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Questão de Português — Pontuação — Quadrix 2026

PortuguêsPontuação
Código
qg759217
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Técnico de Enfermagem

Texto para a questão.



Exercício físico pode aumentar chance de sobrevivência

de pacientes com câncer, indica pesquisa


    Um programa de exercícios voltado a pacientes com câncer colorretal pode reduzir o risco de morte em um terço, revela um importante estudo internacional.


    Os pesquisadores disseram que “não se trata de uma grande quantidade” de exercícios e que qualquer tipo de atividade física, desde natação até aulas de salsa, já conta pontos positivos.


    Os resultados podem mudar a forma como esse tipo de tumor é tratado em todo o mundo, avaliam especialistas.


    Cientistas já investigam se programas de exercícios também poderiam melhorar a sobrevida de pessoas com outras doenças, como o câncer de mama.


    “Trata-se de uma mudança de mentalidade, de pensar no tratamento como algo que você faz, não apenas algo que você toma”, avalia a pesquisadora Vicky Coyle, da Queen’s University, em Belfast, na Irlanda do Norte.


    No estudo, o programa de exercícios começou logo após a quimioterapia e os pacientes foram acompanhados por anos.


    O objetivo era fazer com que as pessoas praticassem pelo menos o dobro da quantidade de exercícios estabelecida nas diretrizes para a população em geral.


    Isso significa de três a quatro sessões de caminhada rápida por semana, com duração de 45 a 60 minutos, estima a professora Coyle.


    Os participantes também tiveram acesso a sessões semanais de treinamento presencial durante os primeiros seis meses. Posteriormente, esses encontros foram reduzidos a uma vez por mês.


    O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios.


    A outra parcela apenas recebeu folhetos que traziam informações sobre um estilo de vida saudável.


    Os resultados publicados no periódico acadêmico New England Journal of Medicine revelaram que em cinco anos:


    • 80% das pessoas que se exercitaram permaneceram livres do câncer;


    • No grupo que só recebeu os folhetos, essa taxa foi de 74%;


    • Essa diferença representa uma redução de 28% no risco de recidiva ou de formação de um novo tumor;


    • Enquanto isso, oito anos após o início do tratamento contra o câncer;


    • 10% das pessoas no programa de exercícios morreram;


    • No grupo que recebeu os folhetos, essa porcentagem foi de 17%;


    • Essa diferença representa um risco de morte 37% menor na parcela dos voluntários que fez o programa de treinamentos.


Internet: (com adaptações).

Com base na oração “O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios”, assinale a opção correta.
  1. AO termo “que” retoma o substantivo “estudo” e classifica‑se morfologicamente como pronome relativo, sendo responsável por introduzir uma oração subordinada adjetiva.
  2. BO uso das vírgulas é obrigatório, pois se trata de uma oração subordinada adjetiva restritiva introduzida pela conjunção integrante “que”.
  3. CA retirada das vírgulas da referida oração acarreta erro gramatical. No entanto, a semântica continuaria inalterada.
  4. DO emprego das vírgulas nessa construção é considerado facultativo.
  5. EO pronome relativo “que” retoma o substantivo “estudo”, o que exige o uso de vírgulas por se tratar de uma oração adjetiva restritiva sendo responsável por introduzir uma oração subordinada adjetiva explicativa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — O termo “que” retoma o substantivo “estudo” e classifica‑se morfologicamente como pronome relativo, sendo responsável por introduzir uma oração subordinada adjetiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Oração adjetiva explicativa: pronome relativo e vírgulas obrigatórias

Gabarito: letra A. O termo "que" retoma o substantivo "estudo" e é, de fato, um pronome relativo que introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa — por isso as vírgulas são obrigatórias. A alternativa A está correta ao classificar o "que" como pronome relativo e a oração como subordinada adjetiva, ainda que omita a palavra "explicativa"; as demais alternativas erram ao tratar a oração como restritiva, ao afirmar que a retirada das vírgulas não altera o sentido ou ao classificar o "que" como conjunção integrante.

O comando e o que ele pede

A questão pede que você analise a oração "O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios" sob o ponto de vista da classificação morfológica do "que" e da função sintática da oração que ele introduz. É uma questão de gramática aplicada ao texto: você precisa reconhecer o tipo de oração subordinada adjetiva (explicativa ou restritiva) e o efeito das vírgulas.

O texto e a oração em foco

No texto-base, a oração aparece exatamente assim:

"O estudo, que envolveu 889 pacientes, incluiu metade dos voluntários no programa de exercícios."

O substantivo "estudo" é um termo específico e único no contexto — refere-se à pesquisa internacional mencionada. A oração "que envolveu 889 pacientes" não restringe o sentido de "estudo" (não há vários estudos dos quais se escolhe um); ela apenas acrescenta uma informação sobre esse estudo já determinado. Isso caracteriza uma oração subordinada adjetiva explicativa, que deve vir isolada por vírgulas.

A técnica que decide: explicativa × restritiva

A distinção central é:

Característica

Explicativa

Restritiva

Função

Acrescenta uma informação acessória

Restringe/especifica o sentido do antecedente

Vírgulas

Obrigatórias (isola a oração)

Proibidas (não se usa vírgula)

Sentido

O antecedente já é determinado; a oração é um comentário

O antecedente é genérico; a oração delimita qual

Exemplo

"O estudo, que envolveu 889 pacientes, ..."

"O estudo que envolveu 889 pacientes ..." (implica que há outros estudos)

No caso, "estudo" é único no contexto — não há outro estudo sendo comparado. Portanto, a oração é explicativa, e as vírgulas são obrigatórias. Retirá-las transformaria a oração em restritiva, o que alteraria o sentido (sugeriria que existem outros estudos e que apenas o que envolveu 889 pacientes foi incluído) e, no contexto, geraria uma estranheza semântica, pois não há contraste com outros estudos.

Análise das alternativas

Oração subordinada adjetiva
  • 1Explicativa
    • vírgulas obrigatórias
    • informação acessória
    • antecedente único/específico
  • 2Restritiva
    • vírgulas proibidas
    • restringe/delimita o sentido
    • antecedente genérico
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que o "que" retoma "estudo" e é pronome relativo, introduzindo uma oração subordinada adjetiva. Isso está correto: o "que" substitui "estudo" (retomando-o) e inicia uma oração que exerce função de adjunto adnominal (valor adjetivo) em relação ao antecedente. A oração é adjetiva explicativa (por isso as vírgulas), mas a alternativa não erra ao omitir essa subclassificação — ela apenas não a menciona, o que não a torna falsa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar que se trata de oração adjetiva restritiva e que o "que" é conjunção integrante. O "que" é pronome relativo (retoma "estudo"), e a oração é explicativa, não restritiva. Além disso, conjunção integrante introduz oração subordinada substantiva (ex.: "Espero que você venha"), o que não ocorre aqui. Erro: troca de conceito — confunde pronome relativo com conjunção integrante e explicativa com restritiva.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a retirada das vírgulas acarreta erro gramatical, mas que a semântica continuaria inalterada. Isso é contraditório e falso: a retirada das vírgulas não é erro gramatical (a oração continuaria bem formada), mas alteraria o sentido — passaria de explicativa para restritiva, sugerindo que há outros estudos. Erro: contradiz o texto — a semântica mudaria, não permaneceria inalterada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o emprego das vírgulas é facultativo. Isso é falso: em orações adjetivas explicativas, as vírgulas são obrigatórias (isolam a oração). Retirá-las mudaria a classificação para restritiva e alteraria o sentido. Erro: generalização — trata como facultativo o que é obrigatório.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa contém uma contradição interna: afirma que o "que" retoma "estudo" e que as vírgulas são exigidas por se tratar de oração adjetiva restritiva, mas orações restritivas não usam vírgulas. Além disso, mistura as classificações ao final, chamando a oração de "explicativa" depois de dizer que é restritiva. Erro: contradiz o texto — a oração é explicativa, não restritiva, e as vírgulas são obrigatórias justamente por isso.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão clássica entre oração adjetiva explicativa (com vírgulas, informação acessória) e restritiva (sem vírgulas, restringe o sentido). No texto, "estudo" é único — não há contraste —, então a oração só pode ser explicativa.

PEGA ESSA DICA!

Para decidir entre explicativa e restritiva, pergunte: "o antecedente é único/específico no contexto?" Se sim, a oração é explicativa (vírgulas obrigatórias). Se o antecedente é genérico e a oração delimita qual, é restritiva (sem vírgulas).

Gabarito: letra A. A oração "que envolveu 889 pacientes" é subordinada adjetiva explicativa, introduzida pelo pronome relativo "que", que retoma "estudo". As vírgulas são obrigatórias e sua retirada alteraria o sentido, transformando a oração em restritiva.

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