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Questão de Português — Crase — Quadrix 2026

PortuguêsCrase
Código
qg759484
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO - 1ª Região
Ano
2026
Nível
Superior
Por que a voz muda ao longo do tempo?

        Se você ligar para alguém por telefone, em poucos segundos, será capaz de identificar se quem está do outro lado da linha é uma criança, um adolescente, um adulto ou um idoso. Por mais que cada voz seja única, todas elas passam por mudanças ao longo da vida e devem receber cuidados. Mas por que a voz muda com o tempo?

        Em crianças a laringe (estrutura onde ficam localizadas as cordas vocais) tem um tamanho determinado. Conforme ela vai crescendo, também aumenta de tamanho, assim como as cordas vocais dentro dela. Essa transformação pode ser percebida principalmente durante a adolescência, quando há o estirão de crescimento, e o jovem passa pelo processo de “muda vocal”.

        Nesse período, os adolescentes costumam ficar com a voz irregular, ora grave, ora fina. É o resultado da influência hormonal até que o “instrumento” seja “afinado”, e a voz se estabilize como a de um adulto.

        Com o passar do tempo, no entanto, as cordas vocais perdem seu vigor assim como o restante dos tecidos e músculos do corpo. Isso também leva a alterações na voz, fazendo com que o idoso fale de forma menos potente e, eventualmente, até trêmula.

        Por outro lado, além da ação hormonal e do próprio envelhecimento, existem fatores ambientais que podem ser agressivos para a voz. É o caso, principalmente, do cigarro.

        O uso de anabolizantes, sem acompanhamento médico, também pode afetar a voz, inclusive de maneira permanente — mesmo após o abandono dos hormônios. O risco inclui os anabolizantes injetáveis, de via oral ou até em formato de pomada.

        Na terceira idade, porém, é preciso acender o sinal de alerta frente às alterações na voz. Ainda que elas sejam comuns, muitas vezes, podem representar um problema mais grave ou, ainda, resultar em isolamento social.

        Para evitar prejuízos à voz, é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool; hidratar‑se constantemente; fazer períodos de descanso da voz regularmente, especialmente quem trabalha com ela, como cantores, professores e seminaristas; para quem tem refluxo, evitar alimentos que possam favorecer a ocorrência da doença, como aqueles muito condimentados, apimentados, cítricos ou gordurosos.

Internet:<drauziovarella.uol.com.br>  (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.No que diz respeito à estruturação sintática do período, o emprego do acento grave em “Para evitar prejuízos à voz” é facultativo, uma vez que o termo subsequente é um substantivo feminino singular e está precedido de um verbo que aceita complemento sem preposição.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase em "Para evitar prejuízos à voz": obrigatória ou facultativa?

Gabarito: letra E (Errado). O acento grave em "à voz" é obrigatório, não facultativo, porque o verbo "evitar" é transitivo direto (quem evita, evita algo) e o substantivo "voz" é feminino e admite artigo definido "a". A crase ocorre pela fusão da preposição "a" (exigida pelo nome "prejuízos") com o artigo "a" (que antecede "voz"). A afirmação do item está incorreta ao dizer que o verbo "aceita complemento sem preposição" — na verdade, o complemento de "evitar" é "prejuízos", e o termo "à voz" é um complemento nominal regido pela preposição "a", exigida pelo substantivo "prejuízos".

O comando da questão

O enunciado pede um julgamento sobre a estruturação sintática e o emprego do acento grave no trecho "Para evitar prejuízos à voz". A banca afirma que a crase é facultativa, justificando que o termo subsequente é um substantivo feminino singular precedido de um verbo que aceita complemento sem preposição. Para resolver, é preciso analisar a regência do verbo "evitar" e a função sintática de "à voz" no período.

A estrutura sintática do trecho

No trecho "Para evitar prejuízos à voz", temos:

  • Para evitar: locução verbal (preposição "para" + verbo no infinitivo "evitar").

  • prejuízos: objeto direto do verbo "evitar" (quem evita, evita algo).

  • à voz: complemento nominal do substantivo "prejuízos" (prejuízos a quê? à voz).

O verbo "evitar" é transitivo direto (VTD), ou seja, seu complemento (objeto direto) não exige preposição. No entanto, o termo "à voz" não é objeto direto do verbo; ele é um complemento nominal que se liga ao substantivo "prejuízos", o qual exige a preposição "a". Portanto, a crase é obrigatória, pois há a fusão da preposição "a" (exigida por "prejuízos") com o artigo definido feminino "a" (que antecede "voz").

A regra da crase aplicada

A crase é a fusão de duas vogais idênticas: a preposição "a" + o artigo definido feminino "a". Para que ocorra, é necessário que:

  1. O termo regente exija a preposição "a".

  2. O termo regido seja uma palavra feminina que admita o artigo "a".

No caso, "prejuízos" exige a preposição "a" (quem tem prejuízo, tem prejuízo a algo). "Voz" é um substantivo feminino que admite o artigo "a" (a voz). Logo, temos: prejuízos a + a voz = prejuízos à voz. A crase é obrigatória.

"Para evitar prejuízos à voz, é necessário evitar ou largar o tabagismo..."

A passagem do texto comprova o uso correto do acento grave, que não é facultativo.

Análise da afirmação

A afirmação do item contém dois erros:

  1. Diz que o acento grave é facultativo — na verdade, é obrigatório, pois há a fusão da preposição "a" com o artigo "a".

  2. Diz que o termo subsequente está precedido de um verbo que aceita complemento sem preposição — o verbo "evitar" é transitivo direto, mas o termo "à voz" não é seu complemento; é complemento nominal de "prejuízos", que exige preposição.

Portanto, o item está errado.

Conclusão

A crase em "à voz" é obrigatória, pois ocorre a contração da preposição "a" (exigida pelo substantivo "prejuízos") com o artigo definido feminino "a" (que antecede "voz"). A justificativa apresentada no item é incorreta, pois o verbo "evitar" não rege o termo "à voz" diretamente; o termo é complemento nominal de "prejuízos".

Crase em "à voz"
  • 1Obrigatória (não facultativa)
    • Fusão: preposição "a" + artigo "a"
  • 2Regência
    • "evitar" = VTD (objeto direto: prejuízos)
    • "à voz" = complemento nominal de "prejuízos"
      • exige preposição "a"
  • 3Erros do item
    • Diz que é facultativa
    • Diz que verbo aceita sem preposição
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Gabarito: letra E (Errado).

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