Questão de Português — Uso dos conectivos — Quadrix 2026
- Código
- qg759275
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRBM 6º Região
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Esta questão depende de um texto-base que não está disponível aqui. A análise abaixo ensina o método para resolver a questão no enunciado original, sem inventar o conteúdo do texto.
Gabarito: letra C (Certo). A reescrita proposta está correta porque mantém o sentido original e a correção gramatical, apenas alterando a ordem dos termos e convertendo a voz passiva analítica em voz passiva sintética, sem qualquer prejuízo semântico ou sintático.
O comando pede que você julgue se a reescrita do período mantém a correção gramatical e o sentido original. Isso é uma questão típica de reescritura de frases: a banca quer saber se você reconhece paráfrases válidas, ou seja, reescrituras que preservam o conteúdo informativo e a estruturação lógica, mesmo mudando a ordem das palavras ou a voz verbal.
No período original, temos:
“O risco de mercantilização da informação genética, sobretudo no setor privado, também deve ser enfrentado com seriedade”
Aqui, o sujeito é “O risco de mercantilização da informação genética”, o verbo é “deve ser enfrentado” (locução verbal na voz passiva analítica) e o adjunto adverbial de modo é “com seriedade”. O trecho “sobretudo no setor privado” é um adjunto adverbial que restringe o âmbito do risco.
A reescrita proposta é:
“Deve‑se também enfrentar com seriedade o risco de mercantilização da informação genética, sobretudo no setor privado.”
Observe as transformações:
Voz passiva analítica → sintética: No original, temos “deve ser enfrentado” (locução verbal passiva analítica). Na reescrita, temos “Deve‑se enfrentar” — o pronome apassivador “se” transforma a construção em voz passiva sintética. Ambas as vozes expressam a mesma ideia: algo (o risco) é o alvo da ação de enfrentar. A mudança de voz não altera o sentido, apenas a forma.
Ordem dos termos: No original, o sujeito vem antes do verbo; na reescrita, o verbo vem primeiro, seguido do objeto. Essa inversão é permitida em português e não prejudica a compreensão nem a correção gramatical.
Manutenção do adjunto adverbial: O trecho “sobretudo no setor privado” permanece no final, mantendo a mesma ênfase e o mesmo sentido de restrição.
Manutenção do advérbio “também”: O advérbio “também” é preservado, mantendo a ideia de que esse risco se soma a outros já mencionados no texto.
Portanto, a reescrita é uma paráfrase válida: preserva o conteúdo informativo, a correção gramatical e o sentido original. Não há qualquer erro de regência, concordância ou colocação pronominal.
A reescrita está correta porque:
Mantém o sentido: O sujeito lógico (o risco) continua sendo o alvo da ação de enfrentar, e o adjunto adverbial “sobretudo no setor privado” permanece com o mesmo valor.
Mantém a correção gramatical: A conversão de voz passiva analítica para sintética é gramaticalmente válida. O pronome “se” apassiva o verbo, e a concordância verbal está correta: “Deve‑se enfrentar” (verbo no singular, concordando com o sujeito paciente “o risco”).
Não há alteração de sentido: A ordem dos termos foi alterada, mas isso não muda o significado. Em português, a ordem das palavras é relativamente livre, desde que a estrutura sintática seja preservada.
A alternativa E afirma que a reescrita está errada. Isso é falso, pois a reescrita é válida. A banca tenta confundir o candidato ao sugerir que a mudança de voz ou de ordem alteraria o sentido, mas não há qualquer prejuízo semântico ou gramatical. Portanto, a alternativa E está incorreta.
A banca explora a insegurança do candidato quanto à conversão de voz passiva. Muitos alunos acham que “Deve‑se enfrentar” é uma construção impessoal (com sujeito indeterminado), mas aqui o “se” é apassivador, e o sujeito é “o risco”. Fique atento: se o verbo for transitivo direto, o “se” é apassivador; se for intransitivo ou transitivo indireto, é índice de indeterminação do sujeito.
Ao reescrever frases, verifique sempre se o sujeito lógico permanece o mesmo. Na voz passiva analítica, o sujeito é o paciente; na sintética, o mesmo paciente continua sendo o sujeito. Se o sentido se mantém, a reescrita é válida.
Conclusão: A reescrita proposta é uma paráfrase correta, pois mantém o sentido original e a correção gramatical. Portanto, o item está Certo.
Gabarito: letra C
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