “Quando os pacientes compreendem por que um medicamento foi prescrito, qual sua função e quais são os possíveis efeitos colaterais, eles adquirem maior autonomia”, o termo “autonomia” relaciona‑se diretamente à capacidade do paciente de tomar decisões informadas, e não à ausência de acompanhamento profissional.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Autonomia do paciente: decisão informada, não abandono profissional

Gabarito: letra C (Certo). O item está correto porque o texto associa a "autonomia" do paciente à capacidade de tomar decisões informadas — compreender a prescrição, a função do medicamento e os efeitos colaterais — e não à ausência de acompanhamento profissional. A prova está no trecho: "Quando os pacientes compreendem por que um medicamento foi prescrito, qual sua função e quais são os possíveis efeitos colaterais, eles adquirem maior autonomia e podem participar, de forma mais ativa, nas decisões de cuidado, dialogar com profissionais de saúde e evitar práticas de risco".

O comando: compreensão de ideias, não inferência

O enunciado pede para julgar as ideias do texto — ou seja, é uma questão de compreensão/recorrência: a resposta deve ser uma paráfrase fiel do que está escrito, sem deduções nem acréscimos. O item afirma que "autonomia" se relaciona à capacidade de tomar decisões informadas e não à ausência de acompanhamento profissional. Para resolver, basta localizar a passagem que define o que o autor entende por autonomia e verificar se a afirmação do item coincide com ela.

O texto: a autonomia nasce da compreensão, não do isolamento

O texto defende que o conhecimento sobre medicamentos gera autonomia. No parágrafo-chave, o autor estabelece uma relação de causa e consequência: a compreensão (causa) leva à autonomia e à participação ativa (consequência). Veja o trecho que decide a questão:

"Quando os pacientes compreendem por que um medicamento foi prescrito, qual sua função e quais são os possíveis efeitos colaterais, eles adquirem maior autonomia e podem participar, de forma mais ativa, nas decisões de cuidado, dialogar com profissionais de saúde e evitar práticas de risco, como automedicação ou descontinuação irregular de tratamento."

A autonomia, portanto, é o resultado de entender o tratamento. E o texto é explícito ao dizer que essa autonomia se manifesta no diálogo com profissionais de saúde — ou seja, o paciente autônomo não se afasta do acompanhamento; ele participa mais ativamente das decisões junto com a equipe. A ideia de "ausência de acompanhamento profissional" é uma extrapolação: o texto nunca sugere que autonomia significa agir sozinho ou abandonar o cuidado médico.

A técnica: teste a alternativa contra o texto

A armadilha central desta questão é a extrapolação com um conceito sedutor: muita gente associa "autonomia" a independência total, a "fazer o que quiser sem depender de ninguém". Mas o texto não autoriza essa leitura. O autor define autonomia como participação informada — o paciente que entende o tratamento pode dialogar melhor e decidir com mais consciência, sempre em parceria com os profissionais.

Para acertar, o candidato deve:

  1. Localizar a palavra "autonomia" no texto.

  2. Ler o contexto imediato (antes e depois) para captar o sentido que o autor lhe dá.

  3. Confrontar a definição do item com a do texto: o item diz "decisões informadas" (o texto diz "compreendem... adquirem maior autonomia") e nega "ausência de acompanhamento" (o texto diz "dialogar com profissionais de saúde").

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação é correta porque reproduz com precisão o sentido do texto. O item faz duas afirmações:

  • "autonomia relaciona-se diretamente à capacidade do paciente de tomar decisões informadas" — o texto confirma: a autonomia vem da compreensão ("Quando os pacientes compreendem... eles adquirem maior autonomia").

  • "e não à ausência de acompanhamento profissional" — o texto confirma: o paciente autônomo "pode participar... dialogar com profissionais de saúde". A autonomia pressupõe o acompanhamento, não o exclui.

A alternativa é uma paráfrase — reescritura fiel — do trecho citado, sem acrescentar nem suprimir nada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A afirmação de que o item está errado contradiz o texto. Quem marca "Errado" estaria dizendo que a autonomia não se relaciona a decisões informadas ou que ela implica ausência de acompanhamento — ambas as leituras são refutadas pelo trecho:

"eles adquirem maior autonomia e podem participar, de forma mais ativa, nas decisões de cuidado, dialogar com profissionais de saúde"

A autonomia é consequência da compreensão (decisão informada) e se expressa no diálogo com a equipe de saúde. A alternativa E, portanto, inverte a relação que o texto estabelece.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora o senso comum de que "autonomia" = "independência total". O candidato que traz essa ideia de fora do texto marca "Errado", achando que o paciente autônomo dispensa o médico. Mas o texto define autonomia como participação informada — o oposto do abandono do acompanhamento.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, grife a palavra-chave do item (aqui, "autonomia") e volte ao texto para ver como o autor a define. Se o item diz "e não à ausência de acompanhamento", procure no texto se há alguma passagem que associe autonomia a isolamento — não há; há, sim, a menção ao "diálogo com profissionais de saúde".

Gabarito: letra C (Certo). A resposta mora no texto: autonomia é o resultado da compreensão do tratamento e se manifesta na participação ativa com os profissionais de saúde — nunca na ausência deles.

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