Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2026
- Código
- qg759279
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRBM 6º Região
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: C (Certo). No trecho “A LGPD exige que o consentimento para o tratamento de dados sensíveis seja livre, informado, inequívoco e vinculado a finalidades específicas”, a oração “que o consentimento ... seja livre, informado, inequívoco e vinculado a finalidades específicas” exerce, sim, a função de objeto direto do verbo “exigir”. A prova é simples: quem exige, exige algo — e esse “algo” é exatamente o conteúdo da oração. Como se lê no texto, a LGPD exige que o consentimento tenha determinadas características; a oração completa o sentido do verbo transitivo direto sem preposição, o que caracteriza o objeto direto.
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre um aspecto sintático do texto. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de análise da função sintática de uma oração. O verbo do enunciado é “julgue” — você deve verificar se a afirmação sobre a função da oração está correta. Aqui, o foco é a transitividade verbal e a classificação da oração subordinada substantiva.
“A LGPD exige que o consentimento para o tratamento de dados sensíveis seja livre, informado, inequívoco e vinculado a finalidades específicas”
Vamos isolar a oração principal e a subordinada:
Oração principal: “A LGPD exige”
Oração subordinada: “que o consentimento ... seja livre, informado, inequívoco e vinculado a finalidades específicas”
O verbo exigir é transitivo direto: quem exige, exige algo. Esse “algo” é o objeto direto. A oração introduzida pela conjunção integrante que ocupa exatamente esse lugar: ela é o objeto direto do verbo. Para confirmar, substitua a oração por isso:
“A LGPD exige isso.”
A substituição por “isso” é o teste clássico para identificar a oração subordinada substantiva objetiva direta. Como a oração funciona como um substantivo (o objeto direto), ela é classificada como substantiva objetiva direta.
Identifique o verbo da oração principal e sua transitividade: “exigir” é VTD (quem exige, exige algo).
Pergunte “o quê?” ao verbo: “A LGPD exige o quê?” → “que o consentimento seja livre, informado, inequívoco e vinculado a finalidades específicas”.
Substitua a oração por “isso”: se a frase continuar com sentido, a oração é substantiva e exerce a função de objeto direto.
Esse método resolve a questão sem margem para dúvida.
Sujeito: a oração não pratica a ação de “exigir”; ela é o alvo da exigência. Se fosse sujeito, a frase seria algo como “Que o consentimento seja livre é exigido pela LGPD” — mas no trecho original a oração vem depois do verbo, sem preposição, e responde a “o quê?”, não a “quem?”.
Complemento nominal: complemento nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), não de um verbo. Aqui, a oração completa o verbo “exigir”, logo não pode ser complemento nominal.
Objeto indireto: exigiria preposição obrigatória (ex.: “A LGPD exige de que...”), o que não ocorre.
A afirmação está correta. A oração introduzida por “que” é objeto direto do verbo “exigir”, pois completa o sentido de um verbo transitivo direto sem preposição. O teste da substituição por “isso” confirma a classificação.
Em questões de função sintática de orações, sempre faça a substituição por isso (para objeto direto), disso (para objeto indireto) ou isto (para sujeito). Se a frase mantiver o sentido, a oração é substantiva e a função é a correspondente.
Gabarito: C (Certo).
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