Questão de Português — Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva) — Quadrix 2026
- Código
- qg759556
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRF-DF
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Esta questão depende de um texto‑base que não está disponível no enunciado. A análise abaixo ensina o método para resolver o item com base no trecho citado, que é suficiente para a classificação da forma verbal.
✅ CERTO. A forma verbal “espera‑se” está, de fato, empregada na voz passiva sintética (também chamada de passiva pronominal). Isso porque o verbo esperar é transitivo direto (VTD) e vem acompanhado do pronome apassivador “se”, que transforma o objeto direto da voz ativa em sujeito paciente. No trecho, a oração subordinada substantiva subjetiva “que o servidor do CRF‑DF seja capaz de interpretar textos oficiais...” funciona como sujeito paciente da forma verbal “espera‑se”. Em outras palavras: espera‑se algo — e esse “algo” é a oração inteira que vem depois. A passiva sintética é exatamente essa construção: VTD + se + sujeito paciente.
O item pede que você julgue (Certo/Errado) uma afirmação sobre a classificação da forma verbal “espera‑se” no trecho. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o sentido, mas de reconhecer a estrutura sintática e nomear a voz verbal corretamente. O comando é direto: a forma está na voz passiva sintética? Para responder, você precisa saber o que caracteriza a voz passiva sintética e identificar os elementos no trecho.
O trecho citado é:
“Dessa forma, espera‑se que o servidor do CRF‑DF seja capaz de interpretar textos oficiais, redigir documentos administrativos adequados ao contexto e reconhecer os efeitos de sentido produzidos por escolhas linguísticas, sintáticas e semânticas”
Aqui, o núcleo da questão é a forma “espera‑se”. O verbo esperar é transitivo direto (quem espera, espera algo). Esse “algo” é a oração que vem depois: “que o servidor do CRF‑DF seja capaz de...”. Essa oração exerce a função de sujeito paciente — ela recebe a ação de ser esperada. O pronome “se” é a partícula apassivadora (PA), que marca a voz passiva sintética.
A voz passiva sintética (ou pronominal) é formada por verbo transitivo direto (VTD) ou transitivo direto e indireto (VTDI) + pronome apassivador “se”. O objeto direto da voz ativa vira sujeito paciente na passiva. Veja o paralelo:
Voz ativa: Espera‑se que o servidor... → quem espera? Não se sabe (sujeito indeterminado). O que se espera? Que o servidor seja capaz... (objeto direto).
Voz passiva sintética: Espera‑se que o servidor... → o objeto direto virou sujeito paciente.
A oração “que o servidor do CRF‑DF seja capaz de...” é uma oração subordinada substantiva subjetiva — ela funciona como sujeito do verbo “esperar”. Isso é típico da passiva sintética: o sujeito paciente pode ser uma oração inteira.
Confusão comum: o “se” também pode ser índice de indeterminação do sujeito (IIS), mas isso só ocorre com verbos intransitivos (VI), transitivos indiretos (VTI) ou de ligação (VL). Como esperar é VTD, o “se” é partícula apassivadora, não IIS. Essa é a pegadinha clássica da banca.
A afirmação está correta. O verbo esperar é transitivo direto, e o “se” é pronome apassivador. A oração subordinada substantiva subjetiva “que o servidor do CRF‑DF seja capaz de...” é o sujeito paciente. A construção VTD + se + sujeito paciente é a definição exata de voz passiva sintética.
Para testar se o “se” é apassivador, tente converter para a voz passiva analítica: “Espera‑se que o servidor...” → “Que o servidor seja capaz... é esperado”. Se a conversão for possível, o “se” é apassivador e a voz é passiva sintética.
O item está certo porque “espera‑se” é voz passiva sintética: verbo transitivo direto + pronome apassivador + sujeito paciente (oração subordinada substantiva subjetiva). A banca adora testar a diferença entre partícula apassivadora (VTD/VTDI) e índice de indeterminação do sujeito (VTI/VI/VL) — aqui, o verbo é VTD, então não há dúvida.
Gabarito: Certo.
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