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Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg759653
Banca
Quadrix
Órgão
SES - SP
Ano
2026
Nível
Médio

Texto para a questão.


Programa mulheres de peito


        A OMS estima que no mundo ocorram cerca de 1.050.000 casos de câncer de mama por ano. É o tipo de câncer que mais incide sobre a população feminina. Nas mulheres, é a causa mais frequente de morte por câncer.


         As causas do câncer de mama não são totalmente conhecidas, mas sabe‑se que a doença é multifatorial e depende de uma complexa combinação de fatores. A idade é o principal fator de risco, que aumenta a partir dos 35 anos em alguns grupos. As mulheres que têm entre 50 e 70 anos são as mais propensas, por isso as políticas de rastreamento, baseadas nas recomendações da Organização Mundial de Saúde, são prioritariamente focadas nessa faixa etária.


        Existe também a predisposição genética, que não é tão significativa, pois representa de 5% a 10% dos casos, mas serve como alerta.


        Os fatores que predispõem as mulheres ao câncer de mama são classificados entre os inevitáveis e os que podem ser evitados por meio da mudança ou incorporação de hábitos e comportamentos, possibilitando assim a intervenção direta dos programas de prevenção.


        Na primeira classificação ‑ INEVITÁVEIS ‑ temos as seguintes características: sexo feminino, idade maior que 55 anos, predisposição genética, antecedência pessoal e familiar, alta densidade mamária, menarca precoce ou menopausa tardia.


        Já os fatores de risco que podem ser EVITADOS, minimizando em tese as chances de câncer, são: migração, exposição à radiação ionizante, nuliparidade ou primeira gestação depois dos 30 anos, uso de terapia de reposição hormonal, não amamentar, consumo de álcool, fumo, abuso de gordura animal e obesidade.


Internet:<saude.sp.gov.br>  (com adaptações).

O trecho “Programa mulheres de peito”, utilizado como título na campanha da Secretaria de Estado de São Paulo, explora um duplo sentido que confere expressividade ao enunciado. A partir dessa informação, assinale a opção que apresenta a principal figura de linguagem empregada no título e a sua justificação semântica.
  1. AMetonímia: Substitui‑se a qualidade moral da mulher (força e determinação) pela parte do corpo que simbolicamente a representa (“peito”), estabelecendo uma relação de contiguidade.
  2. BSinédoque: Ocorre a substituição do abstrato (coragem ou bravura) pelo concreto (a parte do corpo), o que intensifica o apelo emocional da mensagem.
  3. CMetáfora: O título cria uma comparação implícita entre as participantes do programa e um símbolo de resiliência, sugerindo que elas são a própria luta contra a doença.
  4. DHipérbole: Há um exagero proposital na expressão para enfatizar a gravidade da doença e a necessidade urgente de as mulheres buscarem o rastreamento mamário.
  5. EProsopopeia: Atribui‑se à palavra “peito” uma ação ou sentimento humano, reforçando a ideia de que o corpo reage ativamente à doença.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Metonímia: Substitui‑se a qualidade moral da mulher (força e determinação) pela parte do corpo que simbolicamente a representa (“peito”), estabelecendo uma relação de contiguidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Figuras de linguagem no título: metonímia e o duplo sentido de “peito”

Gabarito: letra A. O título “Programa mulheres de peito” explora a metonímia: a palavra “peito” é usada para representar, por contiguidade, a qualidade moral da mulher (força, determinação, coragem). A justificativa semântica está na relação de substituição por proximidade — o concreto (parte do corpo) no lugar do abstrato (atributo humano) —, e não em comparação implícita, exagero ou personificação. A passagem que ancora essa leitura é o próprio título, que o enunciado já define como portador de “duplo sentido” e “expressividade”.

O comando: identificar a figura e sua justificativa

A questão pede que você reconheça a figura de linguagem empregada no título e explique por que ela funciona. Isso é tarefa de interpretação de recursos expressivos: você não precisa deduzir nada além do que o título oferece, mas precisa dominar a definição técnica de cada figura para descartar as que não se aplicam. O comando já entrega a pista central: “duplo sentido” e “expressividade”.

O texto: o título como síntese do programa

O texto-base trata do câncer de mama e de um programa de prevenção. O título “Programa mulheres de peito” não é descritivo — ele condensa a mensagem: mulheres que têm “peito” (coragem) para enfrentar a doença. O duplo sentido está em “peito”: literalmente, a parte do corpo (onde se localiza o câncer de mama); figuradamente, a qualidade de ser destemida. É essa dupla leitura que confere expressividade, e é exatamente isso que a alternativa A descreve.

A técnica: metonímia × sinédoque × metáfora

A metonímia é a substituição de um termo por outro com o qual mantém uma relação de contiguidade (causa/efeito, autor/obra, parte/todo, concreto/abstrato, etc.). No título, “peito” (parte do corpo) substitui a qualidade moral (coragem) — relação de contiguidade simbólica: o peito é o lugar onde culturalmente se localiza a coragem. Já a sinédoque é um tipo específico de metonímia em que a relação é de inclusão (parte pelo todo, gênero pela espécie). Aqui, “peito” não representa a mulher inteira (parte pelo todo), mas sim uma qualidade abstrata — por isso não é sinédoque. A metáfora exigiria uma comparação implícita entre termos de campos diferentes (ex.: “ela é uma leoa”), o que não ocorre: não há comparação, há substituição por contiguidade. A hipérbole é exagero proposital — não há exagero no título. A prosopopeia atribui ações ou sentimentos humanos a seres inanimados — “peito” não age nem sente.

1Metonímia (gabarito)
Substituição por contiguidade
Concreto (peito) → abstrato (coragem)
2Sinédoque
Relação de inclusão (parte/todo)
Não se aplica: peito não representa a mulher inteira
3Metáfora
Comparação implícita
Não se aplica: não há comparação
4Hipérbole
Exagero proposital
Não se aplica: não há exagero
5Prosopopeia
Personificação
Não se aplica: peito não age nem sente
Figuras de linguagem
LEVELsoulevel.com.br
Figuras de linguagem: Metonímia (gabarito) (Substituição por contiguidade, Concreto (peito) → abstrato (coragem)); Sinédoque (Relação de inclusão (parte/todo), Não se aplica: peito não representa a mulher inteira); Metáfora (Comparação implícita, Não se aplica: não há comparação); Hipérbole (Exagero proposital, Não se aplica: não há exagero); Prosopopeia (Personificação, Não se aplica: peito não age nem sente)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A descreve com precisão o mecanismo: “Substitui‑se a qualidade moral da mulher (força e determinação) pela parte do corpo que simbolicamente a representa (‘peito’), estabelecendo uma relação de contiguidade.” Isso é metonímia — a substituição por contiguidade entre o concreto (peito) e o abstrato (coragem). O título usa “peito” no sentido figurado, e é essa troca que gera o duplo sentido e a expressividade. A justificativa semântica está correta e é a única que explica o efeito do título.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B fala em sinédoque e diz que ocorre “substituição do abstrato (coragem ou bravura) pelo concreto (a parte do corpo)”. O erro é duplo: primeiro, a relação não é de inclusão (parte/todo), mas de contiguidade simbólica — “peito” não representa a mulher inteira, representa a qualidade. Segundo, a sinédoque é uma espécie de metonímia, mas a banca quer a figura geral (metonímia), não a específica. A alternativa troca o conceito e, por isso, está incorreta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que há metáfora e que o título cria “comparação implícita entre as participantes do programa e um símbolo de resiliência”. Não há comparação implícita: “peito” não é comparado a nada, ele substitui a coragem. A metáfora exigiria uma relação de semelhança entre dois termos de campos diferentes (ex.: “ela é uma rocha”), o que não ocorre. A alternativa extrapola o sentido do título e confunde metáfora com metonímia.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D fala em hipérbole e diz que há “exagero proposital na expressão para enfatizar a gravidade da doença”. Não há exagero no título — “mulheres de peito” não é uma afirmação hiperbólica, é uma expressão figurada que atribui coragem. A alternativa acrescenta uma intenção (enfatizar a gravidade) que o título não tem e confunde hipérbole com metonímia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E fala em prosopopeia e diz que se atribui à palavra “peito” “uma ação ou sentimento humano”. Não há personificação: “peito” não age, não sente, não reage. A prosopopeia exigiria que um ser inanimado tivesse características humanas (ex.: “o vento sussurrava”). A alternativa inventa uma figura que não está presente no título.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão clássica entre metonímia e sinédoque (alternativa B) e tenta atrair com metáfora (C) e hipérbole (D). A chave é perceber que “peito” substitui a coragem por contiguidade, e não por comparação, inclusão ou exagero.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar figuras de linguagem, pergunte: há substituição por contiguidade (metonímia), comparação implícita (metáfora), exagero (hipérbole) ou personificação (prosopopeia)? A resposta está na relação entre os termos, não no efeito emocional.

Gabarito: letra A — a única que descreve corretamente a metonímia e sua justificativa semântica.

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