Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Crase — Quadrix 2026

PortuguêsCrase
Código
qg759495
Banca
Quadrix
Órgão
CREFONO - 1ª Região
Ano
2026
Nível
Superior
Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem é desafio para famílias

        O Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL) é uma condição que interfere no neurodesenvolvimento e afeta diretamente a capacidade de comunicação, gerando dificuldades na fala, compreensão, interação social e aprendizagem escolar. Os impactos podem ser semelhantes aos observados no autismo, mas a prevalência é maior. Segundo a médica otorrinolaringologista e foniatra Fernanda Correia Bahia, enquanto o Transtorno do Espectro Autista acomete 1% da população, o TDL atinge 7,5%. A falta de conhecimento sobre o transtorno tem levado a erros de diagnóstico e atrasos na intervenção adequada.

        De acordo com a especialista, são fundamentais o diagnóstico e o tratamento conduzidos por médicos foniatras e fonoaudiólogos. Com intervenções adequadas, há uma melhora significativa na comunicação.

        A fonoaudióloga Ecila Paula Mesquita, do Movimento Passo a Passo pelo TDL, afirmou que o transtorno já configura um problema de saúde pública. “O Reino Unido tem muitas pesquisas sobre TDL que mostram alto índice de uso de drogas, depressão e tentativas de suicídio entre adolescentes com o transtorno. Por que não temos estudos no Brasil? Porque o TDL nem é reconhecido”, afirmou a profissional.

        A médica Fernanda Correia Bahia explicou que crianças com TDL têm 12 vezes mais chance de desenvolver transtornos de aprendizagem. Ela lembrou que, em 1980, a condição era chamada de Distúrbio Específico de Linguagem e que, a partir de 2016, passou a ser denominada Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem, a partir de um estudo britânico.

        Entre os sinais de alerta, estão: pouco ou nenhum balbucio até os oito meses; ausência de combinação de duas palavras aos 24 meses; linguagem não verbal deficiente; histórico familiar de problemas de alfabetização; dificuldade em compreender comandos simples entre três e quatro anos; e frases curtas e interação social precária entre quatro e cinco anos. Após os cinco anos, costumam ocorrer problemas para contar ou recontar histórias, dificuldades de leitura, vocabulário pobre e pouca compreensão de metáforas.

        A fonoaudióloga Laura Nequini, da Secretaria Municipal de Saúde, reforçou que atrasos na aquisição e no desenvolvimento da linguagem têm sido frequentemente classificados como TEA. “Trazer essa temática à tona é de grande importância. Temos muito a avançar nesse campo”, concluiu.

Internet:<cmbh.mg.gov.br>  (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.No trecho “A falta de conhecimento sobre o transtorno tem levado a erros de diagnóstico”, a ausência do acento grave em “a erros” justifica‑se pelo fato de o substantivo ser masculino, estar no plural e ser empregado em sentido genérico, sem a presença de artigo definido feminino que autorize a contração.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase proibida antes de palavra masculina em sentido genérico

Gabarito: C (Certo). A ausência do acento grave em “a erros” está corretamente justificada: o substantivo “erros” é masculino, está no plural e é empregado em sentido genérico, sem a presença de artigo definido feminino que autorizasse a contração. A regra é clara: crase é a fusão da preposição “a” com o artigo feminino “a(s)”; sem artigo feminino, não há crase.

O comando da questão

A questão pede que você julgue (certo/errado) uma afirmação sobre o uso do acento grave no trecho “A falta de conhecimento sobre o transtorno tem levado a erros de diagnóstico”. Trata-se de uma questão de gramática aplicada ao texto: você deve verificar se a justificativa apresentada para a ausência da crase está correta. Não é uma questão de interpretação de conteúdo, mas de análise linguística.

A regra que decide

A crase (à) ocorre quando há a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino “a” (ou com o “a” inicial de pronomes demonstrativos como “aquele”, “aquela”, “aquilo”, ou com o “a” do pronome relativo “a qual”). Portanto, para haver crase, é necessário que o termo seguinte admita o artigo feminino.

No trecho, o verbo “levar” exige a preposição “a” (quem leva, leva algo a alguém ou a alguma coisa). Temos, então, a preposição “a” + o substantivo masculino “erros”. Como “erros” é masculino, não pode ser precedido do artigo feminino “a”. Logo, não há fusão, e o acento grave é proibido.

Além disso, “erros” está em sentido genérico — não se refere a erros específicos, mas a erros de diagnóstico em geral. Nesse caso, mesmo que fosse uma palavra feminina, a crase também seria proibida, pois não haveria artigo definido. A banca menciona exatamente isso: “sem a presença de artigo definido feminino que autorize a contração”.

Aplicação ao trecho

“A falta de conhecimento sobre o transtorno tem levado a erros de diagnóstico”

  • “levar” é verbo transitivo indireto: exige a preposição “a”.

  • “erros” é substantivo masculino plural, usado de forma genérica (não há “os erros” específicos).

  • Não há artigo feminino, logo não há crase.

A justificativa apresentada está correta.

1Requisitos
Preposição "a" (exigida pelo verbo)
Artigo feminino "a(s)"
2Proibida antes de
Palavra masculina
Palavra em sentido genérico
Verbo
Pronome de tratamento
3No trecho "a erros"
"erros" é masculino
Plural
Sentido genérico
Sem artigo feminino → sem crase
Crase (fusão a + a)
LEVELsoulevel.com.br
Crase (fusão a + a): Requisitos (Preposição "a" (exigida pelo verbo), Artigo feminino "a(s)"); Proibida antes de (Palavra masculina, Palavra em sentido genérico, Verbo, Pronome de tratamento); No trecho "a erros" ("erros" é masculino, Plural, Sentido genérico, Sem artigo feminino → sem crase)

Análise das alternativas

Alternativa C — ✅ CertoGABARITO

A afirmação está correta. A ausência do acento grave se justifica porque “erros” é masculino, plural e está em sentido genérico, sem artigo feminino. A regra de crase proibida antes de palavra masculina se aplica perfeitamente.

Alternativa E — ❌ Errado

A afirmação é verdadeira, portanto a alternativa “Errado” é falsa. Não há nenhum erro na justificativa apresentada.

Conclusão

A questão é um clássico de crase: para haver acento grave, é preciso que haja preposição “a” + artigo feminino “a”. Como “erros” é masculino e está em sentido genérico, a crase é proibida. Gabarito: letra C (Certo).

PEGA ESSA DICA!

Sempre que a banca perguntar sobre crase, pergunte-se: o termo seguinte admite o artigo feminino “a”? Se sim, e houver preposição “a”, há crase. Se não, não há. Palavras masculinas, verbos, pronomes de tratamento e palavras em sentido genérico nunca levam crase.

Link permanente: /questoes/qg759495