Questão de Português — Redação - Reescritura de texto — Quadrix 2026
- Código
- qg759485
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CREFONO - 1ª Região
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: Certo (C). A manutenção da forma impessoal “é necessário” atende às exigências de impessoalidade e formalidade da comunicação oficial, pois o verbo “ser”, nessa construção, está em sua forma impessoal (sem sujeito), o que confere ao texto o tom neutro e objetivo exigido pela redação oficial. Como se lê no trecho original: “é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool” — a forma “é necessário” não remete a nenhum agente específico, apenas enuncia uma recomendação genérica, própria do discurso oficial.
A questão pede que se julgue (Certo/Errado) se a reescrita do trecho para um e-mail institucional, mantendo a forma impessoal “é necessário”, atenderia às exigências de impessoalidade e formalidade. Trata-se de uma questão de reescritura de frases com foco em adequação ao gênero (comunicação oficial). O comando não pede que se avalie se a reescrita é gramaticalmente correta (ela é), mas se a manutenção da impessoalidade é adequada ao contexto institucional. A resposta é sim, pois a impessoalidade é um dos princípios basilares da redação oficial.
O texto-base trata das mudanças da voz ao longo da vida e, no último parágrafo, apresenta recomendações para evitar prejuízos à voz. O trecho destacado é:
“é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool”
Esse trecho é uma recomendação genérica, sem indicação de quem deve agir. A forma “é necessário” é uma estrutura impessoal (verbo “ser” na 3ª pessoa do singular, sem sujeito), seguida de infinitivo impessoal (“evitar”, “largar”). Essa construção é típica de textos que buscam neutralidade e objetividade, características essenciais da comunicação oficial.
A redação oficial, conforme o Manual de Redação da Presidência da República, deve ser impessoal, formal e padronizada. A impessoalidade decorre de três aspectos: a ausência de impressões individuais de quem comunica, a impessoalidade de quem recebe a comunicação e o caráter impessoal do próprio assunto tratado. No trecho em questão, a forma “é necessário” não revela o emissor — não há “eu acho”, “nós precisamos” —, o que a torna perfeitamente adequada a um e-mail institucional.
Além disso, a formalidade exige o uso do padrão culto da língua. A construção “é necessário + infinitivo” é formal e culta, sem marcas de oralidade ou coloquialismo. Portanto, mantê-la em um e-mail institucional atende aos requisitos de impessoalidade e formalidade.
A assertiva afirma que a manutenção da forma impessoal “é necessário” atenderia às exigências de impessoalidade e formalidade. Isso é verdadeiro. A forma impessoal é exatamente o que se espera em comunicações oficiais: ela evita a pessoalidade e confere tom neutro. Não há qualquer exigência de que o texto seja reescrito para uma forma pessoal (como “você deve evitar” ou “devemos evitar”) — pelo contrário, a forma impessoal é a mais adequada.
A assertiva está correta. A forma impessoal “é necessário” é compatível com os princípios de impessoalidade e formalidade da redação oficial. Portanto, o item deve ser julgado Certo.
Gabarito: Certo (C).
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