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Questão de Português — Redação - Reescritura de texto — Quadrix 2026

PortuguêsRedação - Reescritura de texto
Código
qg759485
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO - 1ª Região
Ano
2026
Nível
Superior
Por que a voz muda ao longo do tempo?

        Se você ligar para alguém por telefone, em poucos segundos, será capaz de identificar se quem está do outro lado da linha é uma criança, um adolescente, um adulto ou um idoso. Por mais que cada voz seja única, todas elas passam por mudanças ao longo da vida e devem receber cuidados. Mas por que a voz muda com o tempo?

        Em crianças a laringe (estrutura onde ficam localizadas as cordas vocais) tem um tamanho determinado. Conforme ela vai crescendo, também aumenta de tamanho, assim como as cordas vocais dentro dela. Essa transformação pode ser percebida principalmente durante a adolescência, quando há o estirão de crescimento, e o jovem passa pelo processo de “muda vocal”.

        Nesse período, os adolescentes costumam ficar com a voz irregular, ora grave, ora fina. É o resultado da influência hormonal até que o “instrumento” seja “afinado”, e a voz se estabilize como a de um adulto.

        Com o passar do tempo, no entanto, as cordas vocais perdem seu vigor assim como o restante dos tecidos e músculos do corpo. Isso também leva a alterações na voz, fazendo com que o idoso fale de forma menos potente e, eventualmente, até trêmula.

        Por outro lado, além da ação hormonal e do próprio envelhecimento, existem fatores ambientais que podem ser agressivos para a voz. É o caso, principalmente, do cigarro.

        O uso de anabolizantes, sem acompanhamento médico, também pode afetar a voz, inclusive de maneira permanente — mesmo após o abandono dos hormônios. O risco inclui os anabolizantes injetáveis, de via oral ou até em formato de pomada.

        Na terceira idade, porém, é preciso acender o sinal de alerta frente às alterações na voz. Ainda que elas sejam comuns, muitas vezes, podem representar um problema mais grave ou, ainda, resultar em isolamento social.

        Para evitar prejuízos à voz, é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool; hidratar‑se constantemente; fazer períodos de descanso da voz regularmente, especialmente quem trabalha com ela, como cantores, professores e seminaristas; para quem tem refluxo, evitar alimentos que possam favorecer a ocorrência da doença, como aqueles muito condimentados, apimentados, cítricos ou gordurosos.

Internet:<drauziovarella.uol.com.br>  (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.Caso o trecho “é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool” fosse reescrito para um e‑mail institucional, a manutenção da forma impessoal “é necessário” atenderia às exigências de impessoalidade e formalidade próprias da comunicação oficial.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Impessoalidade e formalidade na reescrita de trecho para e-mail institucional

Gabarito: Certo (C). A manutenção da forma impessoal “é necessário” atende às exigências de impessoalidade e formalidade da comunicação oficial, pois o verbo “ser”, nessa construção, está em sua forma impessoal (sem sujeito), o que confere ao texto o tom neutro e objetivo exigido pela redação oficial. Como se lê no trecho original: “é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool” — a forma “é necessário” não remete a nenhum agente específico, apenas enuncia uma recomendação genérica, própria do discurso oficial.

O comando da questão

A questão pede que se julgue (Certo/Errado) se a reescrita do trecho para um e-mail institucional, mantendo a forma impessoal “é necessário”, atenderia às exigências de impessoalidade e formalidade. Trata-se de uma questão de reescritura de frases com foco em adequação ao gênero (comunicação oficial). O comando não pede que se avalie se a reescrita é gramaticalmente correta (ela é), mas se a manutenção da impessoalidade é adequada ao contexto institucional. A resposta é sim, pois a impessoalidade é um dos princípios basilares da redação oficial.

O texto e o trecho em análise

O texto-base trata das mudanças da voz ao longo da vida e, no último parágrafo, apresenta recomendações para evitar prejuízos à voz. O trecho destacado é:

“é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool”

Esse trecho é uma recomendação genérica, sem indicação de quem deve agir. A forma “é necessário” é uma estrutura impessoal (verbo “ser” na 3ª pessoa do singular, sem sujeito), seguida de infinitivo impessoal (“evitar”, “largar”). Essa construção é típica de textos que buscam neutralidade e objetividade, características essenciais da comunicação oficial.

A técnica: impessoalidade e formalidade na redação oficial

A redação oficial, conforme o Manual de Redação da Presidência da República, deve ser impessoal, formal e padronizada. A impessoalidade decorre de três aspectos: a ausência de impressões individuais de quem comunica, a impessoalidade de quem recebe a comunicação e o caráter impessoal do próprio assunto tratado. No trecho em questão, a forma “é necessário” não revela o emissor — não há “eu acho”, “nós precisamos” —, o que a torna perfeitamente adequada a um e-mail institucional.

Além disso, a formalidade exige o uso do padrão culto da língua. A construção “é necessário + infinitivo” é formal e culta, sem marcas de oralidade ou coloquialismo. Portanto, mantê-la em um e-mail institucional atende aos requisitos de impessoalidade e formalidade.

Análise da assertiva

A assertiva afirma que a manutenção da forma impessoal “é necessário” atenderia às exigências de impessoalidade e formalidade. Isso é verdadeiro. A forma impessoal é exatamente o que se espera em comunicações oficiais: ela evita a pessoalidade e confere tom neutro. Não há qualquer exigência de que o texto seja reescrito para uma forma pessoal (como “você deve evitar” ou “devemos evitar”) — pelo contrário, a forma impessoal é a mais adequada.

Conclusão

A assertiva está correta. A forma impessoal “é necessário” é compatível com os princípios de impessoalidade e formalidade da redação oficial. Portanto, o item deve ser julgado Certo.

Gabarito: Certo (C).

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