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Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg759487
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO - 1ª Região
Ano
2026
Nível
Superior
Por que a voz muda ao longo do tempo?

        Se você ligar para alguém por telefone, em poucos segundos, será capaz de identificar se quem está do outro lado da linha é uma criança, um adolescente, um adulto ou um idoso. Por mais que cada voz seja única, todas elas passam por mudanças ao longo da vida e devem receber cuidados. Mas por que a voz muda com o tempo?

        Em crianças a laringe (estrutura onde ficam localizadas as cordas vocais) tem um tamanho determinado. Conforme ela vai crescendo, também aumenta de tamanho, assim como as cordas vocais dentro dela. Essa transformação pode ser percebida principalmente durante a adolescência, quando há o estirão de crescimento, e o jovem passa pelo processo de “muda vocal”.

        Nesse período, os adolescentes costumam ficar com a voz irregular, ora grave, ora fina. É o resultado da influência hormonal até que o “instrumento” seja “afinado”, e a voz se estabilize como a de um adulto.

        Com o passar do tempo, no entanto, as cordas vocais perdem seu vigor assim como o restante dos tecidos e músculos do corpo. Isso também leva a alterações na voz, fazendo com que o idoso fale de forma menos potente e, eventualmente, até trêmula.

        Por outro lado, além da ação hormonal e do próprio envelhecimento, existem fatores ambientais que podem ser agressivos para a voz. É o caso, principalmente, do cigarro.

        O uso de anabolizantes, sem acompanhamento médico, também pode afetar a voz, inclusive de maneira permanente — mesmo após o abandono dos hormônios. O risco inclui os anabolizantes injetáveis, de via oral ou até em formato de pomada.

        Na terceira idade, porém, é preciso acender o sinal de alerta frente às alterações na voz. Ainda que elas sejam comuns, muitas vezes, podem representar um problema mais grave ou, ainda, resultar em isolamento social.

        Para evitar prejuízos à voz, é necessário evitar ou largar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool; hidratar‑se constantemente; fazer períodos de descanso da voz regularmente, especialmente quem trabalha com ela, como cantores, professores e seminaristas; para quem tem refluxo, evitar alimentos que possam favorecer a ocorrência da doença, como aqueles muito condimentados, apimentados, cítricos ou gordurosos.

Internet:<drauziovarella.uol.com.br>  (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.O texto enquadra‑se predominantemente no gênero dissertativo‑argumentativo, pois apresenta tese explícita e busca convencer o leitor por meio de argumentos avaliativos acerca do envelhecimento da voz, além de apresentar verbos na terceira pessoa.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tipologia textual: o texto é expositivo, não dissertativo-argumentativo

Gabarito: E (Errado). O texto não se enquadra predominantemente no gênero dissertativo-argumentativo, pois não apresenta tese explícita nem busca convencer o leitor; ao contrário, tem caráter expositivo-informativo, explicando as causas das mudanças na voz e oferecendo orientações de cuidado. A afirmação de que há "argumentos avaliativos acerca do envelhecimento da voz" é uma extrapolação: o texto apenas descreve o processo, sem emitir juízo de valor sobre ele.

O comando: classificar a tipologia textual

A questão pede que você julgue se o texto é predominantemente dissertativo-argumentativo. Isso exige conhecer a diferença entre os tipos textuais e, principalmente, identificar a intenção do autor — não a forma isolada. Como ensina a teoria: para decifrar a tipologia, olha-se para a intenção (conteúdo), não para a aparência. O texto dissertativo-argumentativo visa convencer o leitor por meio de uma tese e argumentos; o dissertativo-expositivo apenas informa, explica de forma imparcial.

O texto: exposição objetiva, sem tese

O texto responde à pergunta "Por que a voz muda ao longo do tempo?" e, ao longo dos parágrafos, explica as causas: crescimento da laringe na adolescência, influência hormonal, envelhecimento das cordas vocais, fatores ambientais como cigarro e anabolizantes. Veja o trecho inicial:

"Se você ligar para alguém por telefone, em poucos segundos, será capaz de identificar se quem está do outro lado da linha é uma criança, um adolescente, um adulto ou um idoso."

Esse trecho é uma introdução expositiva, que apresenta o tema, mas não defende uma opinião. O autor não diz "a voz deveria ser cuidada porque..." nem "é lamentável que..."; ele apenas informa como a voz muda e, no final, dá recomendações (evitar cigarro, hidratar-se etc.), o que é típico de texto injuntivo em parte, mas não configura argumentação.

A técnica: tese × tema

A pegadinha central é confundir tema com tese. O texto tem um tema (as mudanças da voz) e até uma estrutura que lembra introdução-desenvolvimento-conclusão, mas não há tese — ou seja, não há uma opinião defensável que o autor queira provar. O autor não toma partido; ele apenas expõe informações. Por isso, não há "argumentos avaliativos": não há avaliação (juízo de valor) sobre o envelhecimento da voz, apenas descrição de causas e consequências.

Além disso, o texto não busca convencer o leitor de nada. Ele não tenta persuadir a adotar uma opinião; apenas informa e, no último parágrafo, dá conselhos de saúde — o que é função injuntiva (orientar), não argumentativa.

Análise da assertiva

1Dissertativo-argumentativo
Tese explícita
Busca convencer
Argumentos avaliativos
2Dissertativo-expositivo
Informa/explica
Sem tese
Sem juízo de valor
3Injuntivo
Orienta/recomenda
4Como identificar
Perguntar: qual a intenção?
Convencer → argumentativo
Informar → expositivo
Tipologia textual
LEVELsoulevel.com.br
Tipologia textual: Dissertativo-argumentativo (Tese explícita, Busca convencer, Argumentos avaliativos); Dissertativo-expositivo (Informa/explica, Sem tese, Sem juízo de valor); Injuntivo (Orienta/recomenda); Como identificar (Perguntar: qual a intenção?, Convencer → argumentativo, Informar → expositivo)

Assertiva — ❌ Errada ⟵ GABARITO

A assertiva afirma que o texto é "predominantemente dissertativo-argumentativo, pois apresenta tese explícita e busca convencer o leitor por meio de argumentos avaliativos". Isso é falso por três motivos:

  1. Não há tese explícita: o texto não apresenta uma opinião a ser defendida. Ele apenas responde a uma pergunta objetiva.

  2. Não há argumentos avaliativos: o autor não emite juízos de valor (ex.: "é preocupante", "é bom"). Ele descreve fatos e processos.

  3. Não busca convencer: a intenção é informar e, no máximo, orientar (no último parágrafo), não persuadir.

O texto é, na verdade, predominantemente dissertativo-expositivo (ou informativo), pois explica um assunto de maneira clara e imparcial. A presença de verbos na terceira pessoa é uma característica comum a vários tipos textuais, não prova de argumentação.

PEGA ESSA DICA!

Para classificar a tipologia, pergunte: qual é a intenção do autor? Se ele quer informar/explicar → expositivo; se quer convencer/defender uma opinião → argumentativo. Aqui, a intenção é claramente informativa.

Conclusão: a assertiva está errada, pois classifica erroneamente o texto como dissertativo-argumentativo. O texto é expositivo-informativo, sem tese nem argumentação persuasiva.

Gabarito: E (Errado).

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