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Questão de História — História do Brasil — UECE-CEV 2026

HistóriaHistória do Brasil
Código
qg763182
Banca
UECE-CEV
Órgão
Prefeitura de Crato - CE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor de História
No Brasil das primeiras décadas do século XX, especialmente no ciclo de greves gerais entre 1917 e 1919, o movimento operário expressou tensões estruturais da modernização capitalista periférica: urbanização acelerada, precarização das condições de trabalho fabril, fortalecimento do ideário anarcossindicalista e emergência de novas formas de organização coletiva da classe trabalhadora. Em São Paulo, principal centro industrial do país, elites patronais e o governo estadual mobilizaram narrativas de “desordem social” para solicitar intervenção federal, evidenciando o alinhamento entre interesses oligárquico-industriais e o aparato repressivo do Estado republicano. Para a formação de professores de História que atuarão no Ensino Básico, a BNCC estabelece como essencial a análise crítica das transformações do mundo do trabalho, das formas de contestação social e do papel do Estado na mediação ou repressão de conflitos (EFO8HI14; EFO9HIO6; EFO9HIO7; EM13CHS101; EMI13CHS103; EM13CHS201). Nesse enquadramento, o docente deve reconhecer as greves como fenômeno histórico de agência coletiva, disputa por direitos sociais e critica as assimetrias do capitalismo brasileiro, articulando escalas locais, regionais e nacionais, sem reforçar estere6tipos ou anacronismos sobre grupos sociais subalternizados.A partir dessa chave historiogrifica e pedagégica, marque a alternativa correta:
  1. AAs pautas do movimento operário paulista dialogavam com a gramática global das lutas sociais do trabalho industrial, reivindicando a jornada de oito horas, proteção laboral à mulher, regulamentação do trabalho, critica a exploração infantil e melhoria salarial, constituindo um processo histórico de disputa por direitos sociais que deve ser ensinado enfatizando agência coletiva, cultura politica operária e enfrentamento estrutural as assimetrias do capitalismo brasileiro, conforme orientam as competências e habilidades da BNCC.
  2. BNo ciclo grevista paulista, a luta operária converteu-se majoritariamente em insurgência armada espontânea, pois os trabalhadores rejeitavam a greve geral como tática politica e priorizavam a militarização do movimento como único horizonte de conquista de direitos.
  3. CEm São Paulo, as mulheres operárias atuaram como bloco social contrário a0 movimento, articulando boicotes sistemáticos as greves e colaborando estruturalmente com a repressão federal, posição que explica a rápida vitória patronal na manutenção do trabalho fabril sem negociardes.
  4. DA repressão federal em 1917 desarticulou completamente o movimento grevista, eliminando negociares posteriores e inaugurando um pacto social patronal autônomo em São Paulo, que rompeu com a lógica de conciliação politica da República Velha.
  5. EAs greves paulistas foram conduzidas por lideranças sindicais tecnicamente alinhadas ao Governo Federal, cujo objetivo central era legitimar saques, piquetes violentos e confrontos físicos, justificando, na prática, a intervenção militar como demanda originada da própria classe trabalhadora.
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GabaritoA — As pautas do movimento operário paulista dialogavam com a gramática global das lutas sociais do trabalho industrial, reivindicando a jornada de oito horas, proteção laboral à mulher, regulamentação do trabalho, critica a exploração infantil e melhoria salarial, constituindo um processo histórico de disputa por direitos sociais que deve ser ensinado enfatizando agência coletiva, cultura politica operária e enfrentamento estrutural as assimetrias do capitalismo brasileiro, conforme orientam as competências e habilidades da BNCC.

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